Uma só mão basta
O Akira acorda bad boy: corre igual uma besta, arrebenta valentão com uma mão só e vira o assunto da escola - enquanto o Ryo entrega uma moto de presente e vai encurtando a coleira do amigo.
Aproveito pra contar de um colega de infância que espichou, virou cool guy e começou a fazer bullying - porque o sonho do oprimido, dizia Paulo Freire, é virar opressor.
Primeira vez por aqui? Como o programa e esta temporada funcionam
Neste programa eu encaro uma obra pela primeira vez e capturo todas as minhas reações e sentimentos ao vivo. Pode ser filme, série, jogo, livro, quadrinho e o que mais der pra encapsular em áudio.
O retorno do podcast, e dessa vez quem escolheu a obra não fui eu: Devilman Crybaby ganhou a votação de vocês.
Mesma regra da temporada de Evangelion vale aqui. Assisto um episódio e gravo no calor do momento.
Entra tudo o que me passou pela cabeça com a experiência, com todos os palavrões que isso implica.
Ler a transcrição 3.842 palavras
Editada para leitura: saíram as repetições, os vícios de linguagem e os falsos começos. Nenhuma palavra foi trocada nem acrescentada.
Olá, Personas! Meu nome é Caio Corraini e estamos todos correndo igual uma besta, porque tá começando o Minha Primeira Vez. Hoje nós vamos discutir o episódio número 2 de Devilman Crybaby, Uma só mão basta.
Vamos lá então, gente. Aconteceu uma porrada de coisa nesse episódio. De acordo com o que eu previa, o Akira mudou bastante desde que o Amon o possuiu, desde que o demônio entrou no corpo dele. Começa o episódio com alguns alunos comentando se ele fez cirurgia plástica, porque ele mudou demais, o corpo dele tá diferente, a personalidade mudou - igual o que eu falei no último episódio, que era o que eu tava esperando: ele tá meio bad boy. E ele começa a chamar a atenção de todas as menininhas por causa disso. Um outro detalhe é que também ele tá comendo
muito. Inclusive, ele fala sobre isso durante o episódio, de que esse novo corpo dele demanda muita energia. O que já me faz pensar um pouco de que talvez isso vá virar uma discussão no futuro, em que ele se encontre numa situação em que só comida não é o suficiente, ele vai ficar com vontade provavelmente de talvez comer pessoas, porque os demônios fazem isso. Mas tô me adiantando aqui.
A personalidade dele muda muito: ele come um monte, todas as meninas ficam: nossa, como você come! E oferece mais comida pra ele. E ele vai na sala multimídia da escola, começa a assistir um pornozão assim, um nutelão que tem lá, o som alto pra caralho. Tipo, é muito o momento do Homem-Aranha possuído pelo Venom, né, de Devilman.
Seguindo o dia da escola dele: ele sempre fez
parte do clube de atletismo, influenciado pela Miki, e ele sempre foi considerado o mais lento do grupo. Bem provável que ele tava ali só pra, tipo, continuar perto da Miki e tudo mais, porque a gente entende um pouquinho mais do relacionamento deles conforme esse episódio, ele se desenvolve. E ele era sempre caçoado e tal, porque, como a gente já estabeleceu no primeiro episódio, o Akira era um menino super delicado, super sensível, etc. E, meu, esse esforço físico não encaixava muito com o estereótipo, por assim dizer, do personagem. Mas aí agora, como eu falei lá na apresentação do episódio, ele começa a correr igual uma besta, né? Ele não tá correndo de quatro, mas ele tá correndo quase de quatro. Uma movimentação muito diferente, muito bestial mesmo. E, obviamente que, com esse corpo novo dele, ele tem uma capacidade atlética absurda. Então ele corre mais rápido do que todo mundo e tudo mais e tal.
