Pular para o conteúdo
Casa do Corra
Devilman Crybaby Episódio 06

Nem demônio, nem humano

Temporada em andamento6 de 10 episódios
27 jan 2025 · 30 min

O episódio do Koda: o corredor que perdeu mais do que um amigo na Sabbath, a Miko apostando o próprio nome no revezamento e o Ryo transformando o campeonato de atletismo numa transmissão ao vivo da existência dos demônios.

Saio adorando o episódio, lendo o subtexto entre o menino e o Junichi - e torcendo pelo Akira, que resolve que demônio também se salva.

Primeira vez por aqui? Como o programa e esta temporada funcionam
O programa

Neste programa eu encaro uma obra pela primeira vez e capturo todas as minhas reações e sentimentos ao vivo. Pode ser filme, série, jogo, livro, quadrinho e o que mais der pra encapsular em áudio.

Esta temporada

O retorno do podcast, e dessa vez quem escolheu a obra não fui eu: Devilman Crybaby ganhou a votação de vocês.

Mesma regra da temporada de Evangelion vale aqui. Assisto um episódio e gravo no calor do momento.

Entra tudo o que me passou pela cabeça com a experiência, com todos os palavrões que isso implica.

Ler a transcrição 4.583 palavras

Editada para leitura: saíram as repetições, os vícios de linguagem e os falsos começos. Nenhuma palavra foi trocada nem acrescentada.

Olá, Personas! Meu nome é Caio Corraini e estamos todos novamente animados, porque tá começando o Minha Primeira Vez. Hoje a gente vai discutir o episódio número 6 de Devilman Crybaby, Nem demônio, nem humano. Esse foi um episódio excelente, então vamos lá, de maneira cronológica dos acontecimentos, pra facilitar quem não assistiu recentemente a participar da discussão conosco, né? A gente começa com um aluno que tinha ótimos resultados no atletismo, que apareceu lá no primeiro episódio da animação - que inclusive tem aquela cena super não explicada naquele momento, dele matando o treinador. Nós temos esse estudante transando com outro cara. É assim que a gente inicia o episódio.

Enquanto ele transa, o corpo dele está ali presente com o parceiro na cama, só que a cabeça dele está em outro lugar. E na cabeça dele nós temos flashes dele andando pela Sabbath depois de uma Sabbath acontecer, com corpos despedaçados por todos os lados e tal. E ele está procurando Junichi, que era outro corredor que, vocês vão lembrar, lá no primeiro episódio havia saído a notícia de que ele havia morrido. E nesse processo de transar e de lembrar da Sabbath, o demônio dele assume e mata o coitado com quem ele tava na cama naquele momento.

Corta então pra pista de corrida, e tá a Miki e outro aluno do clube de atletismo da escola dela tentando treinar o revezamento, né?

Porque, lembrando, eles vão participar de um revezamento 4x100 misto, os meninos e as meninas. Mas eles estão treinando de um jeito super capenga, porque nem a Miko, nem o Akira estão com eles na pista. Então o time da escola deles será essas quatro pessoas: a Miki, um cara aleatório, a Miko e o Akira.

Nisso, a gente corta pra uma cena em que tá o Ryo e o Akira no apartamento do Ryo, e o nosso loirinho filho da puta tá discutindo sobre o plano atual dele, que basicamente consiste em desmascarar o Koda - que é esse cara que tava transando e matou o parceiro no início do episódio -, porque o Ryo sabe que o guri é um demônio. O objetivo do Ryo é revelar a existência dos demônios pro mundo

e, a partir daí, gerar um medo geral: de que as pessoas comecem a olhar pra quem tá próximo delas e pensar se aquela pessoa é um demônio ou não. Ou seja, o objetivo dele é causar a histeria geral. Eu não sei exatamente por que ele quer criar esse caos, mas é o Ryo, e a gente já estabeleceu que ele é um grandissíssimo filho da puta.

