The Magma Diver
Esse foi o primeiro episódio que achei meeeh.
É quase todo ação: a Asuka desce trocentos metros dentro de um vulcão pra capturar um anjo ainda em formação e o que resolve a missão no fim é uma aula de física que aparece de bobeira na beira da piscina, no começo do episódio. É também a primeira vez que a Rei demonstra estar incomodada de ficar de fora, que pra mim foi a cena mais importante.
Mas seguimos com o medo que Lost impregnou na cabeça de todos: o de uma série empilhar pergunta demais e nunca pagar a conta.
Primeira vez por aqui? Como o programa e esta temporada funcionam
Neste programa eu encaro uma obra pela primeira vez e capturo todas as minhas reações e sentimentos ao vivo. Pode ser filme, série, jogo, livro, quadrinho e o que mais der pra encapsular em áudio.
Eu nunca tinha visto Evangelion. Daí resolvi que a primeira vez ia ser gravada.
Assisto um episódio e gravo na sequência. Sem roteiro, sem pesquisa e sem voltar atrás pra consertar palpite furado - e tem muito palpite furado aqui.
Acompanhe a série pelos olhos do ineditismo. Seja ao meu lado ou rindo da minha cara.
Ler a transcrição 3.555 palavras
Editada para leitura: saíram as repetições, os vícios de linguagem e os falsos começos. Nenhuma palavra foi trocada nem acrescentada.
Olá, Personas! Meu nome é Caio Corraini e estamos todos pulando dentro de um vulcão, porque tá começando o Minha Primeira Vez. Hoje nós vamos discutir o episódio número 10 de Evangelion, The Magma Diver.
Cara, eu acho que esse foi o primeiro episódio que eu saí meio… eeeh? E eu sinto que talvez seja uma impressão compartilhada com mais pessoas. Porque, efetivamente, é um episódio que dá pouca informação valiosa pra gente. E também, por ser um episódio que é quase inteiro voltado à ação, não é uma ação muito impressionante ou qualquer coisa assim.
Claro que ele tem seus momentos tensos, ele tem seus momentos de um pouco de desenvolvimento de personagem, principalmente com algumas coisas mais cômicas acontecendo, que eu gostei bastante. Mas, efetivamente, foi um episódio meio barriga.
Mas vambora, colocando então o que aconteceu no episódio de maneira cronológica pra ajudar quem não tá assistindo o anime atualmente.
Ele começa com a Asuka toda animada indo comprar roupa de banho com o Kaji, aquele escroto do caralho. E ela tá animada porque ela tem uma excursão da escola, e vai ser a oportunidade pra que eles vão para outra cidade, vão para a praia, aparentemente, e aproveitem um pouco da vida de jovens deles. Errado, porque eles não vão: afinal de contas a Misato proíbe a coitada de ir pra excursão, pra ficar de prontidão.
Durante essa discussão entre eles, o Shinji tá totalmente de boa com essa situação, porque na cabeça dele ele já sabia que ia ser assim. Então ele é um cara muito conformado, na verdade. Mas durante essa discussão a Asuka traz um ótimo questionamento,
que é do porquê que eles não partem pro ataque. Porque afinal de contas, o que a gente viu até agora nesses 10 episódios são os humanos esperando a chegada dos anjos. Sempre tem isso, de até o momento a nossa atitude foi de defesa e não de ataque. E então a Misato diz que não é possível, que eles até gostariam de trocar essa estratégia de ir pra cima dos anjos, mas não é possível.
E isso é uma coisa que eu quero muito que eles aprofundem mais pra frente, do porquê que eles não conseguem ir pra cima. Todos aqueles questionamentos que eu já trouxe nos episódios passados: ok, da onde que os anjos estão vindo? Eles estão vindo efetivamente de um céu, saindo de um outro lugar, de um outro planeta, de um outro ponto no espaço e vindo pra cá? Ou eles estão saindo às vezes do núcleo da terra? Porque nesse episódio
a gente vê um anjo, um anjo embrião, meio que se desenvolvendo em meio a lava. Não sei se isso é uma regra pra todos os anjos.
Então, mais dúvidas pra pilha de dúvidas que já tem aqui à minha direita, que está aqui na altura da minha cintura já. Essa pilha de papel que é um monte de dúvida - em cada folha eu escrevo uma dúvida só, porque as árvores estão aí pra gente destruir elas mesmo, pra gastar papel. Mentira, gente, salva as árvores.