Ele tá se secando suor depois dessa corrida e tal, um monte de menininha: ah, você seca com a minha toalha. Ele joga a toalha pras meninas. Tipo, é um negócio bem exagerado. A Miki até fala: não, porra, agora que você tá assim, se a gente for disputar um 4x4, a gente ganha. Só que, enquanto eles estão nessa conversa, a Miki recebe outra mensagem do namorado pedófilo dela, que tá em cima dela todo dia. Mas ela dá um perdido. E a amiga dela, que eu acredito que o nome dela é Miko - o que é bem complicado, né, maravilha esses nomes, porque uma é Miki e a outra é Miko -, ela vai no lugar dela, falando: ah, então a Miki perdeu um negócio, então ela não vai poder vir, e tudo mais. E deixa meio subentendido de que algo mais iria acontecer ali, que a gente efetivamente vê em outro momento do episódio.
Uma coisa que eu acabei passando por cima no programa anterior de Devilman
é que, quando o Ryo vai buscar o Akira naquele pier, um grupo de uma galera meio mais barra pesada tava meio que dando em cima da Miki. Aquele papinho que a gente sempre vê em produções japonesas: sempre tem aquele grupo um pouco mais velho, um pouco mais mal encarado e tudo mais, que fica: ô, você tá sozinha, vamos ali com a gente. Querendo ou não, eu acredito que é um clichê em histórias dessas. Enquanto a Miki tá sendo perturbada por esses caras, o Akira, antes do Amon, ele tenta levantar o clima de uma maneira mais de humor, fazendo piada, caçoando de si mesmo, pra que esses caras percam a atenção na Miki e ela possa ir embora. No dia seguinte, já com o Amon, o Akira volta lá e arrebenta todos esses caras na porrada. Com uma mão só. Daí o título desse episódio.
E é interessante porque eu tento sempre, gente, não vir aqui só descrever o episódio pra vocês. Porque, se for esse o objetivo, vocês vão e assistem, né? Tipo, não faz sentido um programa em que é basicamente eu recontando o que aconteceu no episódio só pra isso. Então eu queria levantar uma discussão aqui, mais breve, porque realmente aconteceu muita coisa nesse programa. Mas eu acho interessante talvez a gente levantar o questionamento de: uma pessoa que sempre foi fragilizada, uma pessoa que sempre foi fraca, que sempre foi sensível e delicada, etc, etc, quando ela se encontra numa posição em que ela está no outro extremo… Tal qual dizia Paulo Freire: o sonho do oprimido é se tornar o opressor, quando a educação não é libertadora. Querendo ou não, o Akira acaba cometendo esses erros. Ele começa a se sentir motivado, ele começa a se sentir confiante, ele começa a se sentir convencido, e ele vai efetivamente no dia seguinte lá pra arrebentar
todos esses caras que estavam mexendo com a Miki, pegar a mochila da escola dela de volta, que ela tinha deixado lá e tudo mais, porque ela tinha saído correndo. E a gente vai vendo cada vez mais essa dicotomia de personalidades do Akira. Mas, ao mesmo tempo, eu acredito que, pelo fato do Amon tê-lo possuído e essa coisa ser bem recente, ele ainda não tá perdendo o controle. Essa é a minha visão: o Amon ainda não conseguiu se estabelecer dentro da Akira. Então, por mais que ele esteja com todos esses lampejos de mudança de personalidade, de ir caminhando pra esse outro extremo, de ser uma pessoa poderosa, de ser uma pessoa forte, de ser uma pessoa confiante, de ser uma pessoa convencida, ele ainda mantém, em vários momentos durante o episódio, lapsos do que é o Akira de verdade. Que é um Akira sentimental, que é um Akira sensível, que é um Akira que chora. E eu não sei se ele vai conseguir segurar a barra do Amon por todo o anime. Eu acredito que não, a gente vai
ter algum momento de ruptura adiante. O Akira tá segurando a onda, ele ainda consegue se manter humano dentro dessa situação. Isso é uma coisa que eu mesmo já vi em alguns momentos da minha vida. E um exemplo bem bobo, mas que eu acho que vocês vão entender da onde que eu tô vindo: eu sempre fui a criancinha gorda, a criancinha pequena, sensível, chorava por qualquer coisa e tudo mais. E, conforme eu fui crescendo, eu fui ganhando confiança e todas essas coisas que acabam acontecendo quando você é um adolescente e o teu corpo muda, as coisas mudam, etc. Tinha um outro amigo meu que também era essa criança gorda. Tipo, meu, a gente era os nerdão, que ficava falando de videogame, falando de quadrinho, etc e tal. Só que, no momento em que a gente virou adolescente e espichou, a gente cresceu muito em pouco tempo, e eu mantive o meu peso de quando eu era pequeno.
