Rain After Running Away
O Shinji foge e o anime tem a paciência de mostrar isso do jeito certo: ele sentado no mesmo lugar do trem enquanto as pessoas entram, sentam e vão embora em volta dele. Um ciclo inteiro. Ele não fugiu pra lugar nenhum, ele só não queria mais estar ali.
Eu também já tentei fugir de casa umas vezes, sem plano nenhum, então esse episódio me pegou.
E aqui apareceram os primeiros feels. Não vou dizer qual é a cena, mas rolou uma tremidinha no beiço - eu sou uma manteiga derretidaça.
Primeira vez por aqui? Como o programa e esta temporada funcionam
Neste programa eu encaro uma obra pela primeira vez e capturo todas as minhas reações e sentimentos ao vivo. Pode ser filme, série, jogo, livro, quadrinho e o que mais der pra encapsular em áudio.
Eu nunca tinha visto Evangelion. Daí resolvi que a primeira vez ia ser gravada.
Assisto um episódio e gravo na sequência. Sem roteiro, sem pesquisa e sem voltar atrás pra consertar palpite furado - e tem muito palpite furado aqui.
Acompanhe a série pelos olhos do ineditismo. Seja ao meu lado ou rindo da minha cara.
Ler a transcrição 3.759 palavras
Editada para leitura: saíram as repetições, os vícios de linguagem e os falsos começos. Nenhuma palavra foi trocada nem acrescentada.
Olá, Personas! Meu nome é Caio Corraini e estamos todos perdendo o trem, porque tá começando o Minha Primeira Vez. Hoje nós vamos discutir o episódio número 4 de Evangelion, Rain After Running Away.
Foi o primeiro episódio que veio um pouco de feels, veio um pouco de sentimento. Acabei de assistir, tô gravando logo depois, eu ainda tô um pouquinho abalado. Nada de muito grave aconteceu, mas é interessante ver pra onde que ele tá levando gradativamente o relacionamento entre os personagens.
Vamos lá falando sobre o que aconteceu no episódio de hoje. Só lembrando: eu falo sobre os acontecimentos pra já linkar o meu pensamento sobre eles, e também pra que as pessoas que estão querendo ouvir o programa mas não assistiram o anime recentemente
também lembrem desses acontecimentos e consigam aproveitar essa discussão junto.
Ele começa mostrando a Misato chamando o Shinji no quarto dele, falando que o guri tá perdendo vários dias de escola, já foi cinco dias que ele matou a aula. Ela também nesse diálogo estabelece que o Eva já tá arrumado, então leva pouco tempo pra eles fazerem a manutenção no Evangelion. Ela fala “o Evangelion já tá pronto, você precisa treinar novamente, entrar no robô”.
Mas o Shinji fugiu. O que é bem normal: eu acho que todo mundo que foi novo, que já teve atritos dentro de casa ou em relações sociais, já teve esse sentimento de querer fugir, de querer ir embora, de querer resolver aquela situação não estando mais próximo à situação. Isso é uma coisa muito comum, pelo menos pra mim foi. Eu já quis, já tentei fugir de casa várias vezes quando eu era novo.
Nessa que a Misato ainda tá processando essa informação de que ele foi embora, o Aida e o Suzuhara vão até a casa do Shinji. O Aida é aquele nerdinho meio maluco por coisas militares, ele é muito ligado em tecnologia e também o fascínio dele pelos Evangelions e pelos embates.
E o Suzuhara é o que sentou-lhe o socão na cara do Shinji, porque a irmã dele foi machucada no primeiro combate dele com o anjo. Os dois vão procurar o Shinji em casa, e rola aquele desencontro em que a Misato acha que é o Shinji. Então é interessante para a gente já ver um início de um núcleo de pessoas que se importa com ele.
Nisso corta para o Shinji dentro do trem. É uma cena muito legal, e é uma cena que é utilizada várias vezes por vários diretores pra mostrar a passagem do tempo, dar aquele peso de distância. Porque o Shinji tá no trem exatamente do mesmo jeito, ouvindo o fone de ouvido dele, e a gente vai vendo pessoas entrando, pessoas se sentando, aos poucos as pessoas indo embora. Gradativamente, com a passagem do tempo, menos pessoas dentro do trem.
Uma coisa interessante é que o trem esvazia em um determinado momento e outras pessoas entram, então é como se o Shinji tivesse ficado tanto tempo que ele passou um ciclo inteiro dessas idas e vindas do trem. Ele realmente não tem pra onde ir, ele não sabe o que ele vai fazer. Ele não fugiu com um objetivo, “vou fugir para ir para tal lugar”. Ele só não queria mais estar nessa situação e simplesmente saiu. E sair sem um plano também foi muito comum pra mim.
