Unfamiliar Ceilings
Previ um episódio de porradaria e eu estava certo! Ok, só metade certo.
O Shinji toma um cacete logo no começo e, xablau, acorda no hospital. A luta que eu aguardava só volta nos últimos minutos e valeu a espera.
No meio disso o anime faz uma coisa que nem passa pela nossa cabeça na maior parte do tempo: o orçamento de manter uma brincadeira dessas. Tem gente numa reunião cobrando o pai do Shinji pelo dinheiro que o robô destruído vai custar. Anime de Excel, quando vem?
Primeira vez por aqui? Como o programa e esta temporada funcionam
Neste programa eu encaro uma obra pela primeira vez e capturo todas as minhas reações e sentimentos ao vivo. Pode ser filme, série, jogo, livro, quadrinho e o que mais der pra encapsular em áudio.
Eu nunca tinha visto Evangelion. Daí resolvi que a primeira vez ia ser gravada.
Assisto um episódio e gravo na sequência. Sem roteiro, sem pesquisa e sem voltar atrás pra consertar palpite furado - e tem muito palpite furado aqui.
Acompanhe a série pelos olhos do ineditismo. Seja ao meu lado ou rindo da minha cara.
Ler a transcrição 3.121 palavras
Editada para leitura: saíram as repetições, os vícios de linguagem e os falsos começos. Nenhuma palavra foi trocada nem acrescentada.
Olá, Personas! Meu nome é Caio Corraini e estamos todos com a cabeça no teto depois do que acontece no final desse episódio. Mas tá começando o Minha Primeira Vez: hoje a gente vai discutir o episódio número 2 de Evangelion, Unfamiliar Ceilings.
Na parte de expectativas que eu tinha mencionado no último episódio, eu tava certo ao mesmo tempo errado, e eu gostei bastante dessa quebra de expectativa que ele teve. Eu acreditei que ia ser um episódio de ranca-rabo, de porradaria, teve isso, só que na verdade o Shinji toma um cacete logo no começo e aí, pum, corta pra ele no hospital. Isso eu achei muito bacana, porque tá aí a criatividade de se contar uma história com um ritmo completamente diferente
do que a gente tá esperando.
O que me chamou atenção no começo é que estabelece que o Shinji tem alguns controles: a perna dele tá dentro de um dispositivo, ele tem controles nas mãos. Começa o episódio as pessoas falando pra ele “Shinji, se foca em andar, só começa a andar”, ele vai, dá uns passos e todo mundo “ê, foda, animal”. Ele toma um trupicaço, cai de cara no chão, e aí o anjo olha aquilo e fala “é a minha deixa”. Abriu aqui o prompt do meu Quick Time Event. Ele desce o cacete no Eva do Shinji.
Estabelece também outras regras: quando o anjo tá tentando arrancar o braço do Eva, o Shinji tá com o braço doendo pra caralho. E nesse diálogo entre controle e o Shinji, eles falam
“Shinji, a dor não é real”, só o Eva que tá sendo danificado. Só que o Shinji não sabe disso, então tá doendo nele. Uma das coisas que eu tinha trazido no último episódio realmente acontece: ele se machuca quando o Eva tá sendo machucado.
E a hora que o anjo joga ele num prédio e começa pá, pá, no olho do Eva, eu falei “esse moleque vai morrer no primeiro episódio, o resto vai ser tudo um sonho”. Foi muito legal. Aqui é um corte muito bonito: quando o anjo consegue perfurar a cabeça do Eva, pá, corta pro Shinji acordando no hospital. É muito legal, porque o título do episódio, Unfamiliar Ceilings, sempre tem esses takes do Shinji olhando pro teto. E isso é uma coisa muito interessante, porque quando a gente tá num lugar
esquisito, um lugar que a gente não reconhece, um lugar que a gente ainda não tá acostumado, quando a gente deita pra dormir a gente fica olhando pro teto. Cada teto tem uma característica. É claro que são poucos detalhes, mas o teto, o lugar exatamente à frente do assento da privada, são lugares da casa que a gente tende a prestar muita atenção. Obviamente que hoje em dia com celular não tem muito isso, mas são lugares que a gente ficava ali aqueles momentos de microtédio prestando atenção. Esse tem foco nos tetos, eu acho muito legal.