Durante essa conversa entre os dois, o Ryo dá um tipo de líquido pro Akira beber, começa a projetar imagens da Sabbath, tem uma música específica de balada, assim, tipo um tuntos, tuntos, tuntos, que rola durante a festa,

e, depois que o Akira bebe esse líquido, ele vê essas imagens, ouve essa música, ele se transforma em demônio sem querer, ficando inclusive extremamente violento, indo pra cima do Ryo, que nesse momento revela que ele tá protegido ali por um vidro blindado e tudo mais. Então esse é o objetivo dele: é fazer com que o Koda beba esse líquido enquanto ele filma a transformação no evento de atletismo. Então o Ryo, ele tá preparando toda a situação pra que num evento público, transmitido pra todas as pessoas pela TV… Porque no Japão os esportes, né, de escolas e tal, todas essas coisas, é um negócio. Os campeonatos estaduais, de distrito e todas essas coisas sempre são enaltecidos em diversas obras.

O time de Kuroko, eles queriam ganhar o campeonato nacional, e é sempre uns campeonatos nacionais do ensino médio. Tem esse peso de ter jornal falando sobre e tudo mais, o que é uma coisa que eu acho sinceramente muito bacana. Eu adoraria que os meus interclasses tivessem essa cobertura da imprensa local, né? Ah, oitava A acabou de tomar um couro da oitava C. Pô, seria muito top. Mas esse é o objetivo do Ryo, né? Justamente aproveitar essa atenção das pessoas, um evento bem grande, bem importante para todo mundo ali, pra escancarar a verdade dos demônios pra todo mundo.

Posteriormente, lá na casa do Akira, ele tá sentado no telhado olhando pro céu,

e a Miki vem conversar, né? Ele puxa ela pro telhado também, pra que eles fiquem sentados lado a lado, e ela diz que, pô, você poderia ir pro treino, né? Porque, afinal, você foi escolhido pro revezamento. E o Akira, óbvio, né? Ele tá com a cabeça em outro lugar. Ele tem que fazer o malabarismo de lidar com os próprios sentimentos, né? Porque, afinal de contas, ele ainda não superou o momento de ter perdido os pais, essa questão da raiva dele - que ele tá destroçando todos os demônios que ele vê pela frente -, sendo feito de bonequinho também pelo Ryo. Então, ele tá num momento em que ele não podia se importar menos com o revezamento. Mas, porra, pra Miki aquilo é importante. E ela justamente vai lá pra puxar um pouquinho a orelha dele, mas de um jeito muito carinhoso, na verdade, né?

Porque ela fala: pô, você podia participar dos treinos e tal, afinal você foi escolhido, nananã. E não é de um jeito de, tipo, ô seu filho da p…, não é tanto cobrança. É mais um: pô, eu ficaria feliz se você participasse disso, porque pra mim é importante. O Akira pergunta pra ela, né, se ele tá esquisito, se ele tá diferente. E ela diz que sim, independente se isso for bom ou ruim, só diferente mesmo. E nesse diálogo que os dois têm, ele faz que vai desabafar com ela, mas acaba desistindo. Mesmo com a guria falando: mano, a gente é família, cara, você pode conversar comigo. E ele desconversa, ele só fala: pô, eu não posso contar tudo que tá acontecendo agora, mas eu vou conversar sobre isso com você algum dia.

O relacionamento deles é muito fofo, né? E eu pessoalmente não quero que nada aconteça com essa menina tonta, mas é óbvio que vai, né? Porque, querendo ou não, uma coisa que a gente já estabeleceu em episódios anteriores é que a Miki, ela não consegue se segurar, né? Ela não consegue não enfiar a porra do nariz onde ela não é chamada. Tanto que ela toma decisões muito burras, né? Tanto de ir pra porra do estúdio, né, de fotografia do pedófilo naquele outro episódio, encarar a polícia pra defender os hip hopers e tal. A Miki é essa pessoa, é a pessoa que se move e depois ela pensa. Então, é óbvio que não dá pra gente olhar pra personagem e falar: não, minha filha, muda quem você é pelo restante da animação pra que nada aconteça de ruim com você, por favor, você faz essa gentileza. Óbvio que não vai acontecer, né? E

