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Casa do Corra
Período de Testes Episódio 01

Unicorn Overlord

Formato contínuo5 episódios até aqui
21 out 2024 · 18 min

Estreia do formato de veredito rápido: Unicorn Overlord, o jogo de estratégia da Vanillaware que me deixou obcecado com as equipes de seis soldados, o Ladino feito de papel e a história do príncipe Alain contra o general que virou imperador.

O veredito vem no final do episódio, mas você vai ter de ouvir pra descobrir.

Primeira vez por aqui? Como o programa e este formato funcionam
O programa

Neste programa eu encaro uma obra pela primeira vez e capturo todas as minhas reações e sentimentos ao vivo. Pode ser filme, série, jogo, livro, quadrinho e o que mais der pra encapsular em áudio.

Este formato

Aqui a obra vai a julgamento. Um jogo, um mangá, uma mania que tomou conta da internet: eu experimento e o episódio é sobre por que aquilo funciona (ou por que não).

Formato aberto, sem fim marcado. Mas sempre volta quando aparece algo que mereça o teste.

Ler a transcrição 2.745 palavras

Editada para leitura: saíram as repetições, os vícios de linguagem e os falsos começos. Nenhuma palavra foi trocada nem acrescentada.

Olá, Personas! Meu nome é Caio Corraini e estamos começando o primeiro episódio do período de testes, que é um novo formato aqui no Minha Primeira Vez. Esse é um espaço em que eu vou utilizar pra discutir mais brevemente sobre algo que eu tô lendo, que eu tô jogando, que eu tô assistindo, e dizer pra vocês se vale a pena fazer isso também. Pro primeiro episódio, eu resolvi, enfim, trazer um jogo aqui pra minha primeira vez, que me surpreendeu muito no quanto eu tô curtindo a experiência. Partiu pra discussão, então? Vamos primeiro pra ficha técnica, gente? Hoje eu vou falar do jogo Unicorn Overlord. Ele foi lançado no dia 8 de março desse ano, de 2024. Ele é um jogo desenvolvido pela Vanillaware,

que, para quem não conhece, é o mesmo estúdio que desenvolveu o Dragon’s Crown, o 13 Sentinels, o Odin Sphere e mais alguns outros, e ele foi publicado pela Atlus. Para quem se importa com isso, é um jogo com 86 no Metacritic, e também a única notícia que eu tenho é de um mês depois do seu lançamento, de que ele havia vendido mais de meio milhão de unidades - inclusive, ele passou o primeiro mês do lançamento em primeiro lugar de vendas no Japão. Então é um jogo que teve um sucesso considerável, afinal de contas a gente tá falando de um jogo de estratégia em tempo real. Tempo real eu tô fazendo aqui coelhinhos voadores, aspas, porque você pode pausar a ação em qualquer momento pra mudar as instruções das suas unidades. Vamos falar dele de uma maneira um pouco mais mecânica nesse momento?

Nele, você monta equipes de soldados com arquétipos diversos e bem reconhecíveis de jogos como, por exemplo, o Fire Emblem. Você tem os seus arqueiros, você tem os seus cavaleiros montados tanto em cavalos quanto em grifos, dragões, clérigos, magos, xamãs. Toda aquela gama de alternativa que a gente tem de unidades em jogos assim. A diferença aqui é que você monta essas equipes, posiciona elas no mapa, e a tática fica por conta da movimentação das unidades. Já que as batalhas são travadas tal qual o Fire Emblem - de novo, eu estou usando ele muito como exemplo -, quando tem dois soldadinhos aqui, dois grupos de soldados, e eles se chocam, a batalha acontece de maneira automática, de acordo com as vantagens e desvantagens desses soldados.

Então, quando você pega uma unidade sua e leva até um grupo inimigo, você vê em um gráfico abaixo na tela: ok, depois dessa batalha, você vai causar tanto de dano, vai sofrer tanto de dano. Então, a nossa previsão do resultado é essa aqui. Depois, quando você já estiver mais avançado, você pode simplesmente pular as batalhas, só levando em consideração esses resultados que ele te mostra, de acordo com as vantagens e desvantagens dos grupos. Cada unidade tem no máximo seis soldados, e ela tem um líder do pelotão que traz peculiaridades para o grupo. Uma pessoa que está sobre um grifo: é uma unidade que, graças a esse soldado ser o líder daquele pelotão, a movimentação desse grupo no mapa é diferente. Então, a unidade principal está montada num grifo,