Outra coisa interessante é que depois que eles estabelecem que o Shinji tá no hospital, ele aparentemente tá saudável, ele não tem nenhum machucado no corpo, mas eles mostram
que o Eva tá meio despedaçado. Pegam parte do capacete do Eva, levantando com guindaste, e cortam pra uma reunião, um corpo de diretores, um comitê que não sei se da NERV, mas com contato com a NERV, com o seu Ikari, que é o pai do Shinji. E eles cobrando, o Ikari falando “você tá gastando muita grana, você botou a porra do teu filho no robô e danificou o robô”.
Falando de orçamento. É um lado desse estilo de anime, de batalha de robô gigante, que geralmente você não vê tanto, ou pelo menos eu na minha experiência com esse tipo de anime nunca vi, porque eles estão falando do orçamento, da grana que custa financiar esse projeto. E também
ao mesmo tempo tá rolando aquele comentário da Misato sobre como a NERV tá controlando a informação, de que ela tá desinformando as pessoas com o que tá sendo transmitido nos canais de televisão, pra as pessoas não entrarem em pânico ou não saberem diretamente da verdade. Vai mostrando mais alguns aspectos de como essa realidade deles afeta o dia a dia das pessoas, afeta a questão de grana, a questão de informação, jornalismo.
Mas é interessante ver o quanto o Shinji tá sequelado. Ele tá meio catatônico ali no hospital nesse começo. E, de novo, eles focam bastante nesse lance de construção, de como os processos são demorados e pesados e trabalhosos.
Coisas muito grandes sendo içadas e puxadas, e muita gente nessa operação. Que nem eu falei no episódio anterior, eles estabelecem uma grandeza de tudo que está envolvido nessa coisa. E eu acho isso muito legal, porque ajuda a gente a encarar com mais respeito a grandiosidade dos anjos e dos Evas. Eu vou parar de ter que usar robô, porque o que aconteceu no final do episódio… mas a gente vai chegar lá.
Ainda no hospital tem uma cena tão pequena, tão curta, mas tão poderosa: quando tá ele e a Misato no elevador, a porta abre, eles dão de cara com o pai dele. Dá pra pesar muita coisa ali, porque você vê aquela feição, pelo menos com o que a gente tem agora
de informação, de desaprovação do pai dele. Uma feição dura, uma feição com nenhum pingo de afeto, respeito pelo filho. O Shinji olhando com aquela cara de surpreso, se apequenando diante do pai, até que ele desvia o olhar e a porta fecha. Puta que pariu, bicho, são boas cenas. Tão de parabéns aí os japoneses.
Depois disso tem toda a questão de onde que o Shinji vai morar, onde que esse moleque vai ficar, essa questão de que ele e o pai não vão morar juntos e que isso é um normal pra eles. Então a Misato se responsabiliza pelo menino, ela fala “não, vai morar comigo”. E enquanto ela tá levando ele pra fazer compras, comprar comida, comprar muita cerveja, tem mais alguns detalhes sobre como é a realidade
dessa cidade, de Neo Tokyo 3. Algumas pessoas no mercadinho discutindo sobre se elas vão sair dali ou não, toda essa questão da cidade ser uma fortaleza. Ela leva ele pra um lugar que eles assistem vários prédios subindo do subsolo, então eu acredito que sejam prédios reforçados, pra servir também como defesa. O que é meio esquisito, porque geralmente quando você para pra pensar em defesa você pensa em cercas, você pensa em escudos. Subiram os prédios, quase como se os prédios também fossem equipados pra talvez aguentar essas batalhas entre os Evas e os Anjos. Talvez os Anjos sempre apareçam nessa cidade. Várias outras dúvidas que estão aparecendo na minha cabeça.
