Acredite em Mim
Enfim a máscara do Ryo cai de vez: ele resolve o problema do fotógrafo pedófilo do jeito Ryo de ser - tiro na testa, bomba no computador e um ultimato com a arma apontada pra Miki desacordada.
Uso o gaslighting do “deixa tudo comigo” pra falar de relacionamento abusivo na vida real - e conto que comecei a namorar, torçam por mim num futuro longínquo.
Primeira vez por aqui? Como o programa e esta temporada funcionam
Neste programa eu encaro uma obra pela primeira vez e capturo todas as minhas reações e sentimentos ao vivo. Pode ser filme, série, jogo, livro, quadrinho e o que mais der pra encapsular em áudio.
O retorno do podcast, e dessa vez quem escolheu a obra não fui eu: Devilman Crybaby ganhou a votação de vocês.
Mesma regra da temporada de Evangelion vale aqui. Assisto um episódio e gravo no calor do momento.
Entra tudo o que me passou pela cabeça com a experiência, com todos os palavrões que isso implica.
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Editada para leitura: saíram as repetições, os vícios de linguagem e os falsos começos. Nenhuma palavra foi trocada nem acrescentada.
Olá, Personas! Meu nome é Caio Corraini e estamos todos explodindo velhinhas indefesas, porque tá começando o Minha Primeira Vez. Hoje a gente vai discutir o episódio número 3 de Devilman Crybaby, Acredite em mim.
Eu não sei vocês, mas a minha experiência com Devilman Crybaby, ela tá sendo um tanto quanto inusitada. No sentido de que eles estão propondo discussões e conflitos muito antes do que eu acreditava que eles iriam propor. Mas, ao mesmo tempo, quando a gente para pra pensar de que é uma temporada que se resolve em si mesma, e que não são tantos episódios assim, até que faz sentido. Então vamos lá, numa maneira um tanto quanto cronológica, com os acontecimentos do episódio dessa semana.
Como a gente deixou o episódio passado, em que o fotógrafo pedófilo tava saindo vazado dentro do carro com as filmagens do Akira matando aqueles demônios e se transformando no Amon e todas essas coisas: a gente começa esse episódio com ele dentro do carro, rindo largado. Que: porra, consegui meu furo, agora minha carreira vai deslanchar, eu tô feito. Inclusive, ele reconhece o Akira, porque ele fala: pera, esse daqui é o folgado que mora na casa da Miki. Então, ele tá com a faca, o queijo, o prato, a boca, tudo pra conseguir atingir esses objetivos profissionais dele, por meios extremamente escusos. O Ryo avisa pro Akira e fala: olha, se isso for pra internet, fudeu. Sem chance de tirar. Mas ele diz pro Akira ficar tranquilo, porque ele vai recuperar isso, ele vai
cuidar desse assunto. Inclusive, puxa o Akira pra um abraço e tal. De novo, o Ryo sendo manipulador e falando: não, deixa comigo, fica tranquilo, eu vou resolver tudo pra gente. Logo depois, a gente vê que o Ryo, ele deu um smartphone para o Akira, e o Akira está lá procurando o próprio nome na internet, vendo se já tem algo no ar. E, até agora, nada.
Paralelamente a isso, o fotógrafo pedófilo - que eu não sei o nome dele e nem vou saber, de acordo com o que acontece nesse episódio, vocês já devem também estar ligados no que acontece, mas eu vou continuar para sempre chamando ele só de fotógrafo pedófilo -, ele leva as filmagens pro chefe dele na revista. Inclusive, o chefe dele faz um comentário que é depois repetido durante o episódio, num momento em que o irmão da Miki tá colocando uma fantasia
de Devilman no gatinho deles. Nesse universo que eles estão, Devilman é algo… O desenho existiu. Inclusive, o chefe da revista, ele pergunta: não, mas isso aqui não é o Devilman da TV? E o pedófilo fala: não, isso aqui é de verdade, eu filmei isso aqui. Mas o cara simplesmente desconversa e pergunta pra ele: ah, mas conseguiu as fotos de biquíni da Miki? E dispensa o cara, sem dar muito crédito, sem dar muita atenção para as filmagens. O que a gente acaba descobrindo logo em seguida é que o chefe dele está envolvido com os demônios, e é um azar enorme o pedófilo ter levado essas filmagens pra ele. Porque, afinal de contas, o objetivo dele não é fazer isso vazar. Dentro do carro, o pedófilo já tá um pouco nervoso, já tá um pouco aflito,
de: puta, a minha primeira alternativa não funcionou. Ele liga pra Miki e tenta influenciar ela a ir até o estúdio dele. Porque, como ele reconheceu o Akira, ele sabe que ele tem um envolvimento com a Miki. Ele fala: porra, vou levar essa menina para o meu estúdio e eu vou tirar mais informações desse cara com ela. Mas, enquanto ele está fazendo esse percurso, o carro dele é preenchido por um líquido azul, que parece estar sendo controlado por alguém, e afoga o cara dentro do próprio carro.