E continuando o questionamento entre os três, a Misato fala: já que vocês não vão viajar, seria bom vocês estudarem, porque as notas de vocês são umas bostas. Corta pro Shinji estudando ao lado da piscina, enquanto a Rei tá nadando, linda e bela. A Asuka coloca o biquíni novo pra nadar e aparece na frente do Shinji, obviamente de propósito, pra pelo menos ter a reação dele de admiração. Porque esse era o objetivo dela,
se vestir daquela maneira era atrair a atenção das pessoas, ser o centro das atenções. Tanto que há um pequeno diálogo entre ela e o Kaji no começo, de que ele fala, ah, mas isso aí tá de boa? Cê usar isso aí? Ela: não, é de boa, tranquilo, isso aqui todo mundo usa. Obviamente que não, que ela tá super se mostrando, valorizando o próprio corpo com o objetivo de chamar atenção. E, de novo, eu penso muito parecido com a Asuka, então eu entendo qual que é a motivação dela por trás disso.
E uma coisa legal desse diálogo que os dois tem é que ele tá estudando física, tá estudando ali aquela questão de quando as coisas ficam quentes elas expandem, quando elas esfriam elas diminuem. E esse diálogo mostra que a Asuka é muito inteligente, mas ela vai mal na escola porque ela não entende direito japonês. O que eu achei interessante, realmente, pra
uma pessoa tão cheia de si, tão centro das atenções, tão super acostumada a ser tratada como especial: sim, faz todo sentido ela também ser uma ótima aluna. Tanto que ela fala de faculdade - porra, a menina tem 14 anos, tá ligado? Então ela também é muito, muito inteligente.
Nisso a gente corta pro pessoal da NERV estudando algumas falhas sísmicas, algumas coisas assim. E aparece a Misato descendo como se fosse um equipamento de estudo, pra entender melhor o que tá acontecendo nesse lugar. E eles conseguem perceber ali, nos dados que eles recolhem, que apareceu um anjo embrião que é parecido com o responsável pelo segundo impacto, um A-17, seja lá o que isso significar.
Só que isso é interessante. Toda essa parte pra mim ainda tá muito nebulosa, mas ainda ao mesmo tempo é um pouco interessante,
porque o segundo impacto é uma das coisas que mais me chama atenção na animação. Eu quero muito saber exatamente o que aconteceu, como que se deu a explosão, da maneira com que eles mencionaram.
O pai do Shinji, inclusive, tá naquela reunião dos velhos de cor diferente lá da sala dele, da reunião virtual que ele faz, o chat do Skype dele ali. Ele fala, inclusive, que essa é uma amostra viva de anjo, que isso é importante, que vale o risco. Só que, ao mesmo tempo, eles deixam bem claro de que foi, aparentemente, mexendo em um anjo, em uma situação parecida, que causou o segundo impacto. Tanto que, conforme o episódio vai se desenvolvendo, eles até mencionam que se a gente falhar aqui pode acabar a humanidade.
E de novo, tem coisas que acontecem no anime que parece que as pessoas não dão o devido impacto -
segundo impacto, impacto - porque, cara, se acontecer um erro a humanidade acaba, e tá meio que todo mundo de boa: ah, beleza, é mais uma missão. Eu não sei se toda a situação blindou eles e faz com que o sentimento de todos seja assim, realmente um pouco mais brando em relação às coisas. Mas eu estaria me cagando, se fosse uma situação em que… Não sei, talvez eu que seja um pouco mais melodramático ou qualquer coisa assim. Mas eu acho que pra uma missão que poderia causar o fim da humanidade, o terceiro impacto…
E qual que foi o primeiro impacto? Foi o fim dos dinossauros, talvez? Fica aí o questionamento. Você que já sabe o final está rindo na minha cara nesse momento.
De qualquer forma, quando eles vão apresentar a missão pros meninos, essa, pra mim,
foi a cena mais importante do episódio. Porque pela primeira vez a Rei demonstra estar um pouquinho, um pouquinho incomodada de não estar sendo enviada pra missão, já que o Eva dela, o 00, é um protótipo e ele não suporta o equipamento pra tal.