Mas, enfim, a Misato leva ele pra casa, pro chiqueiro que ela mora. Pelo amor de Deus, tem
lixo por tudo quanto é canto. Se ela recicla todas as latas de cerveja que ela tem em casa, ela ganha o suficiente pra apagar a luz por três meses. Tem um monte de lata de cerveja na casa dela, aquela zona, aquele chiqueiro.
Enquanto eles estão na casa tem ali os seus momentos de comédia, os seus momentos mais light. Tem uns takes nos peitos e na raba da Misato que a gente só olha e pensa “ê, Japão”. Pessoalmente isso não me incomoda tanto, não vou ser hipócrita aqui: eu leio e consumo muita coisa com fanservice, então isso não me incomoda, não vai me fazer perder respeito pela obra nem nada disso. Eu só fico um pouco triste porque isso pode sim atrapalhar a experiência de algumas pessoas que vão olhar aquilo e rolar
os olhos até a nuca e deixar de aproveitar um anime que talvez as pessoas gostariam. Mas eu não tenho problema com isso. Talvez sim, por toda uma questão de homem, hétero, cis, mas eu tô sendo sincero aqui, isso não me incomoda.
Como eu tava dizendo, tem alguns momentos mais leves, alguns momentos mais engraçados, do Pen Pen, que o moleque sai pelado com um pinguim, porque é claro que tem um pinguim, tem que ter alguma coisa pra virar bichinho de pelúcia nessas porra. Mas é engraçado porque eles fazem uma transição dessa parte mais leve pra logo toda uma discussão sobre a vida dessas crianças e a maneira de enxergar esses jovens como ferramentas, sobre a responsabilização delas
sobre o futuro da humanidade, o que é pesadíssimo. Então o anime não se desvia disso, ele traz isso.
Tem a discussão da Ritsuko com o pai do Shinji sobre a condição da saúde da Rei. E o pai do Shinji lida com a situação de “ah, não, ela vai estar operante daqui 20 dias”. Como se ela fosse realmente uma ferramenta. Então rola essa questão de a gente não se importa com os sentimentos, com as emoções dessas crianças, porque afinal de contas são seres humanos.
Eu sinto que tem chão pra caralho pra onde isso crescer, pra onde isso se aprofundar, e isso é uma das coisas que mais tá me dando expectativa. Que mensagem eles vão querer passar no final? De que os fins justificam os meios? De que não? Porque isso é um pouco ambíguo dentro
de mim mesmo. Eu fico pensando “caralho, isso é extremamente injusto com a porra dessas crianças”, mas se fosse pra garantir o futuro da fucking humanidade eu fico em cima do muro. Se pra salvar a humanidade a gente tem que acabar com a juventude, a vida de poucas pessoas, vem um pouco daquela ambiguidade de sacrificar uns poucos pelo um bem maior. Só que quando você para pra pensar, isso é horrível. É horrível ter que pensar nessas coisas, ter que lidar com esse tipo de sentimento de “ok, será que eu tenho essa opinião porque não sou eu?”. Porque se eu tivesse que ser ferrado dessa maneira pra salvar a humanidade eu não sei se eu ia estar feliz. Eu ia talvez falar pau no cu
de todo mundo e tentar eu mesmo destruir a porra da humanidade. Rola um pouco dessas discussões dentro da minha própria cabeça, e é interessante. Eu tô muito curioso pra ver se o anime vai se posicionar, se ele vai ter uma moral final falando “a gente acredita que sim, essas crianças tem que se fuder pra salvar a galera”, ou não, “a humanidade não tem o direito de obrigar essas crianças a fazer esse trabalho sujo”, ou ele vai ficar em cima do muro e falar “se vira aí, pensa o que você quiser pensar”. É uma discussão bacana, que eu sinto que pode sim ser bem aprofundada daqui pra frente.
