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Casa do Corra
Evangelion Episódio 29

Considerações Finais

Temporada completa30 episódios
03 mai 2020 · 20 min

O balanço final: por que Evangelion ficou tão acima do que eu esperava, o dilema do ouriço, o pessimismo do Schopenhauer e as recomendações de quem fez esse trabalho melhor do que eu faria.

E o outro balanço, o do programa: o medo de fazer um podcast que ninguém quisesse ouvir, o que o Games on the Rocks foi na minha vida e o obrigado a quem chegou até aqui aguentando eu confundir Adão e Lilith até a última cena.

Primeira vez por aqui? Como o programa e esta temporada funcionam
O programa

Neste programa eu encaro uma obra pela primeira vez e capturo todas as minhas reações e sentimentos ao vivo. Pode ser filme, série, jogo, livro, quadrinho e o que mais der pra encapsular em áudio.

Esta temporada

Eu nunca tinha visto Evangelion. Daí resolvi que a primeira vez ia ser gravada.

Assisto um episódio e gravo na sequência. Sem roteiro, sem pesquisa e sem voltar atrás pra consertar palpite furado - e tem muito palpite furado aqui.

Acompanhe a série pelos olhos do ineditismo. Seja ao meu lado ou rindo da minha cara.

Ler a transcrição 3.322 palavras

Editada para leitura: saíram as repetições, os vícios de linguagem e os falsos começos. Nenhuma palavra foi trocada nem acrescentada.

Olá, Personas! Meu nome é Caio Corraini e estamos todos muito satisfeitos e orgulhosos, porque tá começando o último episódio da primeira temporada do Minha Primeira Vez. Hoje nós vamos discutir Evangelion como um todo, como eu saio após essa experiência. Foram muitos meses em que a gente esteve junto, acompanhando um episódiozinho por semana. Quase sempre, porque teve alguns episódios que eu atrasei, porque eu sou só um ser humano e eu estou me dando o direito de falhar. Isso é uma coisa que é muito importante, né? Tipo, depois de muito tempo de terapia, eu estou me permitindo falhar.

Mas vamos lá. Esse episódio, ele vai ser bem freestyle. Porque eu tentei sentar e fazer um roteiro e estudar e ler todos os filósofos possíveis

e começar a me aprofundar em Kabbalah e começar a ler Freud. E aí, a partir do momento que eu tava, sei lá, pelo terceiro dia lendo sobre como comer a mãe, eu falei: velho, eu não aguento mais isso, eu não tenho capacidade intelectual pra fazer esse trabalho pra vocês, sabe? Então, de uma maneira bem branda, eu vou discutir sobre o que eu esperava, sobre o que eu achei, e meio que pra nos preparar pro futuro do Minha Primeira Vez.

Vamos começar falando então de Evangelion. Eu saio dessa experiência de uma maneira muito, muito positiva. Por quê? Evangelion, ele sempre teve no meu imaginário. Porque eu sou o público-alvo, afinal de contas: eu gosto de animes, eu gosto dessa cultura pop toda envolvendo essa produção artística e intelectual japonesa, eu gosto de games. Querendo ou não, teve toda uma parte da infância brasileira que foi pautada pelas animações japonesas. Então a gente acabou sendo catequizado, a gente acabou sendo evangelizado… É, evangelho? A gente foi evangelizado em gostar da estética, em gostar da maneira com que as histórias são feitas e tudo mais. E isso faz parte da minha vida até hoje: videogame é a coisa que eu mais gosto de fazer, e, pelo menos agora, eu tô jogando muito Persona, que é suco de Japão.

Mesmo que muitas das discussões, elas não sejam exclusivas da sociedade japonesa, elas são sim muito bem exportadas pra nossa realidade ocidental. E eu assisto anime toda semana, tenho aí a minha assinaturazinha de Crunchyroll, de Netflix. Se a Funimation tivesse também disponível no Brasil, também seria assinante, muito provavelmente. Então são coisas que fazem parte do meu universo. E Evangelion é uma obra que ela é tão influente que ela sempre aparecia aqui e ali, numa conversa aqui e numa conversa ali, um meme, a música. Então meio que foi bom tirar isso do meu backlog, sabe? Foi bom tirar essa obra desse ponto que eu nunca tinha consumido nada, pra hoje em dia eu poder parar e falar: ok, eu assisti Evangelion, eu entendi Evangelion e eu gostei de Evangelion.