Enquanto isso, o Akira está no apartamento do Ryo, que está calmo com toda a situação, buscando a internet por informações e tal. O Ryo, como a gente já estabeleceu em episódios passados, ele tem muito dinheiro. Ele mora num apartamento gigantesco. Inclusive, quando o Akira pergunta sobre como ele ganha dinheiro,
o Ryo, ele totalmente desconversa. Fala: não, eu até poderia te explicar, mas você não iria entender. Então, um gaslighting fudido também, de tipo: cara, não precisa se preocupar com as coisas difíceis. Deixa tudo isso comigo. Deixa vomigo, toca po pai. E que, querendo ou não, a gente sabe muito bem que são táticas clássicas de manipulação. Uma coisa que a gente vê acontecendo bastante, e principalmente em situações de relacionamento abusivo, é uma das pessoas do relacionamento fazendo esse papel de: pessoa, deixa todas as coisas difíceis pra mim. Você não precisa pensar. E isso gradativamente vai virando: você não sabe pensar. Você não é capaz. Se eu não estiver aqui, você não vai conseguir fazer nada sozinho, sozinha, sozinho. Então, querendo ou não, essa é uma tática de, aos poucos, ir minando a independência daquela pessoa e ir colocando essa dependência na pessoa manipuladora.
Tipo: ah, não, sem mim você não vai longe. A gente já viu isso em diversas retratações aí. E também, infelizmente, na vida real, a rodo. O que a gente mais vê são pessoas que são super bem-sucedidas, que são bem resolvidas e felizes e tal, e que acabam entrando num relacionamento que destrói elas. Porque foram várias dessas microagressões gradativamente minando a autoestima dessa pessoa, minando o senso de independência, minando o que ela representa como ser humano completo e inteiro. Tanto que isso era uma coisa que eu estava conversando recentemente com a minha terapeuta, porque eu comecei a namorar recentemente. Se você estiver ouvindo isso num futuro longínquo, torça pra que tenha dado certo, porque eu não aguento mais. O jogo de ficar solteiro e cortejo e entra em aplicativo, meu Deus do céu, gente, é um inferno. Mas eu tava
conversando sobre relacionamentos com a minha terapeuta e tava falando com ela de que: poxa, esse é um relacionamento que, na minha opinião, começou bem, porque eu já estava me sentindo feliz sozinho, eu já estava me sentindo completo sozinho. Sei que ela também. E, quando duas pessoas assim se encontram, elas não procuram a felicidade uma na outra. Elas basicamente querem crescer juntas e criar coisas juntas e ser felizes juntas. Tipo, já são felizes sozinhas, não estão buscando isso desesperadamente em outra pessoa, mas acabam se complementando em coisas que, obviamente, nós sozinhos a gente não consegue se oferecer.