Depois disso o trem chega numa estação final, ele não pode mais ficar dentro do trem, ele sai. Ele vai pra um cinema que aparentemente tá passando uma dramatização de uma crise da humanidade - talvez seja o segundo impacto, um filme sobre o segundo impacto, de acordo com o diálogo. E o Shinji tá apático, tá com aqueles olhos sem cor.
Uma coisa interessante é que tem um casal no cinema se pegando, e quando o Shinji olha pra esse casal, ele meio que volta a cor, volta o brilho no olhar dele. O que demonstra que ele tem um mínimo de interesse ou nessa relação interpessoal, ou nessa questão de: mano, ele é um adolescente e ele sente tesão. Ver aquele casal se pegando chama a atenção dele, reaviva algo nele. O que é legal, porque
mostra pra gente que sim, o moleque tá cheio de nóia, tem os vários problemas, mas ele responde a essas coisas mais humanas, esses impulsos mais básicos do ser humano. Claro que tem muita gente que não tem esse tipo de impulso, é assexuado e não tem interesse nenhum em relação entre pessoas. Mas no caso do Shinji ele é ativado por isso, há um interesse ali.
Corta pra uma cena da Misato conversando com a Mitsuko, e ali elas duas estabelecem que o Shinji tem 14 anos. Na verdade eu achei que ele tinha 15, por conta da última aparição do último anjo, e eu tava errado: ele tem 14. E que apenas crianças dessa idade podem pilotar os Evangelions. Isso é finalmente estabelecido, nenhum outro tipo de detalhe é oferecido, mas ok: a gente tem mais uma regra desse universo, apenas crianças de 14 anos podem pilotar o Evangelion.
E eu espero muito que eles se aprofundem nessas regras num futuro, porque quando a gente para pra pensar num sentido lógico, eu acho que crianças seriam os piores soldados numa batalha. Obviamente que tem o lado de jovem em formação: com o treinamento certo, com o acompanhamento certo, claro que uma pessoa jovem é muito mais maleável a ser direcionada mentalmente. Por isso que o exército pega só jovens de 18 anos, porque a gente ainda tá naquele momento de desenvolvimento de personalidade, desenvolvimento da gente como pessoa, e é um bom momento pra você direcionar a personalidade desse jovem pra “o seu objetivo é salvar o mundo, proteger sua
pátria”.
Não tô aqui colocando se é bom ou ruim. Pessoalmente eu acho que é complicado, todo esse lance de pensamentos patrióticos muito esquisito na minha cabeça. Mas obviamente que em um mundo bélico há sim a necessidade de exércitos e todas essas coisas. De novo, mais um daqueles assuntos em que eu fico meio “o que eu penso sobre isso? Eu não sei exatamente”.
Mas é interessante ver que no universo de Evangelion é estabelecido que só crianças de 14 anos podem pilotar os robôs. Robôs slash humano gigante slash sei lá, cara, eu ainda tô muito ruim com isso.
E é interessante que nessa conversa da Misato e da Mitsuko tem o flashback de
um diálogo da Misato com ele em que o Shinji tá reagindo de uma maneira meio estranha. Ele tá estranhamente convencido, porque ela tá brigando com ele por ter desobedecido as ordens dela, e ele tá meio que “a gente ganhou, whatever, eu não liguei pro que você me disse”. O que é completamente diferente do comportamento normal do Shinji.
E logo depois a gente vê que ele tá utilizando esse tipo de comportamento como uma defesa. Porque o Shinji não é assim. Ele pode se tornar assim com o tempo, ele pode se desenvolver e no final ele pode sim ter esse sentimento de “eu sou o Chosen One, eu tô aqui pra salvar a Terra, a Terra não é nada sem mim”. Só que nesse momento o Shinji não é isso, o Shinji é quase o contrário disso.
Ele está aqui obrigado a fazer isso, ele está aqui contra a vontade dele, toda essa situação é injusta com ele. E a própria Misato percebe isso, percebe que é basicamente um sistema de defesa entre o que o Shinji de verdade gostaria de estar colocando na mesa nessa situação.