Então, ter aproveitado o zeitgeist da chegada do anime à Netflix pra mim foi bem bacana, porque também foi o pontapé inicial desse projeto do Minha Primeira Vez, que era uma coisa que eu queria fazer há muito tempo. E essa é uma discussão que eu quero ter também, mas obviamente um pouco mais para o final do programa, sobre também o desenvolvimento desse podcast. Afinal de contas, muitos dos feedbacks que eu estou recebendo, depois das pessoas ouvirem e participarem nas discussões comigo, semana após semana, eu sinto que ele está cumprindo o papel original dele: quero trazer as pessoas um pouco mais para como funciona a minha cabeça e como que os meus pensamentos são formulados. Isso é uma coisa que eu estou gostando demais, que vocês estão abraçando isso.

Mas, ainda sobre Evangelion, tirar algumas coisas da frente.

Eu acho ele esteticamente excelente, ele tem trilhas incríveis e marcantes, a qualidade técnica é muito acima do que eu esperava. A gente já teve essa discussão em alguns dos episódios, sobre como alguns dos takes de Evangelion, assim, arte pura, é uma coisa muito, muito bonita e disruptiva. Mas, pra mim, a coisa mais importante de Evangelion é que ele levanta questionamentos muito gostosos de se debater. Ele é aquele tipo de obra que você pode sentar na mesa com as pessoas e discutir sobre. Ultimamente, pelo menos, eu tô tão acostumado com o entretenimento fast food… E, assim, não me entendam mal: não é como se Evangelion fosse a coisa mais profunda do universo, não é isso. Mas é que ele consegue juntar o massavéio - ele consegue juntar, tipo, o que, antes de assistir o anime, eu achava, tipo, um robô gigante dando uma voadora num outro bicho,

explosão e blá - com discussões místicas e filosóficas muito mais do que ele precisaria, quando a gente parar pra pensar. Porque, assim, por exemplo, eu adoro filme e pipoca, eu me esbanjo do McDonald’s do entretenimento, eu não tô aqui falando contra essas coisas. Mas eu gosto também de obras que elas nos permitem falar um pouco mais sobre assuntos mais aprofundados. A gente tem isso bem especificamente representado em Evangelion logo no começo da animação, quando eles trazem à tona o dilema do ouriço, do Schopenhauer. De maneira muito, muito simples e tal: tem um grupo de ouriços, eles estão com frio, e uma maneira deles combaterem esse frio seria se aproximando, ficando mais próximos, pra que eles pudessem compartilhar o calor uns dos outros. Só que, pelo fato deles terem

espinhos, quanto mais próximos eles ficam, mais eles se machucam. Inclusive, o Evangelion como um todo transpira muito do pessimismo filosófico de Schopenhauer. E é engraçado o como as partes principais, elas estão querendo lutar contra isso e voltar a um estado único e confortável. Porque, pro Schopenhauer, viver é sofrer - tem todo aquele negócio, ah, viver é sofrimento e bababá. E tipo, porque, sendo o ser humano um ser racional e individualista - afinal de contas, nós nascemos sozinhos e vamos morrer também, presos dentro do universo contido das nossas cabeças, afinal de contas a gente enxerga o mundo e tudo ao nosso redor de acordo com o nosso ponto de vista -, então o mundo de acordo com o meu cérebro é diferente do seu que está ouvindo agora, diferente da sua família, diferente da pessoa que está na televisão, diferente de alguém que está do outro lado do mundo.