Então, eu emagreci, ele também e tal, não sei o que tem. Só que ele acabou se tornando uma outra pessoa. Porque ele ganhou confiança, ele começou a chamar mais a atenção das meninas e todas essas coisas, e aí ele foi meio que mais se movimentando pro lugar de cool guy. E que: ah, não, videogame é coisa de babaca, quem que faz isso aí, coisa de criança, sai pra lá e tal. Foi até um momento que a gente acabou se afastando. Eu deixei de ser mais amigo desse cara, porque ele foi pra outro lugar, ele acabou se tornando e se estabelecendo como uma outra pessoa. E é interessante ver isso. De que, tipo: ele era zoado, ele sofria bullying e tudo mais - e eu nunca tive muito isso, porque eu tentava ser colega de todo mundo e tal, então eu meio que me blindava disso, mas ele sofria essas coisas. Mas aí, quando ele se viu no outro lado, ele começou a perpetuar esse tipo de comportamento.
Então, tinha um menino na nossa sala que era gay: ele pegava no pé dele, zoava o moleque, todas essas coisas. Então é interessante você ver isso acontecendo também. E claro que é um paralelo bem distante, afinal de contas a gente tá falando de um quadrinho, né? E de um anime, no caso aqui, em que literalmente um demônio entra no corpo de uma pessoa e de um dia pro outro ela muda de personalidade. Mas isso acontece na vida real também. Inclusive, eu nunca mais ouvi falar desse cara e, aparentemente, hoje em dia ele virou professor de história. O que é uma coisa um pouco curiosa, se a gente for parar pra pensar.
Seguindo aqui com o episódio: quando o Akira volta pra casa, ele encontra um presente do Ryo. O Ryo comprou uma moto esportiva pra ele, pra ele poder se movimentar pela cidade. O Akira vai visitar o Ryo no hospital, e aí eles discutem um pouco sobre o que aconteceu na Sabbath. O Ryo fala que o Akira salvou ele, salvou todo mundo. Salvou todo mundo, meu ovo, né? Porque ele matou o geral. Mas, de novo, o Akira não tem tanta recordação do que aconteceu. Ele lembra de flashes, ele lembra de uma coisa aqui, outra ali e tal. Inclusive, nesse momento, o Akira, ele tá um pouco em conflito: ele se sente culpado por ter sido violento e todas essas coisas. Mas, ao mesmo tempo, a partir da visão do Ryo e da influência do Ryo, ele chega à conclusão de que: poxa, peraí, se esse novo corpo me ajudou a salvar você, a salvar aquelas pessoas, não pode ter sido uma coisa ruim, né?
Então esse corpo é top. Ele tá mentindo pra si mesmo… Não mentindo, né, porque até agora a gente não viu nenhum dos lados negativos dele ter sido possuído pelo Amon, mas ele já tá construindo isso dentro dele: porra, então, se esse corpo tá me deixando fazer coisas, ajudar pessoas, isso aqui é bom. Tanto que, de acordo com o Ryo, o Akira ganhou a possibilidade de combater os demônios de igual para igual. É aquele negócio, né? Corpo de demônio, coração de humano. Devilman. O homem demônio. E o Akira internaliza isso, ele leva isso. Ele fala: é, Devilman, é isso aí, isso que eu sou. Tanto que o Akira, de novo, naqueles lapsos de sobriedade, de certa forma, de lapsos do Akira original, ele até fala para o Ryo: ó, se eu perder o controle, você me mata imediatamente. Se eu parar de proteger as pessoas e atacar elas, você me mata imediatamente.
