The End of Evangelion (Parte I)
A primeira metade do End of Evangelion, parada no “continua” porque eu não tive estômago pra enfrentar de uma vez só: a NERV invadida, a Asuka no melhor e pior momento dela, e as mortes mais inúteis do acervo inteiro.
Meia hora de desânimo e a discussão de por que uma obra tem o direito de odiar a audiência, mas talvez não desse jeito.
Primeira vez por aqui? Como o programa e esta temporada funcionam
Neste programa eu encaro uma obra pela primeira vez e capturo todas as minhas reações e sentimentos ao vivo. Pode ser filme, série, jogo, livro, quadrinho e o que mais der pra encapsular em áudio.
Eu nunca tinha visto Evangelion. Daí resolvi que a primeira vez ia ser gravada.
Assisto um episódio e gravo na sequência. Sem roteiro, sem pesquisa e sem voltar atrás pra consertar palpite furado - e tem muito palpite furado aqui.
Acompanhe a série pelos olhos do ineditismo. Seja ao meu lado ou rindo da minha cara.
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Editada para leitura: saíram as repetições, os vícios de linguagem e os falsos começos. Nenhuma palavra foi trocada nem acrescentada.
Olá, Personas! Meu nome é Caio Corraini e estamos todos sem forças, cara, porque tá começando o Minha Primeira Vez. Hoje nós vamos discutir o filme The End of Evangelion, Parte I. Afinal de contas, eu não consegui. Eu não consegui assistir inteiro, eu não tive estômago, não tive ânimo, não tive emocional pra terminar. E eu tô aqui aproveitando que o filme tem aquele corte na metade, o continua, pra pelo menos gerar um pouco de conteúdo pra vocês. Afinal de contas, a gente tá nesse momento bem complicado de quarentena, todo mundo preso em casa, a gente não vê mais as pessoas que a gente gosta e tudo mais. Então eu sinto que é quase como se fosse um dever nosso, que produz conteúdo, continuar. Esse tilim-tilim é a Mococa, eu não vou editar isso fora, não.
É quase nosso dever continuar desenvolvendo conteúdo pra vocês, pra que pelo menos o tempo livre passe mais rápido. Mas vamos lá. Eu não sei, sinceramente, se eu discuto esse filme falando sobre tudo que acontece, ou se eu só vomito aqui os meus sentimentos por 10 minutos, mas… Eu acho que a gente pode fazer os dois.
Eu tô bem triste, na verdade, ao assistir esse filme. Porque… Bom, vocês ouviram o episódio passado, então vocês viram que eu tinha saído da experiência de Evangelion muito positivo, porque eu tinha curtido muito o final. Mesmo ele sendo um final extremamente pastelão e tudo vai dar certo, acredito em você, se você se odeia hoje, amanhã não precisa ser assim, vamos lá, todo mundo pode mudar. E eu sinto que é uma mensagem que a gente precisa muito, sabe. É uma mensagem que
ela é meio tonta, ela é meio bobona, mas ela precisa ser oferecida de tempos em tempos, pra que a gente possa realmente acreditar que isso é possível, sabe? Realmente acreditar que as coisas podem mudar, as coisas podem melhorar, a gente pode se tornar pessoas melhores, sabe? E o filme é completamente o contrário disso. O filme, ele transpira ódio. Eu sinceramente não sei o que aconteceu na época. Algumas pessoas já vieram até meio que comentar por cima no Twitter - porque eu falei pras pessoas: não, me deixa consumir tudo sem muito contexto, porque eu acho que fica mais sincero e tal. Mas eu tava comentando do filme no Twitter e algumas pessoas falaram: cara, isso aí é basicamente tipo o Anno mandando um foda-se pra todo mundo, porque ele recebeu ameaça por causa do final do anime, a galera ficou revoltada e tudo mais. E dá pra perceber, sabe?