tudo bem, porque afinal de contas uma das coisas que acaba nos afeiçoando a personagem é a personalidade dela, né? É obviamente a maneira com que ela foi escrita, a maneira com que ela foi criada e o que a impele. E o relacionamento dos dois é muito fofo, porque a Miki, ela já tá ligada do que tá acontecendo, sabe? Ela não se lembra de tudo, ela não sabe exatamente o que que tá acontecendo e tal, só que ela manja, né, que ela foi salva pelo Akira e todas aquelas coisas. Então, assim, ela não é tonta. Afinal, como toda adolescente, ela é burra, mas ela não é sonsa. Inclusive, né, a partir do episódio de hoje, eu acredito que ela vai ter um panorama muito maior sobre o que tá acontecendo. E, inclusive, eu fico muito com expectativa de pra onde vai depois do que aconteceu hoje, porque os acontecimentos desse episódio, eles foram numa direção

muito distinta da que eu estava esperando. Mas a gente vai chegar lá.

Enfim, chegamos no campeonato de atletismo. Nos vestiários, porque eles estão num estádio e tal, o Akira se aproxima do Koda, porque o objetivo do Akira era dar uma garrafa d’água pra ele e tal, pra que ele bebesse e depois o Ryo forçasse a transformação dele na frente de todo mundo e expusesse que ele é um demônio para todas as pessoas que estão assistindo aquele evento esportivo. Mas, quando o Akira se aproxima do Koda, ele sente esse sexto sentido do Akira de perceber quando uma pessoa está triste, de perceber quando uma pessoa chora constantemente, chorou recentemente. Inclusive, isso é um dos traços de personalidade do Akira que, na minha opinião, mais impede do Amon tomar controle. Mas, de certa forma, eu ainda trago um pouco daquele sentimento

de que, cara, o Amon ainda não tentou tomar o controle. A gente ainda não viu o Amon, tipo, falando: pô, foda-se, tá ligado? Cala a boca, moleque, o corpo é meu agora, sabe? A gente ainda não viu isso efetivamente acontecer. Mas, quando ele se aproxima do Koda, ele começa a chorar e, pô, fala pra ele, né: meu, você tava chorando no aeroporto. E é foda, porque esse sexto sentido do Akira aparece só nos piores momentos, né? E o Koda fica putaço com o Akira por ter causado essa situação, por estar chorando na frente dele, por estar afirmando que: meu, eu sei que você também está triste, eu sei que você também está chorando e tal. Ele arremessa o Akira num armário, mas aí meio que eles são interrompidos antes de dar mais merda, e o Akira vai embora e esquece de oferecer a água que vai transformar o Koda em demônio para o menino.

Vamos então para o vestiário feminino. Como a gente também já estabeleceu nos episódios anteriores, a Miko, com a mesma transformação de personalidade do Akira, parecendo completamente diferente e tudo mais, ela chega no vestiário feminino e propõe pra Miki uma aposta. Ela diz que, se ela tiver um tempo melhor que o dela no revezamento, ela vai perder o próprio nome. Quem vai poder usar Miki vai ser ela nessa situação. Porque também, relembrando, ambas têm o mesmo nome. Mas, como a importância da Miki é tão maior, a Miko teve que adotar esse apelido. Porque se não, tipo, todas as vezes que ela ouvisse as pessoas chamando por Miki, ela ia achar que era pra ela, mas nunca é. É sempre pra amiga.

