Pular para o conteúdo
Casa do Corra
Devilman Crybaby Episódio 05

A bela Silene

Temporada em andamento6 de 10 episódios
16 dez 2024 · 28 min

O primeiro episódio que efetivamente desgosto: a Silene finalmente encontra o Akira, chama pelo Amon que não atende e tudo que era pra ser o clímax da temporada passa correndo, baita peido molhado.

Sobra pra discussão o que presta: demônio ama? E por que a mulher que venceu a luta morreu em pé, sorrindo, sem finalizar o inimigo?

Primeira vez por aqui? Como o programa e esta temporada funcionam
O programa

Neste programa eu encaro uma obra pela primeira vez e capturo todas as minhas reações e sentimentos ao vivo. Pode ser filme, série, jogo, livro, quadrinho e o que mais der pra encapsular em áudio.

Esta temporada

O retorno do podcast, e dessa vez quem escolheu a obra não fui eu: Devilman Crybaby ganhou a votação de vocês.

Mesma regra da temporada de Evangelion vale aqui. Assisto um episódio e gravo no calor do momento.

Entra tudo o que me passou pela cabeça com a experiência, com todos os palavrões que isso implica.

Ler a transcrição 4.460 palavras

Editada para leitura: saíram as repetições, os vícios de linguagem e os falsos começos. Nenhuma palavra foi trocada nem acrescentada.

Olá, Personas! Meu nome é Caio Corraini e estamos todos bem decepcionados, porque tá começando o Minha Primeira Vez. Hoje a gente vai discutir o episódio número 5 de Devilman Crybaby, A bela Silene. Esse é o primeiro episódio de Devilman Crybaby que eu efetivamente desgosto. É um episódio corrido, a animação tá bem aquém do que foi apresentado até agora, e tem uns momentos que, sinceramente, eles só me deixaram mais confuso da motivação por trás deles terem sido incluídos no anime at all. Mas eu tô me adiantando, né? Vamos lá, em ordem mais cronológica do que acontece durante o episódio, pra quem não assistiu recentemente conseguir participar da discussão.

A gente inicia esse capítulo com o Ryo, de novo, filmando o Akira transformado, acabando com vários demônios. E isso a gente vê durante o episódio: de que o Akira está numa espiral de destruição. Depois do que acontece no episódio anterior, que ele perde os pais, ele está com os sentimentos à flor da pele, ele está descuidado, ele está impulsivo, ele está violento, ele está imparável, de certa forma.

Só que, logo depois de finalizar o que ele tinha pra fazer, ele volta pra casa, e, quando ele volta, ele acaba acordando a Miki - ele mora no quarto acima do dela. Ela acorda assustada, vai até a varanda, eles se encontram e acabam conversando um pouco ali na sacada. E a gente corta pra um momento de ponto de vista do Akira. É interessante que, obviamente, a gente estabelece que, a partir do momento que ele foi possuído pelo Amon, ele tem as habilidades muito mais aguçadas, ele tem um corpo muito mais atlético e todas essas coisas. E, nesse momento, mostra que a visão mais aguçada dele faz com que ele enxergue através da roupa da Miki.

Eles estão conversando e ele, na verdade, ele tá num momento em que a gente percebe que cada vez mais ele tá com os instintos mais aflorados. E cada vez mais esses instintos demoníacos que a gente já estabeleceu em outros episódios - de que, meu, os demônios, eles querem matar e fuder, é isso que eles querem, eles têm esses instintos extremamente simples e rasos, eles não querem desenvolver sentimentos ou qualquer coisa que o valha. Os demônios, eles querem matar e se reproduzir. Quando a gente vai pro ponto de vista do Akira, ele tá olhando pra Miki, ele tá conseguindo enxergar mais do corpo dela através da camisola e tudo mais, ele fica olhando pro corpo dela nu e, meu, ele começa a desejar a menina. Tanto que ele quase vai pra cima dela com esses instintos, com essa necessidade sexual. Mas ele é interrompido por um gato