Nisso, o Ryo oferece comida pra ele e tal, e fala: ah, não, eu sei que esse corpo novo, você precisa comer pra caramba e tal. Dar um monte de carne pra ele: meu, se você precisar reabastecer, meu, passa lá em casa, é nóis, e tal. Então, de novo, é o Ryo claramente se movimentando pra continuar controlando o Akira. Ele tem motivos paralelos que ele não tá falando, e ele tá sempre se colocando nessa posição de amigão, de: eu tô aqui com teu suporte, e é isso aí, é nós contra o mundo. Justamente pra deixar o Akira na coleira um pouco mais próxima.
A gente corta pra um momento em que tem uma cena de um grupo de demônios matando um cara. O cara tá desesperado, num lugar todo escuro, segurando uma arma de fogo, atirando nos demônios e tal. E não importa: os tiros não fazem nem cócegas nos demônios. Eles vão lá, matam ele, comem o cara.
E, fora desse terreno baldio, tem o diálogo de duas pessoas, que é o Caim e a Bela Silene, que, aparentemente, também são dois demônios. Demônios superiores, porque eles falam do grupo que tá atacando aquele cara. Como o Caim, principalmente: ele discute que é uma vergonha esses demônios não conseguirem segurar os impulsos de violência e tudo mais. E a Bela Silene tá falando: não, é natural, cara, é isso aí, o demônio tem que se soltar e tudo mais e tal, tem os impulsos de violência, tem os impulsos sexuais, é difícil segurar isso. E nessa hora a gente já estabelece que o Caim gostaria de servir a Bela. A Bela tá numa posição superior. O Caim fala: não, pô, se você precisar de ajuda pra liberar esses instintos e tal, não sei o que tem, eu tô aqui pra você, gata. E a Bela fala: meu, você não tá no meu nível, quem é você na fila do pão? Olha o tanto de areia que eu sou pro teu caminhãozinho. Eu tô esperando o Amon.
Então a gente estabelece uma certa hierarquia entre os demônios, em que a Bela é um demônio provavelmente superior do que o Caim, e principalmente desses outros que estão matando um cara no terreno baldio. E ela está esperando o Amon. Uma coisa que também aconteceu no primeiro episódio é aquele momento que, quando o Akira é possuído pelo Amon, os outros demônios param e falam: Amon? E, tipo, eles estão com medo, eles estão com receio do Amon. Então, aparentemente, o Amon deve ser um dos demônios top que tem.
Nisso a gente vai para uma cena da família do Akira jantando. E a gente estabelece também, durante esse momento, em que é a família da Miki: o Akira mora na casa deles. Eu acredito que o Akira perdeu os pais, e as famílias eram amigas, e aí, quando o Akira perde os pais, ele vai morar com a família da Miki. Que é uma família cristã, tem um quadro enorme
da Santa Ceia na sala de jantar e tudo mais. E, durante o diálogo no jantar, fica estabelecido que o cara que eles mataram no terreno baldio era sacerdote do templo deles. Inclusive, a mãe da Miki fala: ah, não, porque, quando eu comentei com a esposa dele, ela começou a chorar. E o Akira começa a chorar. Então, de novo, esse momento em que ele sofre a dor dos outros.
Uma coisa que é interessante, que aconteceu em outro momento do episódio, que eu quero levantar aqui: tem uma hora em que um editor de uma revista tá falando com o que parecia ser o namorado pedófilo da Miki, e ele diz que o trabalho dele é tirar foto de jovem sem roupa. Há o diálogo, então, que o pedófilo namorado da Miki tá falando pro editor dele: não, porque tem essa festa, o sábado, e é uma puta de uma barulheira, e direto tem um grito de gente como se estivesse sendo morta. Eu preciso ir lá, quero tirar foto.