E ela vai e propõe essa aposta, fala: ó, se eu for mais rápida do que você no revezamento, você vai ter que devolver o meu nome. Tem muita gente assistindo esse evento, né? Pelo celular, pela TV e tal. E, inclusive, o Ryo, né - rico pra caralho, não sei de onde que vem a porra da riqueza desse moleque -, o próprio canal de transmissão, né, seja ali um canal do YouTube, uma Twitch, alguma coisa que ele tem uma transmissão ao vivo pela internet, que ele é o responsável. E aí ele vai e chama o Koda pra uma entrevista, e, quando ele tá batendo papo, ele fala tal: pô, eu sinto que você não é humano, você, pô, é muito rápido e tal, não sei o que tem, nananã. E, durante esse papo, ele dá uma garrafa de água para o Koda e fala: ah, dá uma golada nessa água porque é do patrocinador, precisa aparecer no vídeo.

O Koda vai e bebe a água. Então, se o Akira falhou antes na missão de oferecer esse líquido de despertar o demônio para o Koda, o Ryo já tinha um plano B para garantir que acontecesse. Paralelamente à entrevista, o Akira tá em outro lugar do estádio, e ele encurrala dois companheiros do time do Koda no banheiro e ameaça eles pra que eles falem mais sobre o estudante, né? E eles descrevem toda a situação que aconteceu também com o Akira: que ele ficou rápido do nada, que antes ele nem chegava aos pés do Junichi, que é esse amigo de infância dele - que, inclusive, lá no início do episódio, ele tá chamando por esse amigo no meio da Sabbath e ele encontra esse amigo despedaçado no chão e tal, morto, que foi uma das pessoas que não foi possuída por um demônio, mas sim, né, morta por um.

Então, esses amigos estão descrevendo pro Akira uma situação que ele conhece muito bem. Nisso, corta pro Koda no estacionamento, né? Ele tá encostado em uma pilastra e ele tá assistindo um vídeo em que o Junichi diz coisas de tipo: ah, a gente vai se esforçar e vamos competir num campeonato mundial, você tem talento e tal. O Junichi, né, ele tá sem camisa e tal, aparenta ser um vídeo dele sentado na cama. E, assim, em nenhum momento o anime escancara isso. Mas uma interpretação que a gente pode levar, já que, no início do episódio, o Koda, ele tá tendo uma relação sexual com outro cara - inclusive, enquanto ele tá transando com outro cara, ele tá falando o nome do Junichi -, dá a entender de que eles eram mais do que amigos: eles eram friends, né?

Dá a entender que eles eram um casal, e que o Koda, ele ficou muito marcado com a experiência de perder o Junichi. Tanto que tem um pendante que o Koda usa ao redor do pescoço que era do Junichi. Ao assistir esse vídeo dele falando: não, porque a gente vai competir num campeonato mundial e tudo mais, ele começa a chorar. E ele começa a chorar de uma maneira muito dolorida. E é foda, porque são nesses momentos em que ele tá mais fragilizado emocionalmente, são os momentos em que o demônio dele se aproveita pra tomar o controle. Então, ele tá vendo esse vídeo, ele se encolhe no chão, chorando, no estacionamento desse estádio, e a gente só vê a silhueta do demônio dele meio que saindo e tal, e tomando um pouco do controle do corpo dele. E isso também é o que acontece durante o sexo, durante a primeira cena do anime. E é foda, porque, tipo,

ao contrário de outras pessoas que foram pra Sabbath já sabendo o que elas queriam, já sabendo do resultado da droga que eles tomam nesse lugar e do que poderia acontecer, etc, etc, como foi o caso da Miko, o Koda parece que foi tudo um acidente. Às vezes ele pode ter até ido pra Sabbath junto com o Junichi e tal, não sei o que tem, porque ouviu algum borburinho e tal, e eles: não, pô, vão pra Sabbath, que tem um negócio lá que a gente toma, a gente fica super rápido e a gente vai disputar campeonato mundial e tal. Talvez possa ter sido até essa situação. Mas, quando o Koda se dá por si e ele começa a andar pela Sabbath, com todos aqueles corpos desmembrados e de gente sem cabeça, sangue por tudo quanto é lado, ele encontra o Junichi morto, mano. Isso marcou o menino, sabe?