que pula na cabeça dele. E aí cai a ficha dele: caralho, quase fiz merda. Ele vai pro quarto dele, e, durante a noite, a Miki, ela ficou ouvindo ele sofrendo no quarto dele. Ao mesmo tempo em que ele tá sofrendo, ele tá gemendo. E, nesse momento do desenho, corta a cena pra um outro lugar em que a Silene tá do mesmo jeito: ela também está sofrendo desta forma. E, aparentemente, a necessidade sexual dos dois tá num limite. Tanto que o Akira, ele acorda no dia seguinte todo gozado e tal, e ele fala: cara, que merda está acontecendo comigo?

Nisso, a gente vai pra um almoço da família da Miki e tal, e eles estão conversando sobre uma prova, um revezamento 4x100. E os pais da Miki, inclusive, comentam, tipo: ah, não, que a sua mãe ficou tão pouco no Japão, ela não vinha pra cá tinha

dois anos e já foi embora, tal. Então, aparentemente, ninguém ali sabe que os pais do Akira foram mortos. Pelo menino mesmo, né? Depois que a mãe dele foi consumida por um demônio e o pai dele possuído e morto pelo demônio.

Nisso, a gente vai pra pista de corrida, e a gente já tem uma primeira ponta que vai, eu acredito, ser melhor desenvolvida nos próximos episódios. Em que a Miko, não só ela tá viva, mas como ela parece também ter passado por uma transformação como a do Akira: com a mudança do visual, todas as habilidades físicas mais desenvolvidas, correndo pra caralho, os traços mais demoníacos e tal.

Então, aparentemente, ela conseguiu o que ela queria indo na Sabbath. Em que eu tava temendo pela segurança da menina, e aparentemente deu tudo certo: porque ela foi pra Sabbath, ela se drogou, ela aparentemente foi possuída por um demônio e agora ela possui todas as habilidades que ela queria ter. Então, aparentemente, a gente vai ter, para os próximos episódios, um momento, principalmente, eu acredito, durante o revezamento 4x100 - que vai ser misto, tanto os meninos quanto as meninas vão disputar juntos -, e, aparentemente, a gente vai ter essa disputa da Miko com a Miki. Afinal de contas, ela conseguiu as habilidades que ela estava ansiando em ter.

Paralelamente, a gente vai pra uma reunião dos demônios,

em que tem um mapa - eles estão projetando um mapa assim na parede… na parede não, numa tela -, em que eles estão traçando ataques sofridos pelos demônios e tentando triangular as localizações. Porque muito demônio tá morrendo. E, obviamente, que esses demônios estão sendo mortos pelo Akira. Então eles estão discutindo sobre isso, falando: ó, os ataques estão acontecendo mais nessa região e tal, não sei o que tem. Tem um monte de demônio reunido lá, olhando, discutindo, esse tipo de coisa. E a Silene também está lá, junto com o Caim, aquele cara que é o baba-ovo dela. Inclusive, quando eles veem todos esses ataques, eles deduzem que é o Akira. Eles vão discutir ali sobre o assunto, e a Silene diz que, quando ela encontrar o Amon, ela vai despertar ele. E, se isso não acontecer, ela se livra dele.

Porque, querendo ou não, como a gente já estabeleceu também, a Silene era a parceira do Amon, no inferno ou onde quer que seja. E, quando o Amon renasceu, quando o Amon conseguiu voltar pro mundo dos vivos, acendeu todas as luzes ali da mulher: ela precisa encontrar o Amon, precisa encontrar o Amon. Só que a gente também estabelece que, cara, o Akira não se deixou controlar pelo demônio, por mais poderoso que seja o Amon. E aí, obviamente, que abre a possibilidade da discussão de que talvez o Amon não tentou dominar completamente o Akira, tomar controle total do corpo dele, etc. Mas, ainda assim, o Amon é um demônio muito, muito poderoso, e o Akira tá utilizando desses poderes pra acabar com todos os outros demônios. E a Silene falou: meu, eu vou encontrar com ele.