É um filme que te odeia. Ele odeia você e ele não queria que você estivesse assistindo ele. Acho que foi até o André que comentou sobre isso. É muito ódio, cara. É muito ódio, transpira ódio. Tipo, tudo que você ama, ele tá destruindo. E destruindo de um jeito merda, sabe? É até cruel, sabe? É bizarro. Porque a gente passa tanto tempo com aqueles personagens, a gente se envolve no arco deles, a gente vai vendo os defeitos, vendo as qualidades, vendo esses personagens ficarem gradativamente mais profundos e terem, sim, seus lados que a gente não gosta muito, mas aceitando. Afinal de contas, é isso que torna os personagens de uma obra de entretenimento legais: é crer que eles são falhos e torcer por eles. Torcer pros momentos em que eles provam que eles conseguem ser bons e que tomam boas decisões. E você fica animado porque você tá…
Obviamente, eu tô falando você, você, você de uma maneira muito abrangente. Não é todo mundo, afinal de contas teve um monte de gente que detestou o final da animação. Mas geralmente eu sinto que eu consumo as coisas sempre torcendo pra um final positivo, sabe? E… Esse filme, ele é cruel. E… Eu não sei. A gente pode trazer toda uma discussão sobre como o entretenimento, ele nem sempre tem que nos agradar. De que a gente não tem que ir, por exemplo, no cinema todas as semanas e esperar sair de lá com um sorriso.
Às vezes a gente pode ser provocado, a gente pode ser irritado, a gente pode ser várias coisas. Porque é a arte, e o objetivo da arte é causar sentimento nas pessoas, independente de qual for. Porque a arte, quando ela simplesmente causa só sentimentos positivos… O que seria do doce se não fosse o amargo e a yada yada, sabe? A gente precisa ter também sentimentos negativos e sentimentos não tão confortáveis conosco, pra que as coisas boas, elas sejam muito boas. Pra que role contraste. Contraste na vida é tudo. Porque eu tava brincando essa semana: eu tomei banho num dia e coloquei uma roupa branca. Eu não tenho muitas roupas brancas. E aí eu olhei no espelho e falei: nossa, eu tô bonito. Isso é uma coisa que quase nunca acontece, eu olhar no espelho e falar: ah, que legal, você tá bem, sabe?
E aí depois eu falei: ah, eu sei porque eu tô achando que eu tô bonito. Porque tá um contraste legal, porque eu sou mais escuro, a minha roupa tá branca, e parece que eu tô mais iluminado por causa disso. E aí eu fiquei discutindo isso comigo mesmo, meio que trazendo essa questão do contraste e tudo mais. Como eu tava mencionando antes, tudo na vida é contraste. Você coloca as coisas em perspectiva - a mesma discussão que a gente teve no episódio passado, sabe? A gente coloca as coisas em perspectiva porque, sem a perspectiva, a gente não tem régua. Então você só sabe que uma coisa é gostosa se você coloca, sei lá, uma coisa ruim na boca. E aí você tem parâmetro. Então a arte, ela não tá aqui só pra passar a mão na nossa cabeça e fazer a gente se sentir bem. Só que esse filme, ele tá além, sabe? Ele pega uma obra que a gente acompanhou, que a gente seguiu junto e tudo mais,
e só vai destroçando ela de uma maneira extremamente dolorosa na nossa frente. Então, eu acho que eu nunca vi isso antes. Eu nunca assisti alguma coisa, li alguma coisa… E, se consumi algo desse gênero, eu não lembro que me marcou tanto. Mas, pelo menos no passado recente, o que a minha memória acessa nesse momento, eu não lembro de ter entrado em contato com uma obra que detesta tanto a sua audiência. E assim, eu não sei quais as motivações do Anno, eu não sei como ele estava emocionalmente quando ele criou o roteiro dessa animação, quando ele esteve envolvido no filme. Eu não sei, eu não procurei, eu não informei sobre. Mas, nossa, é muito dolorido, cara.
Eu vou falar assim, brevemente também, porque eu não quero que isso aqui seja um episódio completo, tá ligado? Porque eu acho que não vale. Sendo muito sincero,
assim, não é… Eu acho que, depois de todos esses episódios, vocês já acompanham o podcast já tem bastante tempo, né? Tem, sei lá, mais de seis meses. E vocês sabem mais ou menos como é que eu sou. Eu tento trazer os lados positivos, eu tento sempre trazer uma mensagem bacana, sabe? E eu não vou conseguir fazer isso discutindo sobre esse filme. Então eu não sei se eu quero discutir realmente esse filme, sabe? Mas… Vamos discutir algumas coisas pra ver onde que a gente vai parar, e, se ficar ruim, eu simplesmente corto e deleto tudo, sei lá.