E ele, aparentemente, quando ele tá se relacionando com outros caras e tal, ele tá sempre em busca, provavelmente, do que o Junichi representava pra ele. E ele segue esses instintos sexuais em busca de justamente sentir alguma coisa, porque a cabeça dele tá totalmente destruída, afinal de contas. A pessoa que ele amava, né, morreu. E aí, tipo, quando ele tá nesse momento, ele tá fragilizado, ele tá lembrando do Junichi, ele começa a chorar. E aí é o momento em que, geralmente, o demônio toma o controle. Vai saber quantos parceiros ele já não devorou.

Então, a gente vai pra prova dos 4 por 100. E o narrador diz que o Koda vai competir sozinho contra todas as equipes das outras escolas. Então, assim, esse é o nível de disparidade do guri com as pessoas normais.

Enquanto todos os outros times são quatro pessoas correndo menores trechos, o Koda vai correr a corrida inteira sozinho, representando a própria escola. Tem início a corrida, o Koda se distancia de todos os outros alunos normais. Inclusive, o guri que a gente acaba não conhecendo é o que inicia a corrida. E, quando ele passa o bastão pra Miko, que é a segunda corredora do time, ela voa. Ela começa a correr muito rápido, daquele jeito meio bestial, né, em que tá quase encostando os braços no chão, equiparando a velocidade do Koda - que, até esse momento, ele não tava correndo de verdade. Inclusive ele tá correndo, sim, ereto, né? Tá correndo normalzinho. Quando ele vê a Miko se aproximando dele, né, equiparando a velocidade dele,

aí ele toma essa posição também de corrida mais bestial, em que ele vai e inclina o corpo pra que ele fique mais rente ao chão e tudo mais, e, quase correndo ali em quatro patas, como um animal, ele deixa a Miko pra trás. O Koda é muito rápido, e ele já está acostumado com as habilidades que tem, ao contrário da Miko, que estava super confiante de que ia fazer acontecer e a deixava para trás, mesmo com as habilidades sobre-humanas. A Miko está finalizando a parte dela na corrida e ela precisa passar o bastão para a Miki. Só que, ao contrário do que estava previsto, o Akira toma o bastão da mão dela e voa atrás do Koda. Ele equipara a velocidade do menino e começa a conversar com ele.

Pensem que tá rolando o revezamento 4x100 ali e os caras tão trocando uma ideia. O Akira diz que ele sabe que tem um monstro dentro dele, que ele quer destruir, violentar, que ele sente essa vontade o tempo todo, mas que ele tem medo de que os outros descubram. E o Koda até pergunta pra ele: meu, como que você sabe disso? Porque o Akira fala: meu, eu também sou assim. Ou seja, o Akira, nesse momento, ele não tá mais seguindo o plano do Ryo. A motivação dele é outra: é estabelecer um lugar comum entre eles, de equilíbrio, para tentar trazer o Koda para o lado dele. Só que, nesse momento, o Ryo faz aparecer uma projeção enorme no estádio todo, com as imagens e a música da Sabbath,

que, como a gente já discutiu anteriormente, é o gatilho para as pessoas virarem demônio depois de tomar aquela substância. Dito e feito: o Koda se transforma em demônio. O Akira até grita pro Ryo parar e tudo mais. Mas, meu, a gente já estabeleceu que ele é um grandissíssimo filho da puta e ele só faz as coisas do jeito dele. As pessoas começam a ficar desesperadas, porque, afinal de contas, o cara se transformou num demônio no meio de um evento esportivo com centenas de milhares de pessoas assistindo, um monte dos outros estudantes ainda na pista, galera enlouquecida tentando sair correndo e tal, não sei o que tem, e o Koda matando geral na pista de atletismo. Tem até um momento em que ele começa a correr em direção da Miko, e, mesmo com as habilidades dela, ela trava, ela não sabe o que fazer, ela só vê o monstro vindo. Cabe a Miki

chegar, puxar ela pelo braço pra que elas escapem.