E, se o Amon não der o ar da graça, se o Amon não despertar e tomar o controle, eu me livro desse moleque.

Vamos pra outra cena, em que o Akira chega no apartamento do Ryo todo sujo de sangue, sujo de tripa de demônio e tal. Eles acompanham o menino até o quarto, e ele começa a dizer que, meu, ele não consegue se controlar. Ele quer matar todo mundo, ele quer matar todos os demônios ao redor dele. Ao mesmo tempo em que ele tá triste e com vontade de chorar o tempo todo. Ele diz que ele parece um bebê, que ele não consegue controlar as vontades. Bom, querendo ou não, é uma falta de vocabulário emocional. Uma expressão que eu aprendi durante a minha terapia, que eu gosto bastante. Porque, querendo ou não, há momentos na nossa vida, principalmente quando a gente é mais novo, em que a gente realmente não tem vocabulário emocional.

Em que, às vezes, tipo, meu, você não sabe expressar tudo o que você tá sentindo. Porque muitas daquelas emoções são novas, são inéditas, e você acaba tentando encaixar, sabe? Tipo: a peça quadrada vai no buraco quadrado. Você vai tentando meio que simplificar essas emoções pra que elas caibam dentro das palavras que você conhece. E, conforme você vai crescendo, você vai amadurecendo, você vai passando por mais experiências e lidando melhor com essas emoções, você começa a entender melhor de onde tudo isso vem. Ah, eu tô irritadiço hoje. Ok, por que eu tô me sentindo dessa forma? De onde que tá vindo esse sentimento? Por que eu tô dessa maneira e o que eu posso fazer em relação a isso? Porque, querendo ou não, o Akira tá com as emoções à flor da pele,

tipo, matando todos os demônios ao redor. Por quê? Porque ele tá puto. Ele não conseguiu ainda lidar com a situação de ter perdido os pais, ele tá, entre aspas, descontando em todos os demônios ao redor dele. Mas, ao mesmo tempo, é aquela questão de que, cara, foram os demônios que mataram os pais dele. Foi toda essa situação com esses seres que acabou resultando na morte dos pais dele. Então, qual que é o 1 mais 1 igual a 2 dele? É: mano, eu preciso matar todos os demônios que existem, pra que a gente não passe mais por essa situação. Só que há essa questão de que, até esse momento, o Akira tá matando um monte de demônio desconhecido. Daqui a pouco ele vai ter que lidar com a situação, por exemplo, da Miko - porque ela tá com aquelas habilidades porque provavelmente ela foi possuída. E aí, vai ser essa facilidade toda de matar a menina, uma pessoa que ele conhece? E se outra pessoa que ele conhece, que é próxima,

também for possuída novamente? Vai ser no-brainer? Então, querendo ou não, é interessante esse tipo de discussão, porque o Akira, ele tá lidando com toda essa situação com as limitações que ele tem. Tanto que o Ryo, ele abre um cofre, joga um monte de dinheiro no colo do Akira e ele fala: cara, os humanos, quando eles não conseguem lidar com os sentimentos, eles tendem a fugir deles, fazendo coisas que ajudem eles a não pensar. Beber, transar. Então toma essa grana aqui, vai lidar com essa merda. Tanto que ele até fala: ó, a segunda fase do nosso plano deve começar no campeonato de atletismo. E ele pede pro Akira: ó, você se recompõe até lá. De novo, aquela questão de que o Ryo, ele tem uma maior maturidade, porque ele tem toda essa personalidade manipuladora,

essa personalidade mais fria, calculista, peaky blinder, blá-blá-blá. E, justamente, como ele sabe que o Akira, ele tá tendo que lidar com todos esses sentimentos ao mesmo tempo em que ele tá com todos os instintos de demônio dele, tipo, a flor da pele, ele fala: mano, sei lá, vai fuder alguém, vai encher a cara, lida com isso. Porque ele sabe que, efetivamente, na atual conjuntura, não há nada que ele possa fazer pra ajudar o Akira.