então essa unidade aqui se movimenta, por exemplo, sobre montanhas. Ela voa, efetivamente, de um lugar para o outro. No caso, uma unidade que está sobre cavalo, ela vai se movimentar mais rapidamente do que uma unidade, às vezes, pesada, com escudão e tal. Essa unidade vai andar mais vagarosamente pelo mapa. A equipe, como eu mencionei para vocês, é organizada em duas linhas de três espaços. Então, pensa num retângulo de três e mais três embaixo. E o máximo que você pode ter são seis soldados nesse grupo. O posicionamento deles dentro desse retângulo também determina interações que eles terão com os companheiros durante a luta. Por exemplo, se eu colocar um Ladino na linha da frente, os inimigos concentram os ataques nele,

porque geralmente os ataques mais comuns são feitos à linha de frente, que é a linha de ataque dos seus grupos. E, quando você coloca o Ladino na linha de frente, pô, é bom, porque ele tem esquiva pra cacete. Então ele vai desviar da maioria dos ataques que derem nele, principalmente ataques físicos. Se por algum acaso um arqueiro for mirar nele - porque arqueiro geralmente tem uma habilidade que é tipo mira certeira -, aí vai acertar, e é foda, porque o Ladino não tem quase que vida nenhuma. Então por isso que ele tem bastante esquiva: porque ele é feito de papel. Outro exemplo é de um guerreiro que pode entrar na frente de um companheiro pra parar um golpe que tá sendo direcionado pra ele com um escudo. E, bom, assim por diante, né? O jogo, ele é dividido em duas instâncias: combate e fora de combate.

Fora do combate, você zanza pelo mapa, visita a cidade, procura tesouro, pega recurso. Você fuça, assim, os lugares e aí você pega recurso, madeira. E, já no combate, você acumula pontos conforme você vai ganhando as batalhas - que geralmente todo combate são feitos por várias e várias batalhas. Você acumula pontos para poder mobilizar suas tropas, porque, quando eu coloco uma companhia, quando eu coloco um grupo de soldados no mapa, eu gasto pontos para fazer isso. E esses pontos, eles são limitados por batalha. Então eu não posso, sei lá: ah, eu tenho 10 exércitos, eu posso spamar todos e botar todos pra lutar ao mesmo tempo e, meu, fazer uma alavanche em cima dos meus inimigos. Eu não posso. Eu tenho um limite de pontos que eu posso gastar.

E esses pontos, conforme a batalha vai se desenvolvendo, você pode ir recuperando esses pontos conforme você ganha suas brigas. E também esses pontos eu posso utilizar para usar ações especiais das minhas equipes. Eu tenho um grupo que geralmente eu uso pra dar suporte, que ele tem healers, que ele tem arqueiro, esse tipo de coisa. Então eu posso usar no mapa geralzão mesmo, eu posso pedir pra esse grupo: ah, cure os amiguinhos que estão no batalhão da frente.

E aí eles vão lá e curam. Porque eu até inclusive vi um youtuber que desenvolveu conteúdo sobre o jogo falando desse tipo de pensamento, que é: cresça pra cima, não pros lados. Então deixa suas equipes cada vez mais fortes, invista nelas com equipamento, com mais espaço das tropas, etc, etc, do que efetivamente você jogar 50 exércitos dentro da batalha - não 50, porque o limite é 10, mas vocês entenderam. Não joga um monte de exército dentro da batalha quando, na verdade, nenhum deles é muito efetivo.

E, falando um pouquinho sobre como funciona o jogo, você gradativamente pega esse mapa mundi e vai, aos poucos, liberando pequenas partes desse mapa da facção inimiga, né? E, bom, já que a gente vai falar um pouco sobre isso, eu queria me aprofundar um pouquinho sobre a história do jogo. Inclusive, tira isso da frente: esse é um jogo que eu considero super bem escrito, tá? Os personagens possuem relacionamentos, angústias não resolvidas, questões de orgulho, vergonha, interesse. Claro que tem alguns personagens que tem uma visão um tanto quanto leve do conflito, né? Porque: ah, não, eu sou filha de um nobre e eu tô aqui defendendo essas terras só porque meu pai me obrigou e tudo mais. Mas tem outros personagens que eles estão ali, meu, defendendo a família, defendendo a honra da família.