A gente começa o filme com o Shinji pedindo ajuda da Asuka, que ela tá hospitalizada, aparentemente em coma, ou, se não em coma, ela tá desacordada. O Shinji tá desesperado, porque ele tá pedindo ali, ele tá falando que a Rei e a Misato tão dando medo nele e tudo mais. Mas aí ele chacoalha a menina e ele puxa ela, abrindo a blusa dela
e colocando os peitos pra fora. E nisso o Shinji se masturba. E assim, uma pessoa veio no Twitter quando eu comentei - eu falei: porra, cara, sério que assim que começa o filme? Já começou bem, né? Vai tomar no cu, moleque -, e uma pessoa veio e falou: ah, eu esperava que você entendesse a animação de uma maneira diferente, e não igual a todo mundo. Aí a pessoa deletou o tweet depois, porque justamente eu não entendi o que ela queria com essa afirmação. Afinal de contas, eu queria até discutir. Tá, mas que outra maneira tem pra entender uma pessoa que se masturba pra alguém que tá desacordado na cama do hospital? Eu não sei. Eu sinto que contexto é tudo, sabe? E, nesse caso, não tem como, pelo menos na minha opinião, olhar pra uma cena dessas de uma maneira diferente. Tipo: ah, não, porque nessa cena o Anno tá representando o fã do anime,
que, na verdade, ele vê todas as mulheres só como um eye candy e uma coisa que você precisa se masturbar e… Bicho, assim, tipo, ok, né? Legal, obrigado pela metáfora. Pau no seu cu, que cena horrorosa, sabe? Sei lá, cara. De qualquer forma, vamos seguir.
Nisso começa a da merda. Porque há uma discussão sobre uma possível debandada da NERV, agora que todos os anjos foram derrotados. Derrotados, mas logo em seguida vários países estão tentando invadir o MAGI do Japão, a comando da SEELE. Nisso eles tiram a Ritsuko da prisão - pelo amor de Deus, mulher, vem ajudar a gente. Tem uma fala do vice-comandante nesse momento que é excelente, que é tipo: depois de tudo, nosso inimigo é o próprio homem. E é basicamente essa a mensagem que eu tô tirando da animação até esse momento,
sabe. Que não importa que tipo de desastre que aconteça no planeta Terra, a humanidade sempre vai se detestar. Porque a gente é incapaz de viver com as nossas diferenças, discutir sobre as nossas opiniões. Essa é a mensagem dessa animação até agora, sabe? E, de novo, é totalmente o contrário do que a gente tinha visto no final do anime. E é foda. Porque, quando a gente para pra pensar… Tipo aquele negócio, tem uma tirinha muito boa do Salimena, que ele fala: ah, não, porque o monstro gigante de Watchmen serviu pra unir a humanidade. E aí a tirinha é tipo: ah, monstro mito, cala a boca, filha da puta. Não, o monstro tá certo. E, cara, ia ser assim exatamente. A gente tá no meio de uma pandemia, cara, que tá matando geral. A única coisa que a gente pode fazer,
se a gente tiver a possibilidade, é ficar em casa. E a gente tá vendo gente, tipo, fazendo passeata na Paulista, porque quer sair na rua. Tipo, é isso a humanidade, tá ligado? Então é foda. É muito complicado assistir isso nesse momento, tá ligado? Porque faz a gente pensar sobre isso de novo. E é uma coisa que eu não quero pensar. Não quero parar pra pensar que tem gente imbecil basicamente torcendo pelo vírus, tá ligado? É esquisito demais pra minha cabeça, sabe?
Ah, voltando aqui. A Misato, ela pede que o Shinji, ele entre no EVA-01, e que coloquem a Asuka no 02, mesmo que ainda desacordada. Só pra proteger ela. Afinal de contas, toda essa força-tarefa da SEELE tá entrando e metralhando geral. Assim, matando todo mundo sem dó.
A galera tá, tipo, se rendendo e tá tomando tiro na testa. Nesse nível de crueldade, o bagulho. E tem um momento… Sinceramente, eu ainda não entendi qual é a da SEELE. Porque o plano da SEELE é criar o terceiro impacto usando os Evas no lugar dos anjos. Como? O que foi o segundo impacto, pra que eles queiram fazer um terceiro? O que? Qual que é o objetivo? É matar todo mundo? E porque tem aquela discussão que os velhos bloco de metal tão discutindo com o Ikari, o vice-comandante, de que da morte a gente vai ressurgir e tudo mais. E o Ikari falando: bicho, da morte não surge nada. Morte é morte, morte é o fim. E eu sinceramente não tenho nem como discutir um pouco mais sobre isso, porque a gente não tem mais informações sobre isso, né? Tem até aquele momento em que a Misato, ela tá enfurnada lá no meio dos computadores,
e tipo: ah, foi isso aqui o segundo impacto? Isso aqui o quê, sabe? Se o objetivo do filme era, sei lá, tentar explicar mais coisa: explica mais coisa, sabe? Não seja só uma animação horrenda. Ok.
Tem um momento que a Misato, ela vai buscar o Shinji, ela vai arrastando o moleque pra tentar jogar ele pra dentro do robô. Afinal de contas, sejam pelo menos útil nessa animação, por favor. E agora eu entendo, talvez, o porquê dos memes, de tipo: porra, Shinji, entra no robô, entra no robô, entra no robô. Talvez muito mais influenciado pelo filme do que justamente pela animação. Porque na animação ele tem sim seus momentos de… Eu falo animação, mas, é, porque, tipo, o filme também é uma animação, é que é foda, é difícil. Entre o filme e a série - vamos colocar a série pra ficar mais fácil pra vocês também. Na série, o Shinji,
ele tem sim seus momentos de titubear, ele tem sim seus momentos em que ele fala: cara, não quero, não quero, vai se fuder todo mundo. Só que isso é muito rápido, velho. É muito ágil pra ele acordar pra vida e falar: ok, vamos lá, é o meu dever, eu vou fazer isso, sabe. Até naquele episódio em que ele tá indo embora, pra um moleque voltar, falar com o Kaji lá na plantação de abóbora, sei lá que porra, melancia, e depois tá dentro do robô: é muito rápido. No filme, é sofrido pra caralho. A Misato arrasta ele o tempo todo. A Misato tá levando a porra do morto muito louco, tá ligado? Tipo, para, para, pá, pá, pá, pá. Ela tá arrastando o Shinji como se ele fosse, tipo, um boneco mesmo. E ela tenta falar pra ele, falar: Shinji, a humanidade, ela veio de uma fonte de vida chamada Lilith, e os anjos, eles são só as outras possibilidades de vida que não prosperaram. E, cara, assim,
eu tava… Eu acho que eu já tava de má vontade, e eu simplesmente não me esforcei pra entender nada, sendo muito sincero com vocês. E é foda, porque tem um take que acho que deve ser o primeiro-ministro do Japão - eu não sei exatamente quem governa o Japão, porque tem o príncipe, né, o príncipe, rei, sei lá, e eu acho que no Japão é primeiro-ministro. Tem uma cena que eu acredito que seja do governo japonês: a narrativa do lado de fora é que a NERV tá querendo fazer o terceiro impacto, cujo objetivo é destruir a humanidade, então por isso que eles tão… De novo, mais uma vez aí o anime mostrando como a manipulação da narrativa, ela influencia muito a maneira com que todos nós enxergamos as coisas que acontecem no mundo. E isso acontece desde sempre: quem conta sobre as guerras é o lado que ganhou.
De qualquer forma, a Asuka, ela acorda dentro do Evangelion bem no
momento em que começam a bombardear o Eva dela. Naquele momento, dá um estalo de um sentimento de sobrevivência nela, em que ela, sei lá, ela se apega à imagem da mãe de alguma maneira, e ela retoma o controle do Eva dela, porque ela não tinha mais uma sincronização boa. E ela sai matando geral. E ela sai jogando caminhão em cima de caminhão e dando cotovelada no tanque. Ela dá uma bicuda de cima pra baixo no helicóptero, que é uma coisa mais linda que existe. Mas é a única coisa legal também dessa animação: tem momentos de ação muito legais.
Enquanto isso, a Misato, ela tá levando