Então, todo esse papo só pra bater na tecla de que o Ryo é uma pessoa horrível. E, por mais que ele tenha tido atitudes interessantes pra mim nesse episódio,
ele vai continuar sendo essa pessoa horrorosa. Porque, aparentemente, ele tá trazendo cada vez mais esse sentimento de: não, Akira, você não funciona sozinho, deixa que eu resolvo, não precisa se preocupar e tal. E confie em mim, se apoie em mim, pode soltar o peso do seu corpo que eu carrego a gente. Que, obviamente, é o objetivo do Ryo: que o Akira se sinta cada vez mais perdido e: putz, eu não sei lidar com essa situação sozinho, eu preciso do Ryo. Mas, de qualquer forma, neste caso o Ryo é extremamente eficaz. Ele rastreia o fotógrafo pedófilo, ele pega, monta imagens do rosto do cara e descobre onde que o cara mora. E, obviamente, que, do mesmo jeito que o pedófilo reconheceu o Akira, o Akira reconhece o pedófilo e fala: pera, esse aí é o cara que persegue a Miki, que fica atrás dela o tempo todo.
Dando uma quebra nesse episódio, tem uma cena interessante da Miko, que mostra um trecho do passado dela: que mostra ela com o uniforme de corrida, ela correndo quando mais nova, como se o atletismo fosse uma parte muito importante até da personalidade dela. Ela é feliz porque ela corre e porque os outros a reconhecem como uma boa esportista. Mas, quando ela envelhece e chega no ensino médio, ela acaba conhecendo a Miki, que é mais rápida do que ela. Tem até um momento em que um dos rappers - inclusive, todo episódio vai ter esse grupo dos rappers delinquentes -, um deles chega pra conversar com a Miko. Ela tá regando as flores, ele fala: não, essa daqui é dente de dragão e tal. Meu, dando papinho na menina, tal. Daí ele vê o uniforme dela e fala: ah, você é da escola da Miki? E a Miko, ela fica incomodada, de tipo: puta,
mais um cara que se aproxima de mim pra chegar perto da Miki. Tanto que ela até dá uma explodida no final. Ela fala: meu, a Miki é uma dama, então as pessoas deveriam se sentir satisfeitas de apenas olhar pra ela de longe. O que eu espero que eles aprofundem o personagem da Miko. Porque, querendo ou não, a gente já viu várias coisas interessantes vindo dela no episódio anterior, em que ela protege a Miki do pedófilo e acaba indo para o estúdio dele, sendo fotografada, transando com ele. E todas essas coisas, como se a Miko se sentisse uma versão suja e pior, uma versão acessível da Miki. Porque a Miki é perfeita, ela é uma ótima atleta, e, quando as pessoas se aproximam dela para chegar perto da Miki, ela meio que se coloca nessa posição de escudo. Mas
em nenhum momento a Miki pediu isso - pelo menos do que a gente sabe do relacionamento delas. Inclusive, a Miki, se soubesse de tudo isso, ficaria, meu, revoltada com essas situações acontecendo com a Miko. Então eu espero muito que a gente aprofunde nisso. Porque, querendo ou não, tem um pouco isso: não sei se vocês já tiveram algum relacionamento de amizade em que vocês gostavam muito da outra pessoa e queriam proteger essa pessoa, porque: não, o mundo não merece você, ou qualquer coisa do gênero e tal. E é uma situação bem complicada, né? Eu já vi alguns relacionamentos assim próximos, e você para, você fala: cara, a pessoa nem pediu isso. Por que que tá rolando esse guarda-costas aqui, sendo que isso não tá estabelecido?
Então eu acho que dá um caldo interessante, a gente pode aprofundar um pouco na relação entre as duas, pra que, se possível, ambas cheguem num lugar melhor depois. A não ser que algo horrível aconteça com uma das duas. Ou as duas, sei lá, porra. Tem gente o tempo todo sendo rasgada ao meio por demônio, não duvidaria nada, né?
