Angel Infiltration
Ninguém nesse anime tem uma família funcional, impressionante. Mas também explica muita coisa.
Desta vez o anjo não vem do céu: ele entra pelo sistema e tenta tomar os três supercomputadores que mandam na NERV. O episódio é da Ritsuko contra o relógio e ela conta bastante sobre a mãe sem revelar quase nada sobre si mesma.
Também tem uma teoria minha sobre o Eva da Rei, e um desvio de dois minutos em que eu tento lembrar o nome de três mágicos e chego no Lyoto Machida.
Primeira vez por aqui? Como o programa e esta temporada funcionam
Neste programa eu encaro uma obra pela primeira vez e capturo todas as minhas reações e sentimentos ao vivo. Pode ser filme, série, jogo, livro, quadrinho e o que mais der pra encapsular em áudio.
Eu nunca tinha visto Evangelion. Daí resolvi que a primeira vez ia ser gravada.
Assisto um episódio e gravo na sequência. Sem roteiro, sem pesquisa e sem voltar atrás pra consertar palpite furado - e tem muito palpite furado aqui.
Acompanhe a série pelos olhos do ineditismo. Seja ao meu lado ou rindo da minha cara.
Ler a transcrição 2.552 palavras
Editada para leitura: saíram as repetições, os vícios de linguagem e os falsos começos. Nenhuma palavra foi trocada nem acrescentada.
Olá, Personas! Meu nome é Caio Corraini e estamos todos batucando rapidamente nas teclas do teclado e cortando a cena pro comandante com as mãos na frente do rosto. Volta pro teclado! Volta pro comandante! Volta pras pessoas! Mas estamos todos assim porque tá começando o Minha Primeira Vez. Hoje nós vamos discutir o episódio número 13 de Evangelion, Angel Infiltration.
Ok. Foi um episódio interessante, afinal de contas o universo de Evangelion é mais profundo do que só, sei lá, os Evas e as coisas que os circundam diretamente. Esse episódio foi focado na Ritsuko, que até o momento é uma personagem que eu gosto, apesar de ter problemas em confiar nela.
Depois do episódio da sabotagem, afinal de contas ela tá do lado das mutretas do Ikari, e isso me deixou com um gosto meio amargo na boca em relação a ela, o Ikari e tudo mais.
Porque, de novo, retomando aquela discussão que a gente já teve, é muito difícil a gente partir do pressuposto de os fins justificam os meios. Eu tenho um pouco de problema em relação a isso: a partir do momento em que você comete alguma irregularidade para um bem maior, será que… Claro que depende muito de cada situação, mas eu sinto que um erro não compensa um acerto. Se você toma decisões ruins para chegar em um bom resultado, eu acho que o bom resultado meio que se anula, na minha opinião, obviamente.
Porque todo aquele papo de que o que vale é a jornada, como você chega até o seu
objetivo. Se você chega até o seu objetivo pisando na cabeça das pessoas, a sua vitória tá manchada, na minha opinião.
Então eu sinto que desde o episódio da sabotagem eu tô um pouco complicado com a NERV como um todo, e a Ritsuko dentro dessas questões também - afinal de contas, no episódio da sabotagem, é ela que fala pro comandante que tudo correu como planejado, menos as atividades da Misato.
De qualquer forma, começa com a Ritsuko fazendo manutenção no MAGI. Ela tá conversando com a Misato e menciona que foi ela que criou o sistema, mas quem criou a teoria e o mainframe foi a mãe dela.
Então aparentemente todo mundo desse anime tem daddy ou mommy issues. É impressionante isso: não tem um pai que era, sei lá, tipo, pescador. Não, a minha mãe era eu, só que mais genial.
Meu pai é o comandante. Meu pai morreu pra me salvar. E a mãe da Asuka também deve ter morrido, sei lá. Tipo, porra, gente, se você está em Evangelion, a porcentagem de chance de você ter uma família funcional e normal é menos 10. Então, só contribuindo aí com o clima da série.