Daí a gente corta pra cena mais sem pé nem cabeça desse episódio, em que a Miko, ela tá fazendo compras numa loja de roupa com algumas meninas da sala dela, que tão falando pra ela como ela é foda, como ela tá correndo pra caralho, como ela igualou o recorde da Miki. O que me chama atenção: que a porra da menina foi possuída por um demônio, tá com as habilidades sobre-humanas, e mesmo assim só igualou

o recorde da outra, que, tipo, é uma pessoa normal. A Miki é muito foda correndo - porque ela é uma tonta, menina burra do caralho também em alguns momentos, inclusive nesse. Ela, tipo, caralho… Tem um negócio que me irrita muito na Miki, que é essa porra dessa constante necessidade dela de ser a Mulher-Maravilha. Mas ok. Daí o grupo dos rappers, o grupo dos hip hopers, eles tão andando ali por aquele centro comercial também. Eles acham que eles veem o Mayuta de longe. E aí eles: peraí, faz tempo que a gente não vê o Mayuta e tal. Não, porra, acho que ali é ele. Eles vão, correm até o lugar, eles pegam o cara, viram ele, tipo: ah, não, não era você, foi mal aí, e tal. Porque o Mayuta, aparentemente, também foi possuído por um demônio, e as feições faciais dele também mudaram bastante, como o caso da Miko.

Essa cena, ela fica tão esquisita que… Beleza: tá Miko lá fazendo compras, o Mayuta tá ali próximo também, entra na mesma loja, os amigos dele vão até ele, achando que… Porque eles não o veem tem muitos dias. Viram o cara: ah, desculpa, a gente achou que era outra pessoa. Quando eles vão sair, o Mayuta vira e fala: ah, ladrão, tão querendo roubar, eles tão armados e tal. Faz um puta de um escarcéu na loja, chega a polícia, mira a arma pros moleques. Daí a Miki chega e intercede em favor deles. E fala: meu, o que vocês tão fazendo? Tipo, vocês vão atirar nos caras que não tem nada a ver, que já estão com as mãos pra cima? E aí os policiais falam: não, porque aquele lá tá armado. Aí ele tira a mão de um bolso e, na verdade, tá com um gravador. Tipo, cara, essa cena não faz sentido nenhum. Só sei que aí, depois, os policiais falam: ah, não, é alarme falso, toma

mais cuidado. Vão embora. E aí o grupo dos hip hopers, eles agradecem a Miki e falam: pô, obrigado por ter ajudado a gente aí, valeu por ter intercedido em nosso favor. Aí as amigas que estavam com a Miki chegam pra Miki: nossa, Miki, que heroína, ajudou todo mundo, confrontou os policiais. Tipo, não faz sentido nenhum essa porra dessa cena. Eu explicando é pior ainda, então foda-se, porque é uma cena que não faz sentido nenhum nessa merda desse episódio. E, caralho, velho, foi aqui que começou a me dar um… hum, o que tá acontecendo nesse episódio, que a qualidade tá tão ruim? Mas vamos que vamos.

A gente vai pra um momento que, já que o Ryo

falam: mano, geralmente as pessoas lidam com esses sentimentos esquecendo eles, seja transando ou bebendo, se vira aí. O Akira tá lá perambulando por uma área de bordéis, uma área de puteiros, né, pacotudão. Até que ele tá passando assim e a Silene chama ele até ela, fala: eu te conheço, vem comigo. Eles sobem até o quarto, ela tira a roupa, tira a roupa dele e tal. E, quando eles vão começar a transar, a Silene pergunta o nome dele. Ele fala que é Akira. Ela pergunta se ele gosta do nome dele, ele fala que sim. Mas aí ela fala: eu sei que você tem outro nome. Me fala o seu verdadeiro nome. Ela tá querendo que ele fale Amon. E o Akira acha que ela sabe que ele é o Devilman. Só que aí, enquanto tá começando toda essa situação esquisita, tal,