O Akira e o Ryo, eles vão até a casa do pedófilo, invadem a casa dele. Era um bairro super pobre, bem periferia mesmo. Eles entram na casa, a mãe dele tá lá, e eles falam: ah, não, a gente é amigo do cara do serviço, a gente precisa ver um negócio no computador dele. E a véia: não, porque não pode mexer no computador do meu filho, ele briga, e tal. E aí eles: meu, foda-se. Sobem, ganham acesso ao computador dele. Do computador, eles descobrem backups dos vídeos que ele tinha feito do Akira. O Ryo copia todos os arquivos e tal, ganha acesso a todas essas coisas e, a partir do computador do pedófilo, eles rastreiam o celular dele, e nisso eles também acabam descobrindo o endereço do estúdio de fotografia dele. Lembram que, antes de ser afogado dentro do próprio carro, o pedófilo tava fazendo pressão na Miki: não, porque eu preciso falar com você hoje,
vem até o meu estúdio. Ah, jumenta! Vai até lá. E, como começa a cair uma puta de uma chuva antes dela chegar, ela fala: ah, tem banheiro aqui, né, deixa eu tomar um banho. Em várias obras japonesas, eu acho que tem um negócio estabelecido de que: ah, não, depois que você toma chuva gelada, você precisa automaticamente tomar um banho quente, porque senão você adoece, ou qualquer coisa que o valha. Mas, porra, você tomou chuva indo no estúdio de fotografia de um cara que só quer abusar de você. Você não vai tomar banho. Burra dois, né? Porque burra um de ter ido, burra dois de tomar banho, sabe? Porra! Amigo que não se ajuda, sabe? Mas, nesse momento, a gente tem estabelecido de que o pedófilo foi possuído por um demônio.
Aquele líquido é um demônio que pode se transformar em líquido, e, quando afogou o cara no próprio carro, ele possuiu o corpo dele. Um pouco depois, o chefe da revista, o patrão do pedófilo, chega também no estúdio e começa a tirar fotos da Miki no banho. Porque óbvio que no estúdio deste filho da puta tem um daqueles espelhos de um lado só. Depois de fazer tudo isso, o demônio sai do corpo do fotógrafo, invade o banheiro e afoga a Miki. Ou seja, ele a possui depois.
Paralelamente a isso, a gente tem uma cena em que a gente percebe que a rede dos demônios é grande, tem vários tentáculos. Tanto que uma pessoa que, acredito eu, está acima do editor da revista
ganha acesso ao fotógrafo, mostrando pra ele as filmagens, liga pra Bela Silene e diz: olha, encontramos o Amon. Ela fala: não, porque eu vou pra lá e tal. E aí ele responde: não, tipo, a gente não tem certeza, deixa que, qualquer novidade, eu te ligo. Ela fica, meu, ouriçadíssima, tipo, puta que pariu, meu amor, amor. Tipo, bate uma pensando no demônio e tudo mais e tal. Então eu acredito que essa cena serve pra também nos apresentar que: olha, a rede dos demônios, ela é grande, a hierarquia, ela funciona, e essa galera é bem informada de tudo que acontece.
O demônio líquido, depois que ele possui a Miki, ele ganha informações que a menina tem, e ele diz que ele vai usar o corpo dela para atrair o Akira. Tanto que, quando ele chega no estúdio de fotografia do pedófilo, ela se despe na frente dele, abraça o Akira, e, por trás, de fininho, está chegando o editor da revista, que se transforma num demônio para atacar o Akira. Mas, assim que ele vai atacar, o Ryo explode a cabeça dele com um sniper. Porque os dois estavam ouvindo a conversa deles através do celular do pedófilo. Então eles estavam ouvindo tudo o que aconteceu e sabem como reagir a essa situação. No caso, o Ryo sabe, né? O demônio Miki foge, pega a porra do corpo da menina pelado e sai correndo,
o Akira vai atrás dele. Eles sobem, tipo, saem correndo, aí sobem a parede de um prédio e tal, não sei o que tem, chegam no topo do prédio, começam a brigar. E aí o Akira, ele suga o demônio líquido de dentro do corpo da Miki pela boca. Esse demônio, que se chama Gelmer, fala: hahaha, Amon, você cometeu um grande erro, agora eu vou possuir o seu corpo. Aí ele fala: vai possuir o caralho. Ele esquenta o próprio corpo - porque ele é um demônio super poderoso, ele coloca fogo no próprio corpo - e começa a ferver o demônio dentro do próprio corpo dele. Acaba que, quando o demônio fala, ah, meu Deus, tal, ele sai, ele tenta fugir de novo, e o Amon simplesmente, como sempre, rasga o demônio no meio. Porque, aparentemente, é assim que você mata um demônio: se você for forte como Amon, você simplesmente rasga todos os demônios da sua frente como se fosse papel.