Eles estão fazendo alguns testes de simulação que eu sinceramente não entendi direito para que serve. Porque em um determinado momento ela até menciona que a coitada das crianças precisam entrar nos robôs pelados, porque aparentemente eles estão tentando evoluir a tecnologia dos Evangelions. E talvez - isso é uma suposição minha, de acordo com o que eles apresentaram no episódio -
talvez para trocar a movimentação dos Evangelions, por aqueles controles, aqueles joysticks, aquelas coisas mecânicas que ficam na frente das crianças, por algo mais mental e de corpo inteiro. Talvez, não sei, tô chutando aqui, porque eles ligaram ali o gerador de lero-lero e eu simplesmente fiquei boiando total.
Mas é lógico que não tem um episódio sem conflito - afinal de contas, se você não tem conflito, você não tem história. E o conflito nesse episódio é um anjo que consegue se infiltrar no QG da NERV, e ele começa ali a corroer a base, até o momento em que ele toma o controle do corpo do Eva da Rei.
Eu não sei se foi só uma questão de sorte, de acaso, mas eu acho interessante ele
mirar no Eva da Rei. Porque antes a gente já teve aquela situação em que o Eva dela se rebelou, começou a atacar ali a parte onde o comandante tava.
Então talvez o Eva da Rei, pelo fato dele ser o 00, pelo fato deles falarem que ele é um Eva incompleto, um Eva que não tá tão bem preparado quanto o 1 e o 2… Talvez seja, de novo, aquilo que eu já trouxe uma vez, levando em consideração a minha teoria de que são anjos com um DNA humano, uma junção dos dois seres.
Vamos levar em consideração a minha teoria de que, se tiver errado, tudo daqui pra frente vai tá errado também, então foda-se, porque é isso que eu acredito até agora. Levando em consideração essa teoria, eu sinto que de todos os Evas o dela é o que menos teve, talvez,
ligação completa com o DNA humano. Então por isso ele é mais anjo do que humano, e é por isso que ele se rebela com facilidade, e é por isso talvez que o anjo mirou nele pra invadi-lo. Porque ele sabia que iria ter mais facilidade de tomar controle do corpo do Eva da Rei.
Não sei. Estamos aí jogando umas coisas porque, afinal de contas, a gente tem que fazer limonada com os limões que são nos oferecidos até o momento.
Uma parte interessante é que, durante essa crise, o comandante Ikari pede pra lançar os Evas mesmo sem os pilotos, dando prioridade ao do Shinji, a fim de impedir que eles sejam contaminados.
A prioridade ao do Shinji é, de novo, outra coisa que me chama a atenção. Porque é aquele negócio da minha teoria, novamente, de que o Shinji consegue ter uma porcentagem maior de sincronização com o Eva dele porque essa porra deve ter DNA da família deles.
Então: Eva é a mãe do Shinji. Confirmado. Vocês ouviram aqui primeiro, 20 anos depois.
Ai, meu Deus, socorro. Cara, eu tô com tanta vontade de ler as wiki da merda dessa porra desse desenho, só que eu não posso, que eu preciso reagir de maneira sincera com todas as coisas. E é por isso que esse podcast só vai pro ar quando eu terminar de assistir todo o desenho: porque eu morro de medo de tomar spoiler, porque afinal de contas ia perder um pouco da graça dos episódios posteriores.
Anyway, dito e feito.
Eles jogam o Eva do Shinji lá pra superfície. Esse anjo em questão é um anjo tecnológico, e ele vai evoluindo cada vez mais pra tentar tomar o controle do MAGI. Do Magi, Magui, não sei.
E é só agora que eu entendi o porquê que ele chama MAGI. Será que é porque… Puta que o pariu, o cipá, hein? Porque o MAGI são três supercomputadores, e eles tem os nomes dos três reis magos: o Melchior, o Baltazar e o Casper, que em português é Gaspar, se não me falha a memória.