um pouco tensa, em que eles tão transando ao mesmo tempo em que não, e tal, não sei o que tem, ela começa a se transformar. Ela tá na forma humana dela, começa a se transformar em demônio, e ela pede que o Amon acorde. O Akira tá muito mais entretido nos peitos dela e tal. Até que ela vai… A forma demoníaca da Silene é uma forma meio arpia, né, em que ela tem asas, tem patas de águia e tudo mais. E ela, meu, agarra o corpo do Akira com essas patas de ave, começa a voar e começa a falar pro Amon acordar. Tipo: ou você vai acordar ou eu vou matar você, tá ligado? E ela sai voando com o moleque nas patas, dizendo que ela tava se sentindo extremamente sozinha e que esperou muito tempo ele voltar pro mundo dos humanos e tal. Só que o Akira fala: meu, eu não sou quem você acha que eu sou. Eu sou o Devilman.

Quando ele percebe que ela é um demônio, ele se transforma também. Não pra, como o Amon, abraçar ela e falar: minha musa, quanto tempo sem te ver? Não: eu vou te matar também. Então eles estão voando, eles caem numa área industrial, e o Akira efetivamente diz que o outro nome dele não é Amon, é Devilman. E ela começa a atacar o guri e pede que o Amon acorde e foda ela com força e tal. E, nesse momento, o Akira… Querendo ou não, eles deixam bem claro o que tá passando pela cabeça do Akira: que, justamente, ele tava sendo ali movido por esses impulsos sexuais, só que, a partir do momento em que, porra, peraí, ela é um demônio? Não, não, não, não, não. Rola uma memória dos pais e ele fala: não, eu vou te fuder, eu vou te fuder com força, porque eu vou te matar.

E ele começa, meu, a destroçar a mulher, começa a arrancar a parte do corpo dela e tal, não sei o que tem. E, meu, é interessante justamente ver que, a partir do momento em que ele tem contato com um demônio, o Akira perde totalmente a racionalidade e ele vai só para a violência. Ele não quer saber. Mesmo com a Silene, o Amon está meio que adormecido. Ou ele não se importa em tomar o controle e ele não se importa com as atitudes do Akira, ou a força de vontade do Akira realmente abafou o Amon totalmente. E, mesmo com a Silene, que aparentemente era o par romântico do Amon, o Amon não dá o ar da graça. O Akira tá usando os poderes dele pra matar a mulher.

Só que o Caim, o baba-ovo - coitado do cara, baba-ovo, ele só é apaixonado pela Silene, só que não correspondido -, ele vê os dois brigando de longe, ele intervém. E, quando ele chega na situação, que os dois estão extremamente machucados, enfraquecidos, o Caim vê aquela situação e ele fala pra Silene, fala: olha, se funde com o meu corpo, porque, com a minha força, a gente consegue matar ele. E a Silene, ela fala: meu, eu tô ferida demais, eu vou morrer em breve. Mesmo se a gente se fundir, a gente vai morrer. E o Caim responde, tipo: não importa. Ele só quer que ela sinta o prazer de derrotar o Devilman.