Isso pra mim foi legal, isso pra mim foi importante, porque até aquele momento eu tava sentindo a Rei um pouco jogada de lado. Tanto que chega na parte das expectativas, eu sempre lembro da Rei, eu falo, pô, tomara que a Rei seja mais explorada, tomara que a Rei seja mais aprofundada, tomara que a Rei tenha um pouco de ação, tomara que a Rei isso e que a Rei aquilo. Não é porque eu gosto tanto da personagem - eu gosto dela, acho uma personagem até o momento curiosa - mas é muito uma questão de ela precisar agir pra eu saber o que essa pessoa quer.
Então, por isso a curiosidade. A gente tem pouca informação da Rei até o momento. E pelo fato dela ter ficado um pouco puta com a situação de não estar sendo enviada pra missão. E um pouco mais à frente ela até fala, quando a Asuka começa a ficar brava porque ela tá com aquela roupa gordona - o Eva dela também tá com uma roupa de proteção ao calor que deixa ele rechonchudo, obviamente não fica slim e bonitão, igual com design fodão, assim como os Evangelions geralmente são - ela fica meio brava, fala que não vai porra nenhuma.
A Rei prontamente fala: então eu vou, eu entro no robô dela e eu desço. Robô, que raiva disso, que raiva dessa parte, que eu ainda não sei essas porra orgânica do caralho. E ela fala tipo, não, beleza, você não quer, foda-se, eu desço com o teu Eva. E a Asuka, obviamente, com o ego do tamanho do planeta Terra, ela fala:
porra nenhuma, o Eva é meu, eu vou descer, cala tua boca, vai lá nadar, menina chata do caralho. Ela não falou nada disso.
Mas então, eu acho que esse desenvolvimento da Rei é importante, ele é necessário, e eu gostaria muito de vê-lo acontecendo cada vez mais, essa frustração crescendo dentro dela. Pra que a gente realmente veja… Eu vou deixar isso pra parte… Não, não vou deixar pra parte expectativa porra nenhuma, porque senão eu vou esquecer, porque tudo isso aqui é no improviso, então eu tô falando o que eu tô pensando.
Eu super acredito que, talvez dependendo da maneira com que a Rei for reprimida nos próximos episódios, de sempre na hora do pega pra capar, a NERV fala, não, você não vai não, você não vai, não, você não vai - eu quero muito um momento de estalo nela. Eu quero muito um momento de puta que o pariu, eu vou,
foda-se, porque senão eu não vou ser respeitado nesse caralho, porque senão o pai do Shinji nunca vai olhar pra mim como uma pessoa que realmente ele pode contar.
Sei lá, eu gostaria muito de ver isso. Eu gostaria muito de ver finalmente a Rei nesse ponto de estalo, pra que a gente consiga capturar mais das motivações dela, o que move esse personagem. Já que a gente já discutiu algumas vezes aqui sobre a questão de, até o momento, eu enxergo muito ela sendo movimentada apenas pela vontade e pela dívida que ela sente por terceiros. Talvez eu esteja lendo errado a personagem, mas é assim que eu enxergo ela até o momento.
Então eu gostaria muito de ver esse momento de talvez choque entre ela e talvez a Misato, ou qualquer outra pessoa, falando: não, porra nenhuma, vou entrar na porra do meu robô e vou lá sim, caralho.
Porque se eu não for, fudeu. Ou algo do gênero. Então eu gostaria muito de ver isso.
De qualquer forma, tem uma cena nesse episódio que eu achei extremamente esquisita, e eu espero que ela se pague mais pra frente.
Tem um momento em que eles estão se movimentando, indo em direção à missão, que o Kaji tá falando com uma mulher num bondinho. É uma mulher que não apareceu antes no anime, com um cachorro no colo, e ela tá discutindo com o Kaji sobre essa questão de, ah, não, mas se eles falharem a humanidade já era, você não tá preocupado, ou coisa assim. É uma pessoa muito informada.
Então, que raios é essa mulher? Eu fiquei até com vontade de voltar e assistir o episódio de novo - não o episódio inteiro, mas assistir essa cena de novo, pra ver se às vezes não sou eu comendo bola, pra ver se não sou eu em outro planeta. Mas ficamos assim, ficamos assim, ficamos assim.
Deixa a vida me levar, a vida leva eu, com essa pulguinha atrás da orelha.
Uma coisa que eu adorei e que eu gostei muito foi o callback da cena da Asuka mergulhando na lava. Porque na piscina ela tava super animada pra fazer scuba diving, pra mergulhar com snorkel - eu não sei exatamente o nome dessas coisas, gente. Mas ela tá com muita vontade de mergulhar, que é uma coisa que as pessoas cool, e que não tem medo de se afogar, fazem. Morreria de medo. Nossa senhora, que aflição, de morrer afogado.