E aí o editor dele fala: bicho, teu trabalho é só tirar foto de meninada sem roupa, cala a boca. Então, esse cara, ele faz esse trabalho sujo - ele é fotógrafo e ele faz esse trabalho sujo pra esse cara -, só que ele tem essa ansiedade de: porra, não, eu quero fazer um trabalho investigativo, quero fazer, entre aspas, um trabalho de gente de verdade. Ao mesmo tempo, ele continua fazendo esse trabalho merda de ser pedófilo e enganar jovens pra poder tirar foto dele sem roupa. E eu digo isso porque a Miko - lembra? Lá, amiga da Miki, né, maravilhosos nomes - foi com esse pedófilo pra tirar umas fotos. Ele tira fotos dela de calcinha e sutiã e tudo mais, e acaba sendo abusada por ele, de certa forma. E a Miko, ela tem até um momento que ela tá pensando no Akira de uma maneira assim, tipo, desejando o corpo dele e tudo mais e tal.
Porque, inclusive, tem um momento do episódio que a galera fala: porra, ó o pacote do Akira, o tamanho da piroca desse moleque. O anime, ele tem muitos momentos de teor sexual, ele discute sexualidade várias e várias e várias vezes. Ele não desvia disso. Tipo, ser um demônio é meio que lidar com esses impulsos de violência e esses impulsos sexuais. Em vários momentos ele levanta essas discussões.
Seguindo aí, inclusive, tem um momento maravilhoso no episódio, em que o irmãozinho da Miki… A família é constituída pelo pai, pela mãe, a Miki e um irmãozinho mais novo dela. Em alguns momentos durante o episódio, ele entra no perfil - porque tem um computador da família na sala -, e ele entra no perfil do Akira, porque ele sabe a senha do Akira. É como se você tivesse o Windows e tem lá o perfil do seu pai, o perfil da sua mãe. E aí o irmãozinho da Miki, ele entra no perfil do Akira e começa a ver lá o histórico de pesquisas. E aí ele vê foto de mulher pelada. E, nesse momento do episódio, ele clica no perfil do Akira e abre a abertura clássica de Devilman no YouTube.
Eles vão e justamente integram a música tema antiga, que, pra quem conhece, ela é muito marcante. Eu já tinha ouvido essa música de Devilman sem saber o que era Devilman, é uma música bem clássica. E eles incorporam essa abertura antiga numa cena em que tá o Akira e o Ryo andando de moto e tal, discutindo sobre o que eles vão fazer dali adiante. O objetivo do Ryo é levar o Akira pra ajudar ele a investigar crimes que ele acredita que foram cometidos por demônios e a polícia não consegue desvendar. E, de novo, é claro que tem um motivo mais profundo nisso, eu tenho certeza absoluta disso. Mas, seguindo atrás desses crimes, eles chegam até esse terreno baldio em que esse grupo de demônios tá sempre pegando uma pessoa inocente, tá roubando alguém na rua, tá arrastando alguém pra levar até ali e sacrificar e matar, comer a carne dessa pessoa e tudo mais.
Paralelamente, o fotógrafo pedófilo tá numa lata de lixo, porque ele tá investigando também essas paradas, e ele consegue filmar os demônios assassinando outra pessoa. Inclusive, os demônios, eles dão armas pra vítima, pra tentar deixar a coisa mais interessante. Porque deve ter também um pouco desse… da motivação da caça: se a pessoa não se defender, não vai ter nem graça de comer ela. Mas, então, o Akira chega, confronta esses demônios. Porque o sacerdote do templo da família da Miki, ele usava vários relógios e tal no mesmo braço - era uma mania dele, alguma coisa assim. E, quando o Akira chega, ele percebe que tem um dos demônios com vários relógios no braço. Ele fala: cara, vocês mataram o sacerdote. E ele fica putaço, começa a chorar e tal. Os demônios, eles até reconhecem ele como um igual. E, quando ele chega, eles falam: puta, já chegou meio tarde.
