Showdown in Tokyo-3
Neste episódio caiu minha ficha que a humanidade toda está sendo defendida por um adolescente depressivo com uma faquinha.
Mata os anjos? Mata. Mas o Eva volta arrebentado toda santa vez - e nessa o guri precisou até de massagem cardíaca. Se essa é a melhor defesa que a gente tem, talvez a gente mereça acabar mesmo :P
Além disso, a Rei dá um choque de realidade no Shinji e temos também um tirambaço de sniper que foi show.
Primeira vez por aqui? Como o programa e esta temporada funcionam
Neste programa eu encaro uma obra pela primeira vez e capturo todas as minhas reações e sentimentos ao vivo. Pode ser filme, série, jogo, livro, quadrinho e o que mais der pra encapsular em áudio.
Eu nunca tinha visto Evangelion. Daí resolvi que a primeira vez ia ser gravada.
Assisto um episódio e gravo na sequência. Sem roteiro, sem pesquisa e sem voltar atrás pra consertar palpite furado - e tem muito palpite furado aqui.
Acompanhe a série pelos olhos do ineditismo. Seja ao meu lado ou rindo da minha cara.
Ler a transcrição 3.654 palavras
Editada para leitura: saíram as repetições, os vícios de linguagem e os falsos começos. Nenhuma palavra foi trocada nem acrescentada.
Olá, Personas! Meu nome é Caio Corraini e estamos todos derretidos, porque tá começando o Minha Primeira Vez. Hoje nós vamos discutir o episódio número 6 de Evangelion, Showdown in Tokyo-3.
Esse foi um episódio um pouco esquisito, na verdade, porque ele me foi um pouco confuso e ele me trouxe muitas inquietações. Mas vamos lá, sem enrolar muito, porque eu preciso tirar umas coisas de dentro aqui.
O começo é quase cômico. Eu tava completamente errado nas minhas previsões, eu acho que eu sempre estou. É muito difícil eu acertar, eu prever o que vai acontecer no próximo episódio e acertar alguma coisa. Mas eu tava bem errado dessa vez, porque o Shinji sobe com o Evangelion dele,
toma o tirambaço nos peitos, toma o tirambaço nas tetas, ele sobe, toma o tiro. A Misato: não, desce, desce. E eles descem o elevador.
O robô subiu só pra tomar um tiro, cara. Parecia de sacanagem com o moleque: vai lá, toma um tiro, volta. E ele sofreu bastante nessa, porque precisou até de massagem cardíaca no coitado do menino. Mas de qualquer forma: subiram com o Eva dele, tomou o tiro, desceram com o Eva dele. Levaram o menino pra emergência.
Enquanto isso, o anjo se movimenta até o centro da cidade e desce uma broca no chão. Esse foi o primeiro ponto em que eu fiquei, opa, peraí, isso tá um pouco assim,
porque os anjos sempre pareceram ser espertos, ter inteligência, não pareciam sair destruindo tudo a esmo, como se fossem monstros de Power Ranger, que sai dando bicuda. Viu uma Marabraz, dar uma bicuda, uma trivela na Marabraz. Viu umas Casas Bahia, bate com um calcanhar nas Casas Bahia, só porque sim, foda-se.
Não, os anjos tem um objetivo, e até agora o objetivo é acabar com a NERV. Só que esse anjo em específico coloca a broca no chão exatamente onde vai acertar o QG da NERV. Então os anjos tem essa informação, sabem como que a NERV funciona, e gradativamente estão se aproximando e causando mais perigo pra NERV. Então
eu consigo ver uma evolução entre os anjos enviados até agora. Um mais forte do que o outro, um com um objetivo melhor do que o outro. Esse, por exemplo, tava super bem armado, super com umas defesas muito boas também. Então é bem óbvia a evolução entre os anjos.
E aí fica um pouco esquisito, porque eles levam um boneco do Eva. Um bonecão inflável. Vai lá o super Moro. Eles levam pra frente da porra do anjo só pra ele tomar um tirambaço na boca. Joga um morteiro no anjo também, que devolve com outro tirambaço na porra do negócio.
Mas ok, com essas informações, a Misato propõe uma estratégia.
Ela tem um problema bem específico nas mãos. O anjo está perfurando o chão e vai chegar no QG deles em 10 horas. O Eva da Rei não tem condições ainda de lutar, ela não tem uma sincronização boa o suficiente com o Eva dela para lutar. E o do Shinji pode ser arrumado em algumas horas, mesmo com o dano que ele sofreu, mas o problema é que o guri está na emergência.