Quando o Akira tá voltando com o corpo da Miki, que tá desacordada, a gente vê que, quando esse demônio possui o corpo das pessoas, quando ele sai, as pessoas não estão mortas, elas só estão desacordadas. Então a Akira tá voltando pro estúdio com o corpo da Miki. Enquanto isso, o Ryo tá interrogando o fotógrafo pedófilo. Ele pergunta se não tem mais nenhuma outra cópia dos vídeos. E, quando ele responde que não, o Ryo dá um tiro na testa do fotógrafo pedófilo. E eu até, nas minhas anotações - porque eu sempre assisto os episódios enquanto eu tô com o Notion do lado, anotando algumas coisas que eu quero comentar -, eu escrevi: Ryo, você é um merda, mas essa eu gostei. Porque, efetivamente, não tinha outro destino possível para o fotógrafo pedófilo do que se não morrer.
Personagem assim não merece arco de redenção porra nenhuma. Só que esse é um problema, e essa levanta a maior questão deste episódio. Porque, depois de matar o cara, o Akira pergunta, fala: mano, o Ryo, o que você tá fazendo? Você tá louco? A gente já tinha os arquivos, não precisava matar o cara. E o Ryo fala: meu, ninguém pode saber do nosso segredo. Ninguém mesmo. Nisso, corta a cena. Porque isso é interessante: depois que eles invadem a casa do cara, passam pela mãe dele, nananã, quando eles estão indo embora, o Ryo deixa um bolo de dinheiro na mão dela e fala: ah, conserta a casa, desculpa qualquer coisa. E o Akira fica até feliz, né? Tipo: porra, a gente foi meio grosseiro aqui de invadir a casa do cara, mas o Ryo ainda é uma pessoa boa, né? Ele deixou uma grana com a mulher e tal, pra ajudar.
Só que, depois que ele assassina o maluco com um tiro na testa e fala pro Akira “ninguém pode saber do nosso segredo”, corta pra uma cena da mulher mexendo no computador do filho. Que, inclusive, o Ryo fala pra ela: olha, não é pra mexer naquele computador, hein? Você não vai gostar do que você vai achar. Ah, eu nunca mexo mesmo, meu filho fica bravo. Não é pra mexer, obviamente. O que a velha escutou? Mexe no computador. Assim que ela vai mexer no computador do cara, a casa toda explode. O Ryo deixou uma bomba instalada no computador do fotógrafo pedófilo, pra também matar a mãe dele quando eles já estivessem longe. Nisso, o Akira começa a chorar, porque cai a ficha dele de que o Ryo tá apagando todo mundo que teve contato com os dois. E, quando ele aponta a arma pra Miki desacordada,
opa, aí a ficha cai inteira. Tanto que o Ryo, meu, soletra pro Akira. Ele fala: ó, você tem que escolher. Vive comigo ou morre com ela. E aí o episódio acaba.
Então, o que eu falei pra vocês lá no início, de que o ritmo, ele tá indo um pouco diferente do que eu pensava: era claro que a gente ia chegar num momento em que essa amizade ia se romper. Porque o Akira é uma pessoa muito diferente do Ryo. E, principalmente, nesse momento… O Akira sempre foi um menino chorão, menino delicado, menino sensível, menino que não conseguia fazer nada sozinho e tal. Esses sentimentos nele sempre foram alimentados: primeiro pelo Ryo, depois provavelmente pela família da Miki, porque com o falecimento dos pais do Akira e tal, não sei o que tem. Então, sempre teve a síndrome do tadinho. E a pessoa, quando ela tá na ponta dessa síndrome do tadinho, demora pra ela criar uma autoagência, ela se virar por si própria e tudo mais e tal.