Nisso a gente volta pro Shinji e ele encontra o Aida na cagada, no meio de um campo de trigo. Como que é o nome daquilo? Quando você vai pro mato? Eu nunca entendi isso, nunca vou entender. Você vai acampar. Aparentemente é o que o Aida tá fazendo, de um lugar meio longe da cidade. Ele encontra com o Aida, claro que super cagada, mas a gente precisa desenvolver mais os personagens e precisa fazer essa história andar. Ele e o Aida
conversam sobre as coisas, e é interessante a gente ver um pouco mais do desenvolvimento do Aida como personagem. Afinal de contas a gente consegue perceber melhor que ele sente uma pseudo inveja do Shinji, porque ele mora com uma mulher linda, que é a Misato, e também ele tem a sorte de pilotar um Evangelion. A gente vê realmente que rola um pouco desse complexo de a grama do vizinho é sempre mais verde do que a minha. É interessante ver pontos de vista diferentes, aquele negócio de que o lixo de uma pessoa pode ser o luxo pra outra.
E também rola uma coisa interessante: o Aida fala “eu não tenho mãe igual você”. E é interessante porque eles simplesmente seguem com a cena, e eu fiquei com isso. Como é que ele sabe disso? Como é que ele tem acesso a esse tipo de informação? Talvez o Aida consiga ter hackeado alguma coisa,
ter acesso a alguns documentos, pra saber que o Shinji não tem mãe. Até aquele momento a gente também supõe que o Shinji não tem mãe, porque ela não aparece em nenhum momento, mas não estava estabelecida. É mais um ponto de interrogação que sobe nessa cabeça.
Eles passam a noite juntos numa barraca, mas aí o departamento de inteligência da NERV vem pra levar o guri de volta. Porque afinal de contas ele meio que é empregado dessa instituição, e ele precisa voltar, ele tem as obrigações dele como funcionário, como protetor da humanidade agora. Ele tá numa sala e a Misato vem discutir com ele, e ele ainda tá com aquele discurso automático de “eu não quero isso,
mas não é justo deixar esse peso todo nas costas da Rei, e é injusto com você, Misato, é injusto com a Mitsuko”.
Só que a Misato tá putaça, porque ela se importa com o Shinji e ela sabe que esse tipo de atitude vai destruir o moleque. Ela demonstra que ela gostaria que ele fizesse as próprias escolhas dele de acordo com o que ele quer, que ele não deixasse que outras pessoas guiassem a vida dele dessa maneira. Que “ok, você vai pilotar a porra do Eva, é isso que você vai fazer, legal, então eu quero que essa seja uma escolha sua”. E até aquele momento não: isso é só uma desgraça na vida do menino.
A gente vê também o conflito da Misato, de que ela tem a ambiguidade ali: ela sabe da importância de ter o Shinji
como piloto - afinal de contas eles tem só a Rei - mas ao mesmo tempo ela não quer que ele esteja ali contra a vontade dele. E também há um pouco sim de irritação pela fraqueza do Shinji.
Eu consigo muito entender isso, eu consigo me simpatizar com ela. Porque também já tive algumas oportunidades na minha vida em que eu tava próximo de pessoas que você tentava empurrar e ela não ia, não ia, não ia. É complicado, porque tem aquela dualidade de “ok, a pessoa precisa agir por si própria”, ao mesmo tempo em que “puta que pariu, eu não aguento mais essa pessoa não fazendo nada”.
Rola um pouco dessa questão também na Misato, tanto que ela fica putaça e fala “então você não quer ficar aqui, eu não vou deixar você ficar aqui com essa má vontade do caralho, e tchau”. E aí, entre aspas, o Shinji
se demite. Aparece a carteirinha dele da NERV, demitido.
E quando ele tá sendo acompanhado por pessoas da NERV até o trem que vai levá-lo embora, ele tem um encontro novamente com os dois amigos dele, com o Aida e o Suzuhara, em que o Suzuhara pede que o Shinji bata nele. Porque o Suzuhara tá se sentindo extremamente culpado ainda por ter batido no Shinji.
É interessante a maneira com que a gente vê um pouco de construção desse núcleo que se importa com o Shinji como pessoa, e o quão sinceros são esses meninos. O Aida eu ainda tô um pouco em cima do muro, porque não dá pra saber exatamente quais são as motivações dele, se ele é exatamente só esse guri que é fascinado pelos
Evangelions e pelo combate. Tanto que tem aquela parte que ele tá encenando, ele tá brincando de faz de conta no meio daquele campo, e é uma situação de combate.
E isso é normal, eu acredito que faz parte da vida de toda criança. É bizarro como isso tá dentro da gente como ser humano, sempre essas brincadeiras de batalha, de encenação de guerra, próprios videogames. Eu pelo menos adoro jogo que eu tô matando geral, batendo em todo mundo. É interessante ver como o combate tem um pouco desse sentimento de fascínio sobre a gente.