Mas ela chama a atenção do Shinji na hora da piscina, fazendo essa graça, pulando na piscina de costas. E quando ela vai mergulhar na lava, ela dá um callback nisso: ela chama de novo, fala Shinji, olha aqui, aí ela desce de espacate dentro da lava. O que foi muito legal. Eu adoro a Asuka, desculpa, gente, não me odeiem, mas eu gosto muito dela.
Ela tá descendo naquele infinito de lava e ela vai descendo, 500, 600, 700 metros, bate 1300 se não me falha a memória, que era onde o feto do anjo devia estar. E aparentemente ele não tá mais nessa profundidade certa e eles continuam descendo. A garota, eles passam demais do limite seguro, e a Misato pede pra continuar.
E é uma atitude bem dura dela, e é uma atitude de comando dela. Que ela sabe o quão importante seria para a humanidade se eles conseguissem capturar esse feto vivo, às vezes pra conseguir estudar melhor os anjos. Eu não sei exatamente a motivação por trás disso, afinal de contas carcaça de anjo eles têm aos montes, porque todos que foram derrotados em Tokyo 3 aparentemente ficaram lá. Então eu acredito que isso eles já tenham pra estudar, mas não sei,
talvez uma coisa viva. Porque afinal de contas, você estudar um organismo vivo e um morto é completamente diferente: você não tem mais os sinais vitais, você não sabe exatamente como o sistema nervoso, todas as coisas orgânicas daquele ser funcionam exatamente quando ele tá vivo. Então sim, há muito valor nisso, e por isso que a Misato é tão dura, por isso que a Misato fala, não, continua com essa porra.
E obviamente que a Asuka, com o orgulho do caramba dela, fala: não, é nóis, toca po pai, vamos descer aí. Continua descendo, desce, desce, desce. Ela consegue capturar, e é um momento um pouco de tensão. Tipo, você fala, caraca, e agora? Se errar o bagulho, o troço explode talvez e acabou a humanidade.
Mas ela consegue capturar numa boa. Mas enquanto ela tá subindo com o feto, ele eclode antes do previsto, ele se torna adulto. Eu não sei exatamente
como é que funciona. Mas aparentemente ele nasce, aparentemente ele sai daquele estado que ele está naquele momento, que ele pode ser capturado, que ele pode ser estudado, para um anjo de verdade, um anjo que vai atacar. E por isso que a prioridade da missão é trocada, de captura para a gente precisar derrotar essa porra desse bicho.
E nesse momento tem um pouco de tensão, porque a bainha da faca Ginsu dela não suporta o calor e ela perde a faca Ginsu dela, e ela pede pro Shinji jogar a dele. E aí o anjo tá vindo na direção dela. Eles até falam com um tanto de espanto, caraca, como assim ele conseguiu abrir a boca nessa temperatura, nessa pressão? Então, algumas informações que são importantes, que são interessantes ali.
E ela derrota
o anjo utilizando os conceitos de física que eles apresentaram antes no episódio, que eu gosto. É um callback legal, é maneirinho.
Quando o anjo tá caindo, ele corta os cabos nela, os cabos que estão segurando o Evangelion dela, que estão a puxando pra cima, pra superfície novamente. Que é tchau-tchau, porque ela ia afundar junto com ele. Só que aí, claro, o Shinji desce no momento certo, na hora certa, e segura o Evangelion dela e a salva. E aí rola aquele momentinho de ah, Shinji, seu bobão, que já é tão de praxe.
A gente vai pra uma comemoração, uma pseudo-comemoração, numa sauna, numas fontes termais, esse tipo de coisa. O Kaji manda o Pen Pen na caixa, cara. Sei lá, velho, foi muito aleatório esse final,
porque eles estão separados. Afinal de contas, não é um banho misto, é um banho separado entre homens e mulheres. Shinji e o Pen Pen estão de um lado, a Asuka e a Misato tão do outro, e as duas brincando, fazendo aqueles negócios. O Shinji fica ouvindo aquilo, a mente do moleque vai pra aquele lugar que a gente já conhece, ele tem uma porra de uma ereção, e o pinguim fica…
Coitado do pinguim, cara. Foi mandado numa caixa até aquele lugar pra dar de cara com um pinto de menino duro. Cara, porra, que desgraça de vida desse pinguim.