De novo, enquanto ele tá lá na casa da Misato, agora a casa dele, tem esses takes dele olhando pro teto, dele tentando se acostumar, dele se sentindo estranho. E, de novo, eu gosto muito da maneira com que eles fazem isso.
E lá no final do episódio, nos últimos minutos, aí sim eles voltam pro ranca-rabo. E foi, pra mim, uma surpresa. Porque eu já tava em paz com a possibilidade deles terminarem o episódio e não mostrarem como o anjo realmente foi repelido: o Shinji apagou, a gente apagou também, segue o jogo. Se a gente tá levando em relação que o nosso ponto de vista é o ponto de vista do Shinji, de uma pessoa confusa e ainda sem saber qual que é o próprio lugar. E talvez ele iria saber apenas pela conversa que ele teve com a Misato, que a Misato fala “bom trabalho, continua assim”. Se fosse só isso, eu já estaria ok: ele de algum jeito resolveu esse problema e a gente vai
saber pela boca de terceiros depois. Mas não: o anime volta, e de um jeito muito gratificante, mostra a porra do ranca-rabo.
E quando volta tem uns takes que a vontade é dar uns prints ali pra virar wallpaper. Porque quando volta pro confronto, quando o anjo fere o crânio do Eva, ele perfura o crânio do Eva, tem uma cena lateral que o Eva sangra, ele tem aqueles jatos de vermelho dos dois lados da cabeça. Aquilo é lindo, cara, lindo demais. É muito animal.
E é engraçado porque o centro de controle tá tentando ejetar o Shinji de todo jeito, porque o moleque
pode tá morto, eles perderam os sinais vitais. Eles tentam ejetar o guri, mas eles perdem completamente o contato com o Eva. E nisso é interessante ver que pra mim ficou um pouco ambíguo se o Shinji de maneira não intencional tomou controle do robô - de novo, robô é o caralho - ou se o Eva organicamente, pra tentar manter o menino seguro, foi pra cima do anjo. Então pra mim ficou um pouco ambíguo. Eu tô mais pro lado de é a forma orgânica do Eva que falou “foda-se, é isso aí, eu vou ter que ir pra cima do bicho porque o moleque tá apagado aqui dentro”.
Uma coisa que é interessante na batalha do
Eva com o anjo é que é uma batalha feia. Não feia de mal animada, nem nada disso: extremamente bem animada. Mas é feio: é real. Não tem movimentos graciosos: o Eva vai pra cima do anjo e ele começa a arrancar a coisa do anjo, pegar pedaço dele e rasgar. E você vê o anjo sendo machucado. É feio, é cru.
Isso também me pegou desprevenido, porque coisa de robô gigante geralmente tem um negócio, eu tenho talvez uma visão um pouco fantasiosa, levando em consideração uns Power Rangers, que é um golpe final que é uma bazuca, ou é um super
corte de espada que o monstro só explode no fundo. Tem um negócio meio gracioso nesse tipo de coisa. Enquanto o Eva não. O Evangelion tá rasgando o bicho, tem hora que ele pega uma espécie de chifre e começa a bater naquela porra daquele, é como se fosse um olho, ou uma carapaça, começa a bater pra “não, eu vou te fuder”. É muito legal isso.
Acaba que o anjo viu que ele ia morrer e ele se autodestrói. E uma coisa que eu esqueci de falar no episódio anterior, e que é outra coisa que eu tô curioso, que eu não sei se vai ser só simbólico ou se eles vão explorar isso de uma maneira um pouco mais concreta, é que todo o golpe do anjo, a
explosão é em formato de cruz. Quando o anjo envolve o Eva e ele explode, aquela explosão no final tem um formato de cruz. O que é bem interessante se a gente for levando em consideração a representação cristã dos anjos. É uma coisa que eu estou muito curioso.