Eu ainda enxergo o Aida como uma pessoa um pouco mais profundo do que eles tão mostrando, eu tô um pouco curioso com ele. Mas o Suzuhara parece ser um menino muito simples e muito sincero, e isso não faz dele um personagem ruim: faz dele um ótimo personagem de apoio. Porque ele mal conhece o Shinji, mas o pouco que ele conhece
ele viu que ele tava sendo injusto. Ele sentiu esse peso, essa culpa, e a maneira com que ele encontrou de tentar fazer com que a consciência dele ficasse um pouco mais leve é pedindo que o Shinji bata nele. Como se isso fosse acertar as coisas, como se isso fosse o suficiente pra deixar as coisas em pé de igualdade entre os dois.
E esse tipo de relação entre meninos eu acho que também é uma coisa bem comum. Na época da escola você briga com um colega, às vezes até chega de fato dos dois saírem no soco, passa um tempo depois, pede-se desculpa e a vida continua numa boa. Foi bacana ver isso também.
E é foda, porque durante todo esse diálogo a gente vê que de um lado vem um peso meio que
indireto - e não necessariamente era essa a intenção. Vem um peso por parte dos amigos dele de “é uma pena que você tá indo embora, porque daqui a pouco a gente vai ter que sair da cidade também, não vai ter mais ninguém pra proteger a cidade e a gente vai ter que se mudar, senão todo mundo morre”. Obviamente o objetivo não é jogar isso na cara do Shinji, como se fosse “seu bosta, você tá indo embora e tá fudendo com a gente por causa disso”. Não tem esse peso, mas vem esse peso indiretamente.
E também tem o lado do Shinji, de que ele se sente um fraco, ele se sente muito diminuído porque ele é um covarde, porque ele não consegue assumir essa responsabilidade que aparentemente poucas pessoas têm. Porque afinal de contas, a gente tem estabelecido no anime até agora, é só ele e a Rei. Então ele se sente
extremamente culpado, extremamente fraco por não poder assumir esse papel. Por não poder bater no peito e falar “é comigo, vamos nós”. deixa vomigo, toca po pai.
É claro que eu tô me deixando levar pelos memes e pelo conhecimento de osmose que eu tenho com a série, mas até o momento eu tô putaço do quanto as pessoas são injustas com o Shinji. Talvez com o desenvolvimento da série ele vá se tornar um escroto, ele vai ser um babaca. E eu até tô esperando que isso aconteça, porque afinal de contas faria do personagem um personagem mais interessante. Mas até o momento eu tô super do lado dele, 100% do lado dele. Mano, é injusto fazer isso com uma criança. É injusto a gente colocar tanto peso nas costas de uma criança do nada.
E eu me colocando
na situação dele, eu não sei se eu iria fugir também. Isso é uma coisa bem comum: quando você é criança e algo dá errado, você acha que a sua vida vai acabar. Quando você tira uma nota ruim e tem que mostrar o diploma pra um pai ou pra uma mãe ou pra quem estiver ali cuidando de ti, você sente que o mundo vai acabar. Se a escola é uma prioridade pra você, é uma coisa que na sua família é muito séria, se você falha nessa missão você sente que acabou, eles vão cortar tua cabeça e te jogar numa vala.
Quando você mente por alguma coisa e alguém descobre, mano, a sensação quando você é novo é “não sei lidar com isso, minha vida vai acabar, acabou aqui”. Então eu não sei se na idade do Shinji eu teria a capacidade de lidar com tudo isso. De
pegar todo esse peso, que nem eu falei: deixa vomigo, toca po pai.
É interessante também a maneira com que a Misato sempre traz aquele dilema do ouriço, sobre quanto mais próximo as pessoas estão mais elas se machucam, pra ilustrar a maneira com que o Shinji não consegue se ligar com ninguém. E a gente não tem nenhum detalhe da vida do Shinji antes dele chegar em Tokyo 3, mas pelo que transparece do relacionamento dele com o pai, é complicado esse tipo de relacionamento interpessoal pra ele.
Por isso que pra mim o final desse episódio até agora foi o que mais me bateu. Porque ele vai embarcar no trem, mas ele decide ficar. E é muito legal aquele take de que a Misato nem tinha ido pra se despedir dele, mas dá a louca nela, ela pega o carro, sai voando pra lá. É muito bacana esse take da pessoa
olhando o veículo se movimentando, e quando ele termina de sair você vê a pessoa que tomou a decisão de não entrar naquele veículo.