E assim a gente tem o nosso momento ê Japão. Porque, sei lá, ok, foi uma piadinha interessante, foi uma piada legalzinha, e de novo mostra uma das motivações do Shinji é sim a atração, essa questão de desejo sexual dele.
Que faz todo sentido: moleque, menina, 14 anos, tá estralando isso. Então faz todo sentido, não tem nada fora de lugar. Mas porra, coitado do pinguim, tá ligado? Tipo, ê Japão.
Enquanto a Misato e a Asuka estão discutindo do outro lado, mostra que a Misato tem uma cicatriz no meio do peito, que ela diz ter ganhado durante o segundo impacto. Que é outra questão que eles jogam pra cima, que tá aqui na minha pilha, e que eu espero que eles direcionem isso novamente depois.
Ao mesmo tempo que a Asuka pergunta se eles sabem de tudo do passado dela, e aparentemente tem algo que a incomoda do passado, que ela ainda traz com um pouco de dor. Provavelmente relacionado à mãe, talvez, porque aquele momento em que o Shinji estava quase abusando da menina, ela estava chorando pensando na mãe. Então talvez seja algo que marcou a infância dela, marcou o passado da menina.
E acaba. De novo, pegando o que eu falei lá no começo, foi um episódio bem marromeno. Mas principalmente porque é um episódio de mais perguntas, mais migalhinhas de informação, que a gente tá sedento pelo resto e nada.
Eu fico com medo, na verdade. Não sei, eu acho que Lost deixou isso um pouco impregnado em mim, de onde que vai ser o twist. No sentido de, porque tem um ponto em que
muitas perguntas, muita confusão mental, muito caraca, o que é isso? Caraca, o que é aquilo? Muitas curiosidades sendo plantadas, é muito divertido, é muito legal, você é impelido a continuar, você fica ansioso pelo próximo episódio. O que é uma ótima estratégia pra transformar o seu produto em algo mais interessante, em que as pessoas vão estar se ligando a ele com mais intensidade.
Só que tem um certo momento em que a gente tá com tanta curiosidade, com tanta dúvida, com tanta pergunta não respondida, que passa do caraca, eu quero muito saber isso, pra foda-se. Ah, então enfia no cu. Não quer me responder, enfia no cu então.
Então eu fico com medo, porque Lost tem um momento que isso acontece.
O payoff, o momento em que a série, o filme, o livro, o jogo, qualquer obra de entretenimento, o momento que ela te paga. Você está investindo nela porque você está curioso, você está comprando os questionamentos e a tensão e o mistério. E aí tem o momento do payoff, tem o momento que você recebe, que ela fala, ok, respondi uma pergunta. Aí você fica com aquele sentimento quentinho de, ah, agora eu sei o que estava acontecendo, tudo se junta, e aquele momento gostoso.
Tem muitas obras que não conseguem fazer isso, porque às vezes levantou tanta pergunta, levantou tanto questionamento, que de nenhum jeito vai conseguir pagar tudo.
E claro, a gente está no episódio número 10, a gente ainda tem uma porrada de coisa pela frente, então eu não estou implicando que com o Evangelion isso vai acontecer. Eu só tô expondo pra vocês aqui um medo, um receio.
Porque até o momento eu tô 100% dentro. Eu tô assim, tipo, vamos, caralho, eu quero saber quem que é a porra do Adão, eu quero saber de onde que os anjos vêm, por que que a porra do Evangelion tem unha. Tipo, vai tomar no cu, eu preciso dessas respostas, tá ligado?
Então eu tô 100% dentro do barco. Apesar desse episódio ter sido um pouco enfadonho, eu ainda tô 100% dentro, e vamos que vamos.
Falando das expectativas, eu acho que eu já deixei claro várias das coisas que eu acredito. Mas, de novo, só trazendo novamente isso: eu quero ver mais desse desconforto da Rei, dela não ser
utilizada nas missões. E Adão, gente, porque puta que o pariu.
Chegando às minhas considerações finais, eu troquei toda a ordem da porra do episódio, já falei sobre o que eu acho, vocês já sabem que eu achei um episódio marromeno. Então é melhor a gente acabar esse episódio.
É isso, eu espero que vocês tenham gostado, que vocês tenham se divertido tanto quanto eu. Se vocês quiserem dar um feedback sobre o podcast, em todas as redes sociais eu sou Caio Corraini. Um grande abraço e tchau, seus lindos.
Esse podcast foi produzido pela Maremoto.
Casa do Corra