Ou seja: já que o Amon não correspondeu aos chamados dela, à presença dela, ao amor dela, ao desejo dela, então que, juntos, eles derrotem o Devilman. Toda essa parte, conceitualmente, ela é muito interessante. Afinal de contas, a Silene era um demônio que tinha sua importância dentro da hierarquia. O Amon, aparentemente, é o maior demônio que tem. Então, se ela era parceira dele, ela também era a pica das galáxias. Ela tá o tempo todo obcecada de que: ah, não, quando encontrar essa porra desse moleque, eu vou fazer com que o Amon desperte, eu vou fazer com que ele tome o controle desse corpo e tal, e a gente vai voltar a ficar junto, vai ser do caralho. Quando ela encontra efetivamente a porra do Akira, ela chama pelo Amon,

e o Amon não responde. E o Akira fala: Amon é o caralho, eu sou Devilman e eu vou te matar. Assim, ela tá muito frustrada, ela tá muito com o coração despedaçado, porque ela tava com essa expectativa absurda. E aí vem o Caim, que é um cara que é apaixonado por ela, um outro demônio que é apaixonado por ela, e fala: meu, usa o meu corpo. Eu sei que você foi ferida o suficiente pra morrer, mas, juntos, a gente consegue matar esse filho da puta desse moleque que frustrou o teu reencontro com a pessoa que você ama. E, assim, conceitualmente, como eu acabei de falar, é muito interessante, é bacana pra caralho. Só que, no episódio, foi corrido pra cacete. Tipo, isso acontece muito rápido. Não tem construção, não tem clímax, não tem, tipo, sei lá, um momento em que o Akira titubeia e aí às vezes a gente sente um pouco do Amon despertar dentro dele

e querer tomar o controle porque reconhece a Silene. Nada acontece. É só bum, bum, bum, bum, bum. Tá muito corrido. Do mesmo jeito que foi corrido o episódio anterior. Então eu tô bem frustrado com esse par de episódios. Esse principalmente, porque o anterior eu até entendo algumas decisões e todas essas coisas. Nesse, eu só achei ruim mesmo. Mas, de qualquer forma, seguindo: a Silene e o Caim se fundem, ela derrota o Akira, ela fere ele gravemente, mas ela não finaliza ele.

O Akira, ele tá no chão, tipo, ele até perdeu, né? Porque, quando o Akira, ele tá no modo vou matar todo mundo, ele se transforma no demônio e tudo mais. Ele até volta à forma humana dele, ele tá no chão, ele tá completamente derrotado. Ele vê a Silene de longe e ele até se pergunta, ele fala: cara, ela não vai me matar? Ela ganhou. Na batalha que os dois tiveram, aí, ela ganhou. Só que ela não finaliza ele.

Vamos pro dia seguinte. O Ryo, ele chega nessa área industrial que eles batalharam e tudo mais, ele ajuda o Akira a se recompor, e eles andam um pouco assim, até encontrar o corpo da Silene. Que ela morreu, aparentemente, em pé, sorrindo, satisfeita. Tipo aquela cena de One Piece em que o Barba Branca, ele morre em pé e tal. Ela tá com sorriso, serena

e tal, não sei o que tem. E, olhando pro corpo dela, morta mas em pé, o Akira pergunta pro Ryo se os demônios, eles são capazes de amar. E ele responde que não. Que os impulsos, como já estabelecido anteriormente, são simples e diretos: eles têm impulso de violência e impulso sexual, é isso. Os demônios, eles são limitados a isso. Mas, depois de passar por essa situação e se perguntar por que caralhos que a Silene não finalizou ele, o Akira diz que, meu, pareceu amor. Que ela escolheu não acabar com ele porque ela amava muito o Amon. E assim a gente finaliza o episódio.

E, de novo, batendo na mesma tecla - não quero ser repetitivo, então vai ser a última vez: conceitualmente, legal pra caralho. A gente coloca uma profundidade maior nos demônios.

A gente tem ali os demônios mais simples, que levam a gente pro terreno baldio pra matar e tal, comer o corpo, transa, vai na festa, blá. A gente tem essa galera, mas também, subindo a hierarquia dos demônios, a gente tem demônios que já estão mais seguros de si e do poder que possuem em sua forma humana. E que, porra, eles têm outros sentimentos e conseguem controlar e exercer esses instintos deles. Quando a gente coloca essa situação em que a Silene é apaixonada pelo Amon, ela não consegue despertar o demônio que é o amor dela, vence ele numa batalha, e mesmo assim ela não consegue matar ele, porque ela é apaixonada por ele… Então ela fala: meu, eu não consegui despertar o cara, mas eu não vou matar ele. Então, paciência. Isso é minha percepção, tá, gente?