Então tem vários desses problemas, várias coisas acontecendo. Mas a Misato tem a ideia de usar a energia do país inteiro pra dar um tiro no anjo, pegando emprestado um protótipo de uma arma. Basicamente, o plano dela é utilizar a energia elétrica do Japão inteiro pra dar um tiro de sniper.
E eu achei isso maneiríssimo, achei legal pra caralho, porque causou muita tensão. Eu fiquei, caraca, e se errar esse tiro?
Como eles vão dar esse tiro? Tem que tá longe. E aos poucos, durante o episódio, eles foram respondendo essas perguntas pra exatamente mostrar como ia rolar a operação Yashima.
Mas antes de dar prosseguimento ao episódio, tem uma coisa que me incomoda muito e eu queria conversar com vocês por um pouquinho. Me incomoda um pouco que, entre aspas, o Evangelion do Shinji é a maior arma de defesa do Japão e talvez da humanidade, e ele seja tão facilmente avariado toda santa vez?
Porque tá lá o anjo chegando e tal, e ok, até o momento os Evas conseguiram enfrentar o anjo. Só que é sempre muito… É como se a gente estivesse enfrentando um urso na faquinha. Dá pra tombar o urso? Dá. Mas o dano recebido sempre é muito alto.
Então isso tá me incomodando um pouco. A gente tá tão por um fio assim mesmo? Sério mesmo?
Eu ainda não vi esses anjos saindo destruindo tudo. O único objetivo dos anjos até agora é ir pra cima da NERV. Então eu ainda não consigo colocar os anjos como, ok, o objetivo deles é acabar com a humanidade, o objetivo deles é destruir a Terra. Até o momento é atacar a NERV. Ou NERV, eu não sei como vocês falam, gente, eu tô levando em consideração o que me veio na cabeça aqui.
Então me parece muito por um fio a humanidade. Se essa é a melhor defesa da humanidade, é um moleque de 14 anos que nem queria estar lá. Eu comecei a parar pra pensar nisso e fiquei muito preocupado. Se essa é a melhor defesa da humanidade, eu acho que
a humanidade merece acabar, hein? Mas beleza, vamos lá. Só queria tirar isso do meu peito.
Continuamos com o episódio: a Rei leva comida e as informações da operação pro Shinji, que acabou de acordar ali no hospital. Novamente ele manda de novo: não quero mais entrar na porra do robô, que já é clássico dele. E de novo, eu não julgo. Sofrendo o choque que ele sofre, sofrendo as dores que ele sofre, porra, ele teve que ser reanimado com massagem cardíaca, tomou o chocão lá pro coração voltar a bater. Eu também ia ficar falando eu não quero ter essa experiência novamente.
Mas com a Rei isso não funciona. Porque ele manda: não quero mais entrar no robô. Ela vira e fala: ok, foda-se, a gente se vira sem você, sayonara. Fuck you. E isso é excelente, na minha opinião.
Porque o Shinji precisa disso, ele precisa de uma sacudida. O negócio vai acontecer, quer você queira quer não. Você quer participar disso ou não? A sua participação é importante e isso garante que a nossa probabilidade de sucesso vai ser maior. Mas se você não participar, o negócio vai acontecer do mesmo jeito, cara. Então foda-se, vambora.
Eu acho uma estratégia extremamente bem-vinda da Rei. Um pouco cruel, mas extremamente efetiva.
Enquanto eles estão se preparando - porque o Shinji já sabe exatamente o que eles vão fazer, que eles vão dar o tiro de sniper, e também que vão os dois Evangelions - o objetivo da Rei é proteger o Evangelion do Shinji, porque ele vai estar ali preparado para atirar, que é uma ação que precisa de mais precisão.
Enquanto eles estão se preparando, o Shinji pergunta para a Rei por que ela pilota, e ela responde que tem laços com todo mundo. E isso pareceu pra mim, na hora, meio como se ela devesse algo pra todo mundo ali e ela pilota pra pagar essa dívida. Como gratidão mesmo. E também ela diz que pilota porque não tem mais nada.
O que me dá a entender que provavelmente a família dela morreu em alguma situação e foi, talvez, o pai do Shinji que a trouxe, que a salvou ou algo do gênero, porque a Rei parece ser muito grata àquilo. Por mais que na minha cabeça
ela ainda se enxergue como uma ferramenta - ou seja, se pra missão funcionar eu preciso me matar, eu vou me matar, então ela não sente a necessidade de se proteger, de se preservar -, ela ainda assim aparenta ser grata as pessoas da NERV, ao pai do Shinji principalmente, por tê-la salvo, por tê-la tirada de uma situação ruim.