A gente recebe informação de tudo que está ao nosso redor e acaba digerindo isso de uma maneira completamente única, que é a nossa maneira. Então, de acordo com Schopenhauer, por conta disso, é impossível ser feliz por mais do que um momento. Todo prazer é ponto de partida de novas aspirações. Então a gente aproveita o momento presente: a gente quer muito alguma coisa, a gente consegue, a gente aproveita esse momento, mas logo depois isso vira o comum, e dali a gente parte atrás de novas sensações e realizações. E esses objetivos, eles geralmente possuem impedimentos causados direta ou indiretamente pela atuação de outras pessoas. Ou seja… Não, eu vou colocar um negócio muito imbecil aqui: eu quero muito comprar um apartamento. O que está me impedindo de fazer isso? É ter dinheiro. O que me impede de ter dinheiro? Seja, sei lá, a sociedade capitalista que nos foi imposta por

pessoas X, a maneira com que o meu trabalho, ele é valorado pela sociedade - então eu não consigo receber tanto quanto eu acho que eu precisaria pra poder atingir esse objetivo -, sei lá, outras empresas que fazem o mesmo trabalho que o meu, que faz com que esse mercado, ele seja competitivo, e uma das maneiras com que eu tento me deixar mais competitivo no mercado é baixando os meus preços, o que impede que a minha valoração do trabalho seja… Entende? Sempre tem o impedimento, sempre tem ali. E isso é interessante porque, nesse modo de pensamento, a vida é sofrimento, pois, no fundo, todos nós somos rivais. Porque a maneira com que a gente enxerga o mundo, a maneira com que a gente coloca as nossas prioridades, elas são diferentes de todas as outras pessoas. Então é muito difícil a gente chegar e a gente concordar com algo pra que, de maneira mais fácil, a gente seguisse em uma única direção. E é contra essa separação

e individualismo que a SEELE luta. E é por isso que eles precisam do terceiro impacto: pra que a gente volte a ser um só no Mar de Fanta. Então essas discussões é muito gostoso de ter. É muito legal a gente ver o desenvolvimento do personagem do Shinji, a maneira com que a melancolia dele o impede de seguir adiante, a maneira com que todas essas pessoas da animação estão quebradas, e ver qual que é o problema de cada uma e o porquê que elas fazem, que elas fazem. Tudo isso envolvido nessa história doida e mística de fim do mundo e recomeço. E é por isso que Evangelion ecoa até hoje, é por isso que as pessoas falam bem ou mal e discutem, e essa obra, ela ainda é tão relevante tantos e tantos e tantos anos depois dela ser originalmente exposta, sabe? Vocês tem noção de que faz mais de 20 anos que Evangelion

existe, sabe? Então, pra uma coisa se manter relevante depois de tanto tempo, é porque ela incita esse tipo de discussão, ela incita esse tipo de pensamento, e ela faz com que, sim, você acabe se ligando emocionalmente ao que ela quis dizer. E eu acho que isso foi bem captado nesses últimos meses - pelo menos eu sinto que eu consegui transpor isso pra vocês.

Depois, uma das coisas que eu mencionei é que, depois de ter assistido tudo e tal, eu queria ler bastante, queria ouvir outras opiniões, queria pesquisar mais sobre a obra. E, ok, agora eu sinto que eu entendi muitos dos detalhes que tinham me escapado durante essa primeira vez. Principalmente na questão da simbologia emprestada da Kabbalah e do judaísmo. Porque eu sempre mencionava para vocês que havia uma estranheza de acreditar que muita coisa era identificável,

mas não saber exatamente de onde vinha, pelo fato de eu ter esse meu background cristão. Cristão não atuante: afinal de contas, quando eu tive perna o suficiente pra fugir da minha avó, nunca mais foi numa missa. Então é interessante, por exemplo, no filme, quando juntam aqueles Evas urubus ao redor do EVA-01, no caso ali da Sefirot, daquele símbolo da árvore da vida, que aparece quando tá rolando a instrumentalização humana. Outra coisa que eu não sabia: eu não sabia da existência de duas lanças do destino, uma para Adão e uma para Lilith. Outra coisa que é interessante: a linha do tempo dos três impactos também ficou mais clara para mim depois de consumir o conteúdo de outras pessoas. Então eu sinto que tem muita coisa que estava na animação e simplesmente passou pela minha cabeça, e eu não tive capacidade naquele momento de identificar e de colocar isso no meu repertório. Tem muita coisa que não estava

então… Então, infelizmente, é uma obra que também te pede isso, que pede que você vá atrás de outras coisas, que você, sim, peça ajuda, porque não tem problema, sabe?