Será que MAGI… Não, não deve ser, porque não sei como que é em inglês, japonês, sei lá, como que é os três reis magos. Eu nunca entendi isso, pra falar a verdade. Nunca entendi, caramba. Eu não lembro exatamente do porquê são três reis magos. Tipo, eu sempre imaginei chegando três
chegando, sei lá, o Mr. M. Ai, meu Deus, agora eu preciso de mais dois nomes de mágico, gente, pera aí. O Mr. M, o… Ai, como que era o nome daquele japonês que tava sempre no Ratinho? Por que que tá vindo o Lyoto Machida na minha cabeça? Ele é lutador de UFC, né. Mágico… Caralho, gente, é isso que acontece quando eu gravo de madrugada.
Qual que era o nome daquilo, gente? Eu não vou lembrar. Era o Mr. M, o David Copperfield e o… Ai, como que é o nome daquele que usa uma sombra no olho, que ele é tudo darks? Ah, não vou lembrar nunca.
Mas chega lá os três mágicos, aí eles chegam pra Maria e falam: ó, aqui eu trouxe um coelho. Aí todo mundo bate palma.
Aí vai o outro: eu trouxe uma pomba. Aí todo mundo bate palma. Chega: eu trouxe um pano que é infinito. E aí a Maria fica tirando o pano eternamente da cartola do cara.
Que bosta, gente. É que esse episódio não me deu muito material, cara, tô tentando. Juro que eu tô tentando. E eu nem lembro porque eu caí nesse assunto.
De qualquer forma, o anjo tá invadindo o MAGI, e ele toma conta primeiro do Melchior, depois toma conta do Baltazar. E aí a Ritsuko e a equipe de tecnologia da NERV correm contra o tempo pra tentar retomar o controle do MAGI e impedir que isso aconteça.
É interessante porque é um episódio focado na Ritsuko, mas ao mesmo tempo a gente não tem tanta informação em relação a ela. Porque
ela fala bastante sobre a mãe, ela fala bastante sobre a relação dela com a mãe, de que ela não gostava da mãe, chegou até a odiar a mãe. Mas não dá muita motivação em relação a isso, não conta quais eram esses embates que elas tiveram pra que rolasse esse sentimento negativo entre elas. Não fala nada, na verdade.
Então, por mais que tenha oferecido sim algumas informações sobre o passado dela, sobre algumas coisas também que ela pensa… Porque a Ritsuko é uma personagem que até o momento eu enxergo ela como uma pessoa muito triste, talvez. Porque tem até um diálogo com o Kaji, quando ele tá sendo um escroto pra cima dela também, que ele fala que quem tem a pinta no canto do olho tá fadada a passar a vida chorando, que provavelmente vai ter uma vida dramática.
E nesse episódio ela fala também, num certo
momento, que ela provavelmente nunca vai ser mãe. Então isso aparentemente é algo que a incomoda, é alguma coisa que está ao redor da personagem, ela se encara daquela maneira.
Então eu fico preocupado, na verdade, com a Ritsuko, de pra onde que o anime vai levá-la. Porque, de novo, é outra mulher forte e super capaz.
E isso, inclusive, é uma coisa muito bacana de Evangelion: que todo mundo que trabalha na NERV aparentemente é extremamente competente, independente do sexo, independente da pessoa. O que é uma coisa bacana, é legal a gente ver esse tipo de coisa, esse tipo de equalidade. Eu, pelo menos, eu fico feliz. Porque quando pessoas de todos os tipos estiverem assistindo o anime, pode ser sim um ponto de inspiração, afinal de contas. E isso é sempre importante.
E nos recadinhos da semana, bem rapidamente hoje, afinal de contas não temos parceiros nessa semana. Então eu vou aproveitar esse espaço pra falar de outro canal de comunicação que eu estou desenvolvendo agora, afinal de contas eu não canso de produzir conteúdo.
Dessa vez eu queria pedir pra vocês seguirem o meu canal na Twitch. Porque além de transmitir Resident Evil 2, que eu só tô conseguindo avançar no jogo graças à força e também um pouco da zoação do chat, eu também tô começando a fazer algumas transmissões sobre podcast.