Do ponto de vista do Akira, o combinado com o Ryo era que ele abrisse os portões pro Koda, já em forma de demônio, escapar, e o Akira brigar com ele fora dali. Mas é óbvio que o nosso loirinho desgraçado tinha o próprio plano. O demônio do Koda é um touro, né? E o touro segue pisoteando e comendo geral, tudo isso sendo transmitido ao vivo pela TV. Até que, num determinado momento, o sinal da TV é cortado, né? Volta pro estúdio, volta pro jornal, volta pra qualquer outra merda da programação. Eles falam: ah, vamos pros comerciais. E eles param a transmissão desse desastre. E aí era tudo que o Ryo queria, porque o cara que tá fazendo a transmissão junto com ele

fala: mano, a gente precisa parar essa transmissão também. E o Ryo fala: não, eu que mando nessa merda, só a gente tá transmitindo agora. Então, o que que acontece? Todo mundo corta a transmissão, porque, né, gente morrendo, corpo sendo pisoteado, sangue pra tudo quanto é lado, um monstro ali, correndo na pista de atletismo. E o Ryo fala: não, a gente vai continuar transmitindo. Porque, dessa forma, ele tem a exclusividade da narrativa, que era o objetivo desde o início. A internet fica em polvorosa, né? Porque, nesse momento, o Ryo fala com todas as letras: o Koda é um demônio, e eu estudo esses monstros tem muito tempo, e tá aí a prova de que isso é algo que existe. E, meu, milhares de centenas

de comentários, né? Afinal de contas, depois que o Ryo faz essa revelação, a internet vira internet. Tem gente concordando, gente discordando, gente falando que é tudo um truque. Comportamento online normal.

Paralelamente ao que está acontecendo, está rolando uma reunião dos demônios, que também estão acompanhando essa transmissão, e estão todos assim: pelo amor de Deus, alguém vai lá e para esse merda, ele está ferrando o rolê de geral. Tanto que alguns começam até a discutir de que foi tudo planejado para expor os demônios para a humanidade e tal, isso não é um acidente. Então, assim, os demônios também começaram a perceber que: peraí, alguém plantou essa situação. Alguém planejou toda essa situação pra poder expor a raça deles, né? Pra toda a humanidade. Só depois

que o Ryo faz todo o showzinho dele na transmissão é que ele abre, enfim, os portões do estádio e permite que o Koda, transformado em demônio, saia. E ele faz exatamente o que tinha planejado, né? Ele causa histeria em toda a população, falando que os demônios existem e que podem ser qualquer um. Ele fala literalmente isso: pode ser o seu vizinho, pode ser a sua vizinha, os demônios existem entre os humanos, faça o que você quiser com essa informação.

Finalizando o episódio, o Akira conversa com o Ryo pelo celular, dizendo que já matou o Koda, problema resolvido e tudo mais. Aí até o Ryo fala: pô, bom trabalho, vai descansar, que a gente vai ter dias bem ocupados daqui pra frente. Só que o Akira tá mentindo, porque ele, na verdade, enfrenta o Koda no estacionamento, imobiliza o demônio e sai voando com ele, né, dizendo que vai tentar salvar o menino. Então, basicamente, já que o Ryo não vai passar pro Akira e fazer as coisas de acordo com o combinado pro Akira,

o Akira também vai tentar resolver a situação da maneira que ele acha correta. E ele não quer matar o Koda: ele quer dar a oportunidade do Koda também ser um Devilman, também ser um homem demônio como ele, em que ele controla o monstro que está dentro dele e tenta fazer algo bom com esses poderes que ele ganhou. O Akira, ele enxerga isso porque ele vê o quanto o Koda tá triste, né, com essa situação. Ele tá triste de ter perdido uma pessoa que era tão importante pra ele. Ele chora o tempo todo, ele tá, assim, destroçado internamente, né? E é justamente quando essas emoções dele tomam o controle é que o demônio consegue sair. Então, eu acredito que o Akira, ele percebe isso e ele fala: cara, eu acho que eu consigo salvar esse menino,

pra que ele tente viver uma vida parecida com a minha. E é assim que a gente finaliza o episódio.