Inclusive, falando sobre ajuda: se vocês se interessam até onde as referências, as discussões de Evangelion, elas podem ir, eu recomendo que vocês assistam os vídeos do Kitsune no VideoQuest. Inclusive, um beijo pro Kitsune, eu espero que você esteja se cuidando. Eu também recomendo o vídeo do Wisecrack, que ele fala sobre a Kabbalah, sobre também o Schopenhauer e tudo mais. E também o episódio do Mundo Freak, que foi lançado recentemente. Beijo, Andrei. Beijo, Ira. Amo vocês e toda a equipe. E, obviamente, eu também recomendo demais o podcast do Salimena, o Linha Torta, porque ele aprofunda mais na parte psicológica do Anno.

E também porque é o ponto de vista de um artista, que pode discutir com propriedade sobre esses sentimentos entre criador e criatura, a partir do momento em que algo seu vai pro mundo. Eu acho um episódio fenomenal, uma das coisas mais legais que eu ouvi em muito tempo. O Salimena é extremamente talentoso também - vocês já conhecem o Salimena como o criador da identidade visual do Minha Primeira Vez, que é a minha face bonitinha com toda a merda saindo da minha cabeça.

E assim, por que eu tô recomendando tanta coisa? Porque eu não acho que é uma boa utilização do meu tempo tentar refazer o trabalho que muita gente, muito mais preparada do que eu, já fez. Então eu sinto que é melhor eu deixar essas recomendações pra vocês do que tentar refazer o trabalho de outras pessoas e acabar me repetindo, sabe? Então eu acho que sobre Evangelion foi isso. Eu tô muito feliz de ter passado por isso.

É muito interessante ter passado por Evangelion nesse momento. Afinal de contas, uma das coisas que a obra mais discute é a solidão, e eu acredito que é o que a gente mais está sentindo agora, no dia 3 de maio de 2020, que é quando esse podcast está sendo gravado e vai ser lançado. A gente está no meio de uma pandemia e todos nós estamos isolados. Então é um momento de vida muito solitário.

É interessante, falando sobre a experiência do Minha Primeira Vez, dessa primeira temporada: muitos primeiros. Eu sinceramente não sabia se eu ia conseguir desenvolver esse projeto. E não é, tipo… Não me falta conhecimento técnico, não me falta conhecimento. Eu sei fazer um podcast, eu vivo disso. Eu sei produzir um bom podcast, eu sei o que faz um bom podcast. Só que não necessariamente o que desenvolve um bom podcast é o que eu quero fazer. E, como eu mencionei pra vocês desde lá no comecinho do episódio 0,

eu menciono que esse é um projeto extremamente egocêntrico, porque sou eu vomitando na frente de um microfone. E isso pra mim é importante. Porque tem uma discussão aqui que eu acho que é interessante ter: quando eu trabalhava no Arena, eu trabalhava como jornalista e tudo mais, a gente tinha o Games on the Rocks. E acho que pra sempre vai ser o meu projeto mais querido. Porque as pessoas envolvidas eram excelentes, o clima das gravações era excelente. A gente fazia o que fazia de uma maneira até irresponsável no começo - a gente falou muita bosta, que hoje em dia, se eu escutar, eu vou querer, sabe, aquele face palm em que sua mão vai parar na nuca. Mas a gente refletia muito o que a gente tinha naquele momento, e gradativamente nós fomos nos tornando pessoas melhores e tendo discussões tanto quanto mais divertidas como mais profundas.

E fiz amigos queridos naquele momento. Foi a minha experiência profissional mais feliz até hoje. Tirando, obviamente, a Maremoto, porque a Maremoto surge de mim, então o sentimento é diferente. Então o Games on the Rocks, pelo fato de ele ter tido o tamanho que ele teve, na época que ele teve, foi uma coisa muito, muito, muito importante pra mim. Então eu fui muito feliz naquele projeto, fui muito feliz naquele momento. E, logo em seguida, a minha vida desabou. E ela desabou não só na parte profissional

como na parte pessoal, em tudo. Tudo que podia desabar, desabou. Na parte financeira, tudo foi para o caralho. Eu sinceramente não sabia se eu ia conseguir me recuperar, eu não sabia se eu ia conseguir voltar para um lugar em que eu pudesse ser relevante novamente. Não relevante de tipo: ah, não, eu quero ser famoso, eu quero isso e aquilo. Não. Mas no sentido de: eu quero ter conteúdo, eu quero poder trocar com as pessoas as coisas que eu estou sentindo e pensando, de uma maneira que seja realmente um ciclo. Que eu coloco isso pra fora e as pessoas me retornam, e eu volto e regurgito, e isso continua. Porque, querendo ou não, esse ciclo é o que une todos nós, sabe? Esse dar e receber eterno, sabe? E a maneira com que eu sei dar e receber é produzindo conteúdo. Então eu tinha muito medo de que eu fizesse um podcast e ninguém se interessasse em escutar. Porque isso ia, querendo ou não, bater o martelo de que: ok, cara, você é só uma ferramenta.