Inclusive este episódio que você está ouvindo neste momento foi editado ao vivo. Se você seguir lá o canal, você pode procurar nas transmissões anteriores que vai estar lá a edição de todo esse podcast, se você quiser assistir esse processo. Inclusive a gravação desse recadinho. Então vai ser várias layers aí
para você acompanhar o mesmo conteúdo várias e várias e várias vezes.
E outra coisa que eu estou pensando em desenvolver no canal da Twitch são algumas transmissões mais voltadas em outros aspectos desse universo de podcast. Não só na edição, mas também discutir sobre pauta, discutir sobre locução, conversar com outros podcasters - afinal de contas essa troca de conteúdo é uma das melhores coisas que a gente tem com a internet.
Então sigam o canal da Twitch, twitch.tv/caiocorraini. É só o meu nome, por favor. Tem tanta gente que escreve meu nome errado, com E no final. É com I, gente. Se vocês colocarem E no final, vocês não acha essa porra desse canal. Então vai lá, twitch.tv.
De volta pro episódio.
Mas continuando, o anjo tá realmente tentando invadir tudo, e a Ritsuko consegue cancelar no último segundo. Tudo dá certo e fica tudo bem, e é como se nada tivesse acontecido.
Um diálogo interessante, um diálogo final entre a Ritsuko e a Misato, é que ela diz que a mãe dela mencionou que são três aspectos dela que constituem o MAGI: ela como cientista, ela como mãe e ela como mulher. E ela intencionalmente deixou esses conflitos humanos no computador, talvez pra fazer com que nenhuma parte tenha total
controle sobre a outra.
Porque quando a gente vai pensar numa organização fria e lógica, você otimizaria o controle para apenas um dos núcleos, e os outros apenas realizariam as tarefas que esse núcleo principal determinaria. Isso seria o mais lógico, o mais eficiente, na verdade. Mas você colocando e dando uma certa independência e particularidade para cada um desses núcleos faz com que eles tenham que, entre aspas, debater.
E por isso eu sinto que eles até mencionam que os supercomputadores substituíram os políticos e todas essas coisas, talvez por eles conseguirem levar e tomar essas decisões partindo de três pontos de início completamente diferentes.
Então isso é um detalhe - eu posso estar viajando completamente aqui - mas é um detalhe que eu achei legal também pra colorir um pouco mais
o background de Evangelion.
E foi isso, esse foi o episódio. Foi um episódio bem simples. De novo, como eu mencionei, ele oferece um background interessante, mas de carne mesmo, de gordura, aquela coisa gostosa, a gente não teve muito.
Chegamos então a parte das expectativas para os próximos episódios. Cara, eu acho que todo episódio tem um detalhe sobre a Rei, e eu vou bater nessa tecla até realmente a gente ter um pouco mais de payoff em relação a Rei. Porque todo episódio a gente tem um pouco de migalhas em relação a Rei, em relação a Eva da Rei, em relação a esse tipo de particularidade dela, e a gente ainda não explorou isso de quase maneira alguma. Então eu tô começando a ficar um pouco impaciente, eu preciso de mais
informação sobre a Rei, e eu espero que ela venha logo.
E também eu gostaria que a gente conseguisse aprofundar talvez um pouco mais no Kaji. Porque mesmo ele sendo um lixo humano, tem muito mistério, tem muita coisa interessante ao redor desse personagem. Então eu tô um pouco esperançoso de que ele comece a ser tratado também como uma prioridade entre os personagens. Seria muito interessante.
Minhas considerações finais eu acredito que já deixei bem claro: eu achei um episódio morno, mas de novo trouxe algumas informações bacanas. Eu não preciso nem dizer que o saldo ainda está extremamente positivo, eu ainda estou com ânimo total para continuar com os próximos episódios, assistindo num nível que não é nada saudável. E eu vou privar vocês disso e fazer vocês assistirem só um episódio por semana, como foi originalmente
lançado.
É isso, eu espero que vocês tenham gostado. Se vocês quiserem dar um feedback sobre o podcast, em todas as redes sociais eu sou Caio Corraini. Um grande abraço e tchau!
Esse podcast foi produzido pela Maremoto.
Casa do Corra