Tem diálogos bem fortes e bem profundos e bem realistas em relação a um mundo que tem magia, que tem dragão, que tem todo raio laser, esse tipo de coisa. Então, assim, eu acredito que ele é um jogo muito bem escrito, além da trama geral. Conforme você cria esses batalhões, em que você deixa personagens específicos juntos, as relações entre eles vão se aprofundando também, como em Fire Emblem, que eu não consigo mais comparar. Mas ele é realmente assim: se você gosta de Fire Emblem, é assim, eu não consigo recomendar ele mais pra você. Conforme você deixa esses personagens no mesmo batalhão, funcionando ali junto e agindo em conjunto, eles vão desenvolvendo a relação entre eles, com cenas específicas e diálogos entre eles, em que você vê que eles estão realmente aprofundando as suas relações.

Eu não aprofundei o suficiente pra ver se essas relações vão até pra caminho amoroso, mas, de qualquer forma, é interessante ver que, por exemplo, tem um grupo meu que tem dois irmãos, e eles não se bicam - é uma relação extremamente difícil, uma relação extremamente complicada. E é interessante ver que, conforme eles vão agindo juntos, os diálogos e a historinha deles, essa história paralela à história principal, ela vai se desenvolvendo também. No jogo, você controla o príncipe de Cornia, Alain, que teve que fugir das terras dele depois da invasão do Valmore, que era um general de Cornia que decidiu reerguer o Império Zenoriano, que era quem tinha o poder antes da divisão atual das coisas. Então é como se um cara que é general hoje quisesse meio que tacar o zaralho porque ele quer reerguer o Império Romano. É meio isso.

A mãe do Alain, a rainha, a Ilênia, ela acaba sendo traída por outros guerreiros mais próximos dela e vai de arrasta pra cima, de camiseta de saudades eternas. Mas, antes dela morrer, ela pede pro soldado mais fiel dela, o Josef, fugir com o filho pra um lugar onde a guerra não deve chegar. Ó, vai tudo pro caralho, foge com o meu filho daqui. Eles fogem pra uma ilha de pescadores, assim, e o tempo passa.

Como toda história de vingança, o menino cresce treinando e ficando com esse sangue no olho. Porque, né, porra, tirar minhas terras e matar minha mãe? Eu vou dar o revide. Mas, nesse tempo, que são 10 anos, o Valmore, ele se declara imperador - e inclusive o nome dele muda pra Galerius -, e ele conquista basicamente o mundo todo, unificando todas as regiões nesse novo império. Até que, como eu mencionei agora, 10 anos depois, um navio zenoriano chega nessa ilha dos pescadores, e é meio que o empurrão que o Alain precisa pra reunir quem ele tem ali de companheiro e começar a mobilização em pró da liberação. Chega esse navio dos guerreiros e fala: pô, peraí, a gente não conquistou essa área ainda, vamos tocar o zaralho.

E aí eles revidam e falam: porra, cara, não dá pra esperar, a guerra chegou até aqui. Aí, efetivamente, eles vão pro continente pra começar a movimentação dessa resistência. Afinal de contas, essa unificação da Galerius foi na base da porrada. Um detalhe importante também, e que acontece logo no começo do jogo - porque, assim, é um jogo bem longo, tá, gente? Eu estou com 20 horas de jogo e eu não tô… Nossa, mas nada perto de chegar no final. Então fiquem tranquilos. Mas um detalhe importante é que você encontra um dos generais que traiu a rainha lá atrás e, com a ajuda do anel do unicórnio - olha aí, nome do jogo, Unicorn Overlord -, esse anel do unicórnio que a sua mãe deixa pro Josef e fala: entrega pro Alain quando ele se tornar um adulto, que ele vai saber usar o poder. Você usa esse anel e você tira um feitiço que tava controlando esse general.

E o cara simplesmente não lembra de nada dos últimos 10 anos. Então meio que isso explica a facilidade do Galerius de unificar a porra toda: porque ele só foi convertendo os inimigos no ololô, tá ligado? Então, pô, aí fica fácil, né? Mas, querendo ou não, tem um pouco desse twist, né? Porra, como assim os lutadores ali, os chefes de exército mais próximos da rainha se viraram contra ela, que eram super leais, etc? Foi assim. E essa premissa, pra mim, já seria o suficiente pra incentivar e ir pro cacete, né? Mas, logo que você chega no continente, uma amiga sua é sequestrada pelo exército do Galerius, porque ele aparentemente tem interesse nos poderes de clériga dela lá, de filha do Papa. Então meio que esse é o cenário posto, sabe? Você tem as tropas e vai ajudando os pequenos focos de revolução a lutar contra o exército zenoriano,