Chegou atrasado. A gente já comeu a maior parte do cara que a gente matou aqui e tal. Só que o Akira, de novo, se transforma no Devilman. Inclusive, ele fala que: eu não sou como vocês. Eu sou o Devilman, o homem demônio. Ele se transforma naquela figura que parece um gárgula, com asas e tudo mais, mata todo mundo. E o episódio acaba com o Ryo percebendo que o fotógrafo pedófilo filmou o que aconteceu. E aí corta pro cara dentro do carro, feliz pra caralho: puta que pariu, consegui o furo da minha vida. A discussão que se levanta agora é: ferrou. Esse cara tem uma gravação do Akira chegando como humano e se transformando em demônio. Então é assim que a gente finaliza o episódio de hoje.
Entrando então nas minhas considerações finais, e também um pouco de expectativas para o próximo episódio. Outro episódio que eu gostei bastante. Aconteceu bastante coisa, estabeleceu-se várias regrinhas desse universo. A gente viu aí a mudança de personalidade do Akira. A gente está vendo o Ryo continuando com a personalidade controladora dele, sem revelar exatamente quais são os planos, qual é a motivação dele por trás de todas essas questões. Por que ele sabia que o Amon seria atraído para o Sabbath, e ele ofereceu o Akira para que o Amon possuísse? Então, a gente ainda tem várias perguntas que precisam de resposta. Mas com essa complicação de que o fotógrafo pedófilo agora tem gravação do que aconteceu.
E aí a vida do Akira pode virar de cabeça para baixo, afinal de contas tem provas de que ele é um demônio. Vamos ver como que isso vai se desenvolver. Eu quero muito que a gente entre um pouco mais nessa hierarquia dos demônios. Eu quero mais que a gente entenda um pouco mais como que é essa organização, justamente pra que a gente entenda a importância do Amon. Ele era o demônio principal, ele é o mais forte, ele é o mais foda? Ou não, tem outros demônios acima dele? Porque que ele voltou só agora? Porque que ele efetivamente mirou no Akira? Tem algo no Akira que atraiu o Amon? Tem várias perguntas aí que a gente precisa responder nos próximos episódios. Mas a experiência ainda está sendo extremamente positiva, porque a animação é foda. Então, eu espero que vocês continuem comigo nessa. E é isso,
eu espero que vocês tenham gostado. Apresentem o podcast pras pessoas que possivelmente possam curtir o conteúdo, interajam com as publicações quando eu falar do programa nas redes e tudo mais. Justamente porque, querendo ou não, é isso que faz um projeto desses crescer. E, obviamente, que quanto mais a gente for desenvolvendo essa comunidade, mais pessoas interessadas nas mesmas coisas que a gente a gente vai conseguir atrair, e aí a conversa fica muito mais divertida. Se vocês quiserem dar um feedback sobre o programa, em todas as redes, eu sou Caio Corraini. Esse episódio foi mais uma vez editado pela querida Ana Luisa Mariquito, que tá fazendo um trabalho maravilhoso - entendeu o que é o primeira vez assim, de cara, e é ela que tá me ajudando a garantir que esse projeto tenha a frequência que ele está tendo agora. De novo, muito obrigado a todos que estão ouvindo os episódios, muito obrigado a vocês que estão aí curtindo o meu programa, muito obrigada
por terem me cobrado por todos esses anos pra voltar com o Minha Primeira Vez. E eu espero que a experiência esteja sendo equivalente à saudade que vocês sentiram. Um grande abraço, sejam bons uns com os outros e tchau, seus lindos!
Esse podcast foi produzido pela Maremoto.
Casa do Corra