E, assim, considerações finais, de uma maneira bem breve: eu adorei esse episódio. Eu acho que ele desenvolveu muito bem o Koda. Ele colocou uma complexidade… Porque o Akira já tava com essa pulga atrás da orelha de tipo: meu, os demônios são capazes de sentir, os demônios são capazes de amar, os demônios são nananã. Ele tá sempre batendo nessa tecla com o Ryo, e o Ryo sempre colocando a situação em preto e branco, fala: não, os demônios só querem saber de transar, de matar, de seguir esses instintos mais brutais e tal. E, quanto mais o tempo passa, mais o Akira vê que isso não é verdade. Porque ele é essa área cinza, a Silene teve esse acinzentamento durante o embate entre os dois.

Então, assim, não é preto e branco, não, cara. Você tá louco? E, quanto mais o tempo passa, mais o Akira tem que ser exposto a essas situações extremas em que, mano, o Ryo tá cagando pra opinião dele. Ele vai seguir o próprio plano e foda-se. Vai matar um monte de gente, dezenas de pessoas inocentes? Foda-se. O Ryo, se tem uma coisa que ele é, é uma pessoa constante e eficiente. Ele tem um plano e ele segue o plano. E, obviamente, que parte do plano é sempre enganar o Akira: falar que vai fazer uma coisa e fazer outra. Mas, cara, até quando o Akira vai permitir que isso aconteça, sabe? E, então, nessa situação em que ele pega, né, ele efetivamente imobiliza o Koda, né,

transformado em demônio, e sai voando com o menino, cara, o Akira tomou uma decisão. Ele falou: cara, eu consigo salvar… Eu consigo não, eu vou tentar salvar essa pessoa. Porque não são todos os demônios que são descerebrados e querem só transar e matar gente inocente, sangue, tripa, lálálá, não. Eu senti a dor desse cara, ele é diferente, eu vou tentar trazer ele pro meu lado, né? Então, foi um episódio que aprofundou diversas coisas, que agora é um ponto de virada em que: cara, o que vai acontecer agora que a humanidade toda sabe que demônios existem e que o Ryo tá com totalmente a narrativa dele implantada? O caos, a histeria tá instaurada. Como que todas as pessoas envolvidas vão reagir?

Porque, por exemplo, a Miki: agora ela tem todas as informações que ela precisava. Ela viu acontecer, então ela não tava louca. Ela não perdeu a memória, sonhou errado. Não, ela sabe que o Akira consegue se transformar em demônio e salvou ela. A Miko: porra, mesmo sendo possuída, mesmo com as habilidades sobre-humanas, mesmo com tudo aquilo, ela ainda foi humilhada, cara. Ela teve que ser salva por uma mera, sabe, uma pessoa normal, que é a Miki. Fora a reunião dos demônios: o que eles vão fazer? Assim, na minha opinião, eles têm que ir com tudo pra cima do Ryo e do Akira. É um episódio que não só apresenta muitas informações num ritmo bom e dá abertura pra uma porrada de coisa acontecer depois.

Então, foi um excelente episódio.

E é isso. Eu espero que vocês tenham gostado. Apresentem o podcast pra pessoas que possivelmente possam curtir o conteúdo. Se vocês quiserem dar um feedback sobre ele, em todas as redes sociais eu sou o Caio Corraini. Lembrando que o Minha Primeira Vez é um original Maremoto, que é a minha empresa. Então, se você quiser o envolvimento da nossa equipe maravilhosa no seu projeto, manda um oi pra gente pelo contato@maremo.to. Eu também estou constantemente postando conteúdo sobre cartinhas Pokémon no meu canal do YouTube e no TikTok, então procura por Caio Corraini por lá, se pode ser algo que você vai curtir também. A edição é, como sempre, da querida Ana Mariquito. Um grande abraço, sejam bons uns com os outros e até a semana que vem.

Esse podcast foi produzido pela Maremoto.