E, pra quem quer se aproveitar, nossa, é um prato cheíssimo. Só que, nesse momento, a partir do momento que o Amon tá no corpo da Akira, ele ganhou muitas coisas que ele não enxergava que tinha antes. Ele é poderoso, ele é desembaraçado, as próprias características de personalidade dele mudam. Esse momento de ruptura, ele ia vir em algum momento. O que me surpreendeu foi o quão cedo ele aconteceu. Claro que eu não sei o que acontece em seguida. Não sei se essa é uma ruptura meio que pra sempre e a partir de agora eles são inimigos, ou se o Ryo vai dar o braço a torcer e vai falar: tá bom, vai, a Miki eu não mato, porque ela é tua amiga, porque você gosta dela, porque você considera ela uma irmã, então ela eu não vou mexer.
Mas qualquer outra pessoa que souber do nosso segredo, eu vou passar a faca, hein? Então, é a cara do Ryo fazer isso. Inclusive, de previsão pros próximos episódios, eu acredito que seja isso que vai acontecer. O Ryo fala: não, tá bom, vai. Nessa você ganhou, a Miki eu não mexo. Mas, óbvio, que uma das coisas que o Ryo vai tentar fazer, a qualquer momento que ele puder, é matar a porra da Miki. A partir do momento em que ela sabe que o Akira é o Devilman.
Finalizando esse episódio - porque eu falei bastante, socorro, eu tô tentando fazer os Minha Primeira Vez mais curtos, pra que seja fácil do pessoal entrar, ouvir e tal, não tenha muito atrito na hora de dar o primeiro play, porque afinal de contas todo o episódio é o primeiro episódio de alguém. Mas tem episódio que eu gosto de desenvolver um pouco mais e tal.
E eu espero que vocês ursem comigo. Estou muito interessado pra onde essa história vai. E, obviamente, quero muito que chegue, enfim, um momento de: meu, por que o Ryo tá fazendo o que ele tá fazendo? Quais são as coisas que impelem esse moleque pra frente? Por que, basicamente, ele guiou o Amon pra dentro do Akira? Sabe, são várias questões. E também, claro, toda a rede dos demônios, qual é a da Bela Silene, todas essas coisas também, eu tô bem interessado em saber. Então, mais um banger de episódio dessa série tão boa. E é isso, eu espero que vocês tenham gostado demais desse episódio do Minha Primeira Vez. Eu sempre falo isso, eu vou repetir, porque, meu, isso é uma coisa, gente,
que eu vou pesar um pouco mais a mão aqui dessa vez, porque eu acho que é interessante de ser falado: a internet hoje em dia, ela tende a ser um lugar um tanto quanto tóxico. Porque o que nos deixa bravo, a gente fala: não é possível que isso está acontecendo. E passa para frente. E aí mais e mais pessoas vão se revoltar com aquilo, e cada vez mais isso viraliza, isso chega em mais pessoas, isso acaba com o dia de mais gente. Então, quando eu falo: pô, apresenta o podcast para pessoas que possivelmente possam curtir o conteúdo, é para a gente ir no contrário disso. Poxa, eu tenho um amigo que também curte mangá, que também curte desenho, que também curte algumas recomendações de jogo. Pô, vou apresentar esse programa que eu gosto pra ele. Porque, dessa forma, a gente garante a continuidade do projeto. Porque, se chegar um ponto
em que eu virar e falar: putz, tô tendo um trampo, a nossa querida Ana tá tendo um trampo, e isso não tá chegando em pessoas o suficiente, a tendência é que esse tipo de projeto acabe. Então, pra que pelo menos a gente possa pagar as contas, pagar a servidor, pagar a edição e todas essas coisas e poder desenvolver cada vez mais conteúdo pra vocês, é sim muito importante que vocês passem o projeto pra frente, tá? Se vocês quiserem dar um feedback sobre o podcast, em todas as redes eu sou Caio Corraini, uso principalmente o Bluesky, mas vocês podem me encontrar em todos os outros lugares. Lembrando que o Minha Primeira Vez é um original Maremoto, que é a minha empresa. Então, se você quiser o envolvimento da nossa equipe fantástica no seu projeto, manda um oi pra gente pelo contato@maremo.to.
A edição, como sempre, é da querida Ana Mariquito. Um grande abraço, sejam bons uns com os outros e tchau, seus lindos.
Esse podcast foi produzido pela Maremoto.
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