Isso são coisas que eu ainda não sei, é o que eu sinto da Rei nesse momento. Ela diz que pilota porque tem laços com essas pessoas, então há esse sentimento de dívida, de que ela precisa demonstrar que é grata de qualquer forma.
Eles se posicionam num monte, tá lá com a sniper gigantona
e eles redirecionam toda a energia elétrica do Japão inteiro para aquela arma. E eu tenho certeza que, se o anime se passasse no Brasil, ia ter alguém ali fazendo um gato na eletricidade: porra, mas hoje eu vou ligar sete airfryer ao mesmo tempo aqui, fazer pipoca, fazer nugget.
Mas é impressionante a maneira com que eles se organizam em apenas algumas horas pra toda a energia elétrica do Japão ser destinada a um único ponto. E é tudo preparadinho, perfeito: na hora começa a direcionar a energia, liga o refrigeramento, tudo funcionando igual a fábrica mesmo, cada pecinha fazendo o que tem que fazer. O Shinji se preparando pra dar o tiro. E quando ele dá o tiro, a porra do anjo
atira ao mesmo tempo. Isso, cara, na hora eu comecei a urrar pra tela do computador, eu falei: não, meu Deus!
Porque no briefing que eles recebem antes, o Shinji fica sabendo que é um tiro de extrema precisão. Então tem efeito de gravidade, tem efeito de várias variáveis pro tiro ser certeiro, e ele precisa ser certeiro. Então é interessante a maneira com que o anjo, percebendo que ia ser atacado, atira ao mesmo tempo para que a aproximação dos dois tiros fizesse com que a direção do projétil fosse alterada.
Isso é muito boa cena, dos dois tiros se aproximando, e quando eles estão próximos rola aquela distorção da gravidade entre ambos, porque a pressão do ar que ambos devem estar empurrando naquele momento foi o suficiente para que a trajetória de ambos fosse alterada e os tiros fossem deslocados. Foi animal, na hora me veio um fudeu, ok, vai dar ruim.
E o interessante é que logo depois do primeiro tiro o anjo já se prepara e atira de novo em direção a eles. E a Rei retoma uma coisa que ela mencionou antes no episódio, que o Shinji, quando eles estão se trocando, até fala pra ela: a gente pode morrer hoje. E ela responde: não, a gente não vai morrer, porque eu vou te proteger. Porque esse era o job da Rei, o job da Rei era proteger o Shinji, ponto final. E de novo
por esse sentimento dela de eu vou concluir a minha missão custe o que custar. E é isso aí: o anjo atira, ela já tá lá segurando aquela porra. Isso é legal demais, cara. Ela tá segurando um escudo que na verdade é uma nave espacial, uma nave de exploração espacial. Ela segura aquela porra na frente do Evangelion do Shinji e vai recebendo o ataque do anjo, o escudo vai derretendo, ou seja, ela vai se danificando com o tempo também.
Fica aquela tensão do caralho: enquanto ela tá defendendo, a arma do Shinji tá tendo que se realinhar novamente, se preparar pra um novo tiro. Mas dá tudo certo, ele consegue atirar, é o tiro certeiro. E é fodaço, porque é um robô atirando de sniper, é legal pra caramba. Acerta um anjo no meio
ele cai, a broca para. A broca que já tava super perto de chegar, já tinha atravessado todas as barreiras, tava se aproximando do quartel general da NERV. Mas ok, deu certo.
Só que logo depois do tiro o Evangelion da Rei cai. Ele tá todo queimado, tá todo umas partes derretidas, porque o tiro do anjo começou a afetar também o Evangelion dela. O Shinji desce desesperado, sai e vai até a cápsula da Rei, do mesmo jeito que o pai dele - só que ele tá de luva, então eu acredito que ele não queimou as mãos. Mas do mesmo jeito que o pai dele, sai fumaça das mãos do Shinji enquanto ele puxa a alavanca que ele consegue abrir a cápsula da Rei. Ela tá desacordada, mas tá tudo bem com ela, ela tá viva.
É interessante ver a maneira com que o Shinji reage, porque ele começa a chorar e começa a falar pra ela que não fala mais que você não tem nada, porque ele se sente como algo pra ela. Claro que isso até o momento é unilateral, e ele não tem controle algum sobre as emoções da menina, então isso, não fala que você não tem nada, é meio babaquinha.