Você faz o programa de outras pessoas interessante e melhor e mais bonito, mas você mesmo não tem conteúdo. Vindo de você mesmo, não há nada. E vocês provaram que isso não era o caso. Porque a gente tem muitas pessoas ouvindo esse podcast. Então, essa primeira temporada do Minha Primeira Vez, ela acaba aqui, e eu queria deixar pra vocês o meu muito obrigado por terem entrado nela comigo, por terem entrado nessa experiência comigo, por terem aceitado com tanto carinho tudo o que eu tinha pra dizer. Mesmo errado, mesmo falando muita bosta, mesmo, tipo, não entendendo que Adão e Lilith eram coisas diferentes até o final da porra da animação - como é que vocês aguentaram isso, cara? Jesus Cristo. Mas, então, eu queria muito agradecer, cara. A maneira com que vocês aceitaram as minhas opiniões, a maneira com que vocês abraçaram o que eu sinto e o que eu penso, isso foi muito especial pra mim.

Muito, muito, muito, muito mesmo. O que faz meu dia é poder ver pessoas falando: cara, terminei de ouvir o podcast, que foda, que bom, eu quero ser teu amigo. E eu falo: caraca, velho, que legal que as pessoas estão se sentindo dessa maneira, sabe? Porque isso é uma coisa interessante. Por exemplo, no Twitter, eu tendo a ser meio rabugento, sabe, eu sou meio chato. Porque o Twitter, eu sinto que ele é aqueles lapsos de vômito que a gente tem, vômito mental, que a gente tem de quando em quando, e isso não passa por filtro, sabe? Então a gente acaba sendo mais grosseiro, mais tosco. Enquanto no podcast, por mais que seja exatamente o mesmo movimento - eu não preparo muitas coisas, eu simplesmente aperto o REC e saio falando -, tem mais carinho envolvido, e aqui eu sinto que eu tenho mais espaço e respiro pra poder passar quem eu realmente sou, sabe?

Mas é isso. Eu espero que vocês tenham gostado. Nós vamos dar um tempinho agora no Minha Primeira Vez, porque a próxima temporada só vem quando eu já tiver todos os episódios gravados. A próxima temporada, ela vai ser um pouquinho menor. Porque tem mais… Eu já posso adiantar pra vocês: tá vindo aí mais uma temporada de animação, tá vindo aí um episódio sobre a Maremoto, sobre a minha vida em 2019, 2020, sobre a Mococa - que a arte já foi feita, inclusive, a arte maravilhosa que vocês já viram no meu Twitter várias vezes. Então tá vindo esse episódio também. E também tá vindo um episódio sobre Persona, que a minha vida está sendo esse jogo e eu preciso falar sobre ele. As pessoas até falaram: faz uma temporada sobre Persona, discutindo cada palácio. E eu até achei uma ideia muito boa, só que eu continuei jogando loucamente e eu falei: caraca, não anotei nada.

Então eu acredito que é melhor um compiladão. E não sei ainda como eu vou discutir sobre esse episódio e tudo mais. Mas, de novo, muito obrigado por vocês terem abraçado esse projeto. Apresentem o podcast pra pessoas que possivelmente possam curtir o conteúdo. Tem muita gente que não me conhecia e que um amigo chegou e falou: cara, você tá assistindo Evangelion? Ouve isso aqui junto. E as pessoas: nossa, tal, que cara imbecil, mas ele é engraçado, sei lá. Já vale, sabe? Já tá valendo. Se vocês quiserem dar um feedback sobre o podcast, em todas as redes sociais, eu sou Caio Corraini. Um grande abraço e tchau, seus lindos. Esse podcast foi produzido pela Maremoto.