ao mesmo tempo em que você, nessa movimentação, vai acumulando mais e mais soldados pro seu grupo. Finalizando aqui o programa, gente, resumindo, o resumo da peça: eu tô obcecado nesse jogo. Eu não consigo parar de jogar. Se você me segue no Bluesky, você vê que eu posto constantemente print de diálogo, print de personagem mulher musculosa com as pernas do tamanho do meu tronco que eu queria que espremesse minha cabeça como uma melancia. Ele oferece muito conteúdo, já que o mapa, assim, é enorme. E, até esse momento, assim, eu liberei uma parte considerável, mas ainda falta muita coisa: tem a parte dos elfos, a parte do povo dos dragões, tem outras que eu não tenho a menor ideia do que são. Então, se ele for explorar todo aquele mapa, puta que pariu. Ele é lindo, já que a Vanillaware tem um estilo muito específico de arte, e aqui

eu acho que ele é implementado da melhor maneira que o estúdio já fez. Eu sei que algumas pessoas são reticentes com o estúdio por conta do design de alguns personagens no passado, como a feiticeira do Dragon’s Crown, que os peitos eram absurdamente exagerados. Mas aqui, no Unicorn Overlord, até agora, eu não me deparei com nenhuma coisa que me deixasse meio azedo com o jogo. Tipo, você vê muitos personagens diferentes, com estilos diferentes, com roupas diferentes, e, pra mim, todos eles são de muito bom gosto. Inclusive, outra coisa: todos os diálogos são dublados. E a dublagem tá excelente, tá me fazendo me afeiçoar ainda mais com os personagens. Infelizmente, ele não tem português - ele está só em inglês, em outros idiomas gringos aí. Eu acredito que ele pode correr o risco de ficar um pouco repetitivo para algumas pessoas,

caso elas encontrem estratégias de pelotões que são efetivos para elas e simplesmente elas usem a mesma resposta para todos os desafios que o jogo levanta. Por isso que eu acho muito interessante você mudar as coisas de lugar o tempo todo. Então, eu acredito que dessa forma você garante que o jogo vai ser sempre fresco, sempre diferente pra ti. Eu acho um absurdo esse jogo não ter saído pro PC, porque ele é um jogo que saiu só para os consoles - então Switch, Xbox e Playstation. Mas pra quem já tá acostumado com o Switch Pro ele tem pra PC, né? Finalizando essa nossa conversa, gente: depois desse período de testes, vou bater o meu martelo. Eu posso julgar o Unicorn Overlord como aprovado e dizer com toda certeza de que eu vou continuar nessa experiência até o final.

É isso. Eu espero que vocês tenham gostado desse primeiro episódio do novo formato. Eu vou tentar ir alternando as semanas: em que tem período de teste, semana que tem algum episódio da temporada atual, semana que tem uma minissérie original. Quem sabe, no futuro, se isso aqui der algum dinheiro, a gente não tenha esses programas sendo publicados paralelamente na mesma semana. Fica aí o desejo, alô, marcas. Mas, pra que isso aconteça, eu peço que vocês apresentem o podcast pra pessoas que possivelmente possam curtir o conteúdo, engajem nas publicações dele que vocês encontrarem nas redes e deem uma nota bacana na plataforma que vocês estiverem ouvindo, porque isso realmente faz diferença, gente. Vocês veem um monte de produtor de conteúdo pedindo:

avalia a gente no Spotify, avalia a gente no Pocket Casts, no iTunes - nem é iTunes, mas é Apple Podcast, sei lá. Faz diferença. Programas bem avaliados, eles aparecem pra mais pessoas, o que faz a roda girar mais, afinal de contas você tem a possibilidade de ser apresentado pra mais pessoas. Se vocês quiserem dar um feedback sobre o podcast, em todas as redes sociais eu sou Caio Corraini. Atualmente eu tô usando mais o Bluesky, então me procure lá por Caio Corraini que você vai encontrar as minhas postagens merda. Esse programa foi editado pela queridíssima Ana Luisa Mariquito, eu agradeço demais, queridos. Um grande abraço, sejam bons uns com os outros e tchau, seus lindos! Esse podcast foi produzido pela Maremoto.