Mas o que ele fala que eu acho legal é que ele pede pra ela não usar mais sayonara toda vez que eles vão se separar. Porque do mesmo jeito que tem o tchau e o adeus, o sayonara é o adeus. Eu sinto que, da maneira com que foi utilizado, talvez tenha um modo menos profundo de dar tchau pra alguém, uma maneira menos séria de se despedir de alguém.
Porque no português a diferença do tchau e o adeus… Primeiro que acho que ninguém usa coloquialmente o adeus no seu dia a dia. A não ser o Guga, no final do GugaCast, que ele fala adeus.
Mas a diferença do peso entre o tchau e o adeus é muito clara pra gente. Porque o tchau é só um tchau: beleza, a gente se vê depois, estou me despedindo de você neste momento e iremos ainda fazer parte da vida um do outro, talvez num futuro próximo ou não. O adeus é meio definitivo: essa é a última vez que a gente se vê.
Então por isso que ele não é muito utilizado. A não ser, obviamente, em situações em que as pessoas estão brigadas, ou estão se separando mesmo, ou rolou alguma coisa - nessas situações o adeus seria interessante de ser utilizado. Mas aí seria Maria do Bairro.
Um casal briga, vai lá o moço falar: ah, nunca mais vou vê-lo. Aí o outro moço: ah, então adeus. Fica esquisitaço.
Mas é interessante porque ele pede pra que ela não use mais essa expressão, porque tem esse peso. E quando ela fala adeus, principalmente nessa missão, é como se ela estivesse dizendo: ó, eu vou morrer e valeu, falou.
É interessante porque a Rei nesse momento desarma. O Shinji consegue desarmar ela, porque ela fica sem graça, porque ele tá chorando e tá naquela situação, e ela diz que realmente não sabe o que responder nesses momentos, o que seria socialmente interessante de fazer num momento desse. E o Shinji pede pra que ela só dê um sorriso. E nesse momento
ela enxerga o pai dele no Shinji. E aí eu já fiquei um pouco esquisito da cabeça, porque pode ser essa questão de que essa seria uma frase que o pai dele diria. Porque querendo ou não é uma frase, entre aspas, madura: ah, não sei o que dizer numa situação constrangedora, ah, só dá um sorriso que tá tudo certo.
Então é meio que o Shinji, com isso, desarma ela de um jeito que ela sorri e parece sincero naquele momento, o que pra mim é um bom indicativo de que, ok, agora sim eles começam a se aproximar mais. Algumas paredes que estavam ao redor dela foram derrubadas graças ao final desse episódio. É o que eu acredito, posso estar enganado, como aparentemente vocês já perceberam nessa porra desse programa.
Eu quase sempre tô.
Mas eu tenho um pouquinho de problema com essa visão que ela tem do pai dele nele, talvez levando pro lado de: ela enxerga o pai do Shinji com tanta admiração, com tanto carinho, e tarará, e tarará, e ao ver que ele reflete alguns traços do cara, ela caia por ele. Isso, se acontecer, vai me incomodar de um jeito inacreditável.
Porque não tem motivo, cara, não tem motivo ainda. A relação dos dois, tirando pilotar robôs gigantes e quase morrer um pelo outro, é nula até esse momento. O Shinji é uma pessoa irritante pra Rei. Então se as coisas forem pra esse lado, do interesse dela, a partir do momento que ela conseguiu enxergar uma fagulha do pai dele nele, se partir pro lado de: ah, então você é uma
versão mais nova dele, eu estou caída por você - isso vai me irritar profundamente se acontecer. O que é uma chance, sempre é uma chance. Tudo é uma chance. Pro Japão tudo é chance, gente, pode acontecer qualquer coisa. Quem vai salvar o mundo é a porra do Pen Pen, é a porra do pinguim. Pode isso acontecer.
Então só tô tirando isso também de dentro de mim pra dizer que, porra, se for pra esse lado eu não vou curtir tanto. Porque eu ainda acho que eles podem sim construir gradativamente uma relação e fazer com que ela seja mais realista. E aí legal, tamo junto, por favor, sigam seus sentimentos e sejam felizes, crianças. Mas nesse momento, se virar uma chave…
Porque tudo até agora tá sendo num bom passo, tá sendo uma boa velocidade. A maneira com que os personagens estão se desenvolvendo, eles estão sendo aprofundados,
eles estão algumas vezes alterando seus comportamentos, desenvolvendo seus sentimentos. Pra mim, até agora, a velocidade tá boa. Então eu fico com muito medo disso talvez ser estragado. Mas estamos aqui só no período de especulação.