E no final é o que a minha cabeça foi pro teto: essa questão do Eva ser orgânico, de ter uma parte orgânica ali. Tanto que tem aquele momento em que o olho do Eva e o do Shinji se encontram e o moleque grita pra caralho. Eu não tava esperando por aquilo de maneira nenhuma! Pra mim era um robô, ponto final. Então agora eu tô muito confuso, peraí,
como é que ele é inserido no entre aspas “robô”? Porque quando ele explode você pensa “ah, esse é o aspecto verdadeiro do Eva”, e eu, what the fuck, essa porra? Tem um bicho debaixo do Eva?
Eu tô muito confuso, cara. Eu tô muito confuso. O que é bom, porque tá me deixando impelido. E essa confusão é uma confusão boa, porque eu espero que tenha respostas. Claro que a gente ainda tá super no começo do anime, então é por isso que eu tô tão animado: porque a confusão ela é boa até virar uma confusão Lost, que tem tanta coisa que você tá confuso, tanta coisa que você quer resposta,
que você nunca vai sair satisfeito. Então, pelo fato de eu estar tão no começo do anime, eu enxergo esse tipo de questionamento, vários que eu levantei durante esse episódio, com a possibilidade de ter respostas. Mas eu talvez tenha que começar já um tratamento ali de expectativa, de talvez muitas dessas coisas não vão ter resposta e tudo bem. Então eu tô nesse momento aqui de WTF, ao mesmo tempo que “eu quero saber que porra é essa”, ao mesmo tempo que não sei se vão responder.
Falando em expectativa, chegamos num momento no podcast em que eu tento prever como vai ser o episódio seguinte. Então vamos lá.
Nesse episódio estabeleceram que o Eva se controlou, ou o Shinji controlou de alguma maneira, e derrotou o Anjo. Mas o Eva tá destruído, ele precisa ser reconstruído. Eles botam ênfase nisso, eles mostram a parte da cabeça toda cheia de ranhuras, toda destroçada ali no chão. Então na minha cabeça o Eva precisa de reparos, e eu sinto que talvez o próximo episódio vai ser um episódio mais de como a NERV funciona. Talvez seja um episódio pra estabelecer isso: como a NERV funciona, quais são os outros pilotos? É o Shinji, é a
Rei. Na abertura do porra do anime tem a moça ruiva, então tem que aparecer essa moça também. Tem outros pilotos? As pessoas podem treinar pra ser piloto? Tem um curso pra ser piloto? Como que são escolhidos esses pilotos?
Então a minha expectativa é que o próximo episódio me dê um pouco mais de como a NERV como instituição funciona. E talvez também alguma coisa falando mais sobre a última invasão, porque no começo do episódio eles falam “a última invasão foi há 15 anos atrás”. E o Shinji, pelo que eu tenho uma memória horrorosa, mas o Shinji tem 15 anos. Então várias coisinhas aí, tá meio esquisito, tá meio confuso.
Minhas considerações finais. Mais um episódio que eu gostei, mais um episódio que me deu umas rasteiras, que me deixou “opa, eita, não tava esperando isso, não tava esperando aquilo”. Então gostei, mais um episódio que eu saio muito positivo e muito curioso.
Só não vou assistir agora finalizando essa gravação porque já tá tarde, já é bem tarde quando eu tô gravando esse episódio. Então eu tenho que segurar a minha onda, porque eu quero sempre assistir os episódios quando eu tiver bem acordado, bem ativo, pra poder realmente prestar atenção em tudo. Porque não é só um anime de lutinha. Então eu preciso estar ligado no que tá acontecendo.
É isso, eu espero que vocês tenham gostado, que vocês tenham se divertido tanto quanto eu nesse episódio. Se vocês quiserem dar um feedback sobre o podcast, em todas as redes sociais eu sou o Caio Corraini,
um grande abraço e tchau, seus lindos!
Esse podcast foi produzido pela Maremoto.
Casa do Corra