E é muito bem dirigido esse final do episódio, porque a gente sente a angústia da Misato. Ela sabe que ela precisava ser dura com ele - talvez não é nem que ela sabe que ela precisou ser dura, mas ela precisou e ponto. Ela precisava ser dura com o Shinji pra que ele começasse a ter um pouco de voz ativa nas decisões dele, no que vai acontecer na vida dele daqui pra frente.
E há uma catarse quando ela olha e vê que ele ficou, e ele olha e vê que ela foi encontrá-lo. Quando eles falam um com o outro aquele diálogo tradicional de quando a pessoa japonesa chega em casa, que ela fala “cheguei” e a pessoa que está em casa
fala “seja bem-vindo”, esse tipo de coisa tem uma conotação de: o Shinji tomou a decisão de ficar, e a Misato está abraçando ele por ter tomado essa decisão. Ambos, nesse momento, estão felizes e satisfeitos com essa decisão.
Pra mim foi emocionantezinho. Rolou uns feels, rolou um “porra, que foda”. Pelo fato de eu estar torcendo, porque eu sou uma pessoa que sempre torço pelas coisas boas acontecendo. Ver um lapso de felicidade entre dois personagens que eu gosto, que eu tô curtindo no anime, me fez um pouco feliz. Foi bem bacana o final desse episódio.
Agora falando sobre as expectativas pro próximo episódio. Eu espero que seja o começo de um pouco de mudança de atitude vinda do Shinji, que ele consiga ultrapassar essa barreira. Ok, finalmente ele tomou uma decisão, então eu acredito que ele vai honrar mais essa responsabilidade que tá nas costas dele.
Eu não acredito que vai ser fácil, mas eu sinto que há sim uma mudança de atitude por parte dele. Que ele vai tratar melhor essa situação, com menos peso, com menos sofrimento. Mas ainda vai ser difícil, ainda vai ser complicado. Querendo ou não, você tá dentro de um robô gigante, pessoa gigante, sei lá que porra que aquela… Que raiva daquilo, bicho! Puta que o pariu o Eva ser orgânico… podia ser só um robozão, cara, as coisas iam ser muito mais fáceis na minha cabeça.
Eu acredito então que vai ter essa mudança de perspectiva, e talvez por ter essa mudança de atitude a gente vai começar a ver mais das relações dele com o Aida e o Suzuhara. Talvez com a Rei, afinal de contas, porque a Rei até esse momento ela tá um quadro em branco. Porque ela é muito senhor sim senhor, ela é muito regrada nas atitudes dela em relação à posição dela de piloto de Evangelion.
Existe pilota? Eu não sei, acho que é piloto mesmo, ela é uma piloto de Evangelion. Fica aí a questão, a gente vem com a resposta no próximo episódio. Mentira, vai ser daqui a pouco que eu vou procurar na internet, mas eu não vou parar a gravação agora pra procurar isso.
Mas ela parece aceitar mais essa realidade, a pica que caiu no colo dela, ela tá em paz com isso.
Mas ela não aparenta ser uma pessoa muito confiante nisso, ela não aparenta ser uma pessoa que também curte estar nessa situação. Pelo menos até agora, pelo fato dela ser tão calada, tão “sim, ok, vamos lá” e mesmo machucada “sim, vou pilotar porque é o meu dever”, me deixa muito em cima do muro sobre como vai ser essa personagem, como que vai ser a Rei. Então eu tô bem curioso pra ver se eles começam a explorar um pouco mais o relacionamento entre os dois.
Mas é isso, eu gostei muito desse episódio, porque muito desenvolvimento emocional entre os personagens, eu gosto muito disso. Rolou os fios ali, rolou uma tremidinha no beiço, porque eu sou uma manteiga derretidaça. Rolou uma tremidinha, mas não rolou lágrimas,
mas rolou um “ah, que bom, ah, ele se gosta, ah, ele vai, ah, ele ficou”. Rolou isso. Então mais um episódio que eu saio bem satisfeito, e ainda assim com um monte de perguntas que tenho zero respostas até o momento.
É isso, eu espero que vocês tenham gostado. Se quiserem dar um feedback sobre o podcast, em todas as redes sociais eu sou o Caio Corraini. E se você gostou do programa, por favor indica ele pras pessoas que você conhece. O episódio do meio da semana de Chico Bento Arvorada teve uma recepção inacreditável. Eu já tava muito satisfeito com os números do MPV, mas vocês foram lá e levaram as minhas expectativas um pouco mais pra cima. Então por favor, de novo: se você estiver curtindo o conteúdo, apresenta ele pra mais pessoas. Um grande abraço e tchau, seus lindos.
Esse podcast foi produzido pela Maremoto.
Casa do Corra