E falando em especulação, é uma palavra muito próxima de expectativa. Então o que eu espero pro próximo episódio de Evangelion? Eu sinto que agora a relação dos dois tende a melhorar de verdade. Eu sinto que a Rei não vai baixar todas as defesas, mas alguns muros foram transpostos ao final do episódio 6.
Então eu acredito que os possíveis diálogos entre os dois daqui pra frente podem ficar mais interessantes, podem ficar um pouco mais do que o Shinji sempre pedia da Rei: esse lugar de encontro em que, cara, você é a única pessoa que pode sentir o mesmo que eu.
Isso pode começar a ser um pouco explorado, por mais que a Rei seja extremamente diferente do Shinji, aparentemente até agora uma pessoa extremamente mais calma, mais calculista. Tanto que rola o Shinji meio que pelado na cama, quando ele tava ali na ala médica, e quando ela fala, atenta a esse fato de que ele tá pelado, ele se cobre cheio de vergonha - que é completamente o contrário do que a Rei faz quando ela tá pelada, ela simplesmente se veste como se fosse a coisa mais comum do mundo.
Então ainda são pessoas extremamente diferentes, mas eu sinto que, graças ao fim desse episódio, eles podem começar a andar um pouco mais pro centro. Vindo de direções opostas, eles podem sim dar alguns passinhos em direção a um centro em comum. Seria legal explorar um pouco disso: onde que eles se encontram, em que tipo de sentimento que eles se encontram, como que eles podem aprender um pouco com o outro,
porque o Shinji ainda é uma pessoa extremamente medrosa, ele é muito negativo, o Shinji sempre acha que a gente vai morrer, vai dar errado, isso é perigoso. E eu acredito que talvez os personagens ao redor dele podem começar a oferecer um pouco mais de segurança, de confiança pra ele.
Ao mesmo tempo em que eu tô preocupadíssimo, porque tá aparecendo anjo pra caralho, um mais forte que o outro, e fudeu. Esse último aqui cavou um buraco até a beirolinha. Mano, foi muito até a beirola. Foi aquela rapada da cabeça da piroca que, ó, só a cabecinha, tá lá. Quase que ferrou geral.
Então eu vou ter que colocar esse programa pra maior de 18 anos só por causa desse tipo de exemplo imbecil que eu uso.
Bom, o anime é pra maiores de 16 anos, então esse podcast é pra maiores de 16 anos também.
Mas eu tô preocupado com o lance dos anjos. Eu sinto que a tendência é que a Rei consiga se sincronizar melhor com o Eva dela daqui pra frente, e aí os dois lutem juntos. Então, nessa onda de evolução dos anjos, eles podem ultrapassar essa evolução deles lutando juntos. Eu acredito que há a possibilidade deles terem essa vantagem. Afinal de contas, dois contra um é sempre uma vantagem. A não ser que seja, sei lá, dois pinguins contra um urso polar, aí ainda não faz muita diferença ser dois.
Mas, chegando nas considerações finais, foi um episódio bom.
De novo, Evangelion tá até agora muito acima da média pra mim. Então, mesmo esse episódio, que foi um pouco mais morno na minha opinião: o problema apresentado foi dar um tiro de sniper num bicho, por mais que isso pra mim seja menos interessante do que vamos conhecer o passado da Rei. Se eu colocasse um episódio desse do lado desse do sniper, claro que o do sniper ia perder, porque nesse momento tô interessado nos personagens, eu quero saber como eles se desenvolvem, da onde que eles vieram, pra onde que eles estão indo.
Então, por mais que ele tenha sido um episódio meio morno, foi um episódio positivo pra mim, eu gostei e tô animado pro próximo. Só não vou assistir agora porque eu estou gravando. Os últimos quatro episódios eu gravei num dia só, então eu vou dar um tempinho, vou deixar dar uma decantada
e eu volto pra Evangelion amanhã.
É isso. Eu espero que vocês tenham gostado, que vocês tenham se divertido tanto quanto eu. Se vocês quiserem dar um feedback sobre o podcast, em todas as redes sociais eu sou Caio Corraini. E eu queria também te pedir, por favor, apresenta o programa pra uma pessoa que você considera que vai curtir ele também. É desse jeito que a gente cresce e é desse jeito que a gente garante que toda semana vai ter um programa novo no seu feed.
Um grande abraço e tchau, seus lindos. Esse podcast foi produzido pela Maremoto.
Casa do Corra