Eu morro aqui, mas eu vou dar a oportunidade do Amon de despertar depois. Então eu vou deixar esse moleque viver. Então, de novo, conceitualmente é legal pra caralho. Só que, efetivamente, a maneira com que foi desenvolvido no episódio, eu achei horrorosa. Porque foi corrido, animação feia.

Então, a gente tem essas discussões de quando em quando. Se vocês ouviram a temporada passada do Minha Primeira Vez, ouviram também os episódios do Jack, que é o Jogabilidade Anime Club Nights - que bosta de nome! -, que a gente gravava sobre anime com o pessoal do Jogabilidade, quando eu fazia parte do site. Há essa discussão de que, de vez em quando, você não tá só assistindo um desenho: você também tá pensando sobre o mercado. Por que que eu tô trazendo isso? Porque, pô, de vez em quando você tem que pensar na questão de:

caraca, eles tem um investimento X pra produzir essa temporada de animação. Quais lutas eles vão travar? Porque não é sempre que você pode travar todas as batalhas e ganhar todas elas, se você tem um budget X. Pô, onde que eu vou usar essa grana de animação? E então há um pouco dessa discussão de que: ah, não, pô, Naruto, quando eles contratam outro estúdio de animação pra, tipo, animar as lutas fodidas, é animal. Mas aí você vai pros outros episódios, é só, tipo, rosto parado, boquinha mexendo, né? Que é tipo: não, vamos economizar aqui pra poder gastar dinheiro mesmo nos momentos em que a animação tem que ficar foda, sabe? Então parece que esse episódio foi um dos que eles economizaram em animação pra travar outras batalhas.

Mas, ainda tô gostando muito do anime, ainda tô muito curioso com o que

vai acontecer. Porque, querendo ou não, a Silene, na minha cabeça, era um dos personagens centrais, e mataram a mulher nesse episódio. Ok, o que a gente tem daqui em diante? A gente vai ter outros demônios mais fortes? A gente vai ter uma participação, em fim, do Amon, que vai começar a virar pro Akira e falar: gatão, você já fez o que você tinha que fazer, agora esse corpo é meu? A gente tem a Miko, que vai ter ali a disputa dela com a Miki durante o campeonato de atletismo. Será que essa raiva que a Miko tá construindo e guardando por dentro da Miki vai efetivamente fazer com que, durante esse campeonato, o demônio que a possui venha à tona pra tentar ir pra cima da Miki? Muitas coisas que podem acontecer. Só achei interessante que o Ryo não foi um grande filho da puta nesse episódio. Então, ponto positivo pra você, Ryo.

Parabéns por não ser um grandissíssimo filho da puta por um episódio.

E é isso. Eu espero que vocês tenham gostado demais esse episódio do Minha Primeira Vez. Apresentem o podcast pra pessoas que possivelmente possam curtir o conteúdo. Se vocês quiserem dar um feedback sobre o podcast, em todas as redes sociais, eu sou Caio Corraini. Lembrando que o Minha Primeira Vez é um original Maremoto, que é a minha empresa. Então, se você quiser o envolvimento da nossa equipe fantástica no seu projeto, manda um oi pra gente pelo contato@maremo.to. Eu também estou constantemente postando conteúdo sobre cartinhas de Pokémon no meu canal do YouTube e no TikTok, então procura por Caio Corraini por lá, que, se for algo que você se interessa, vai ter conteúdo pra caceta sobre isso. A edição desse podcast é, como sempre, da querida Ana Mariquito. Um grande abraço, sejam bons uns com os outros e tchau, seus lindos.

Esse podcast foi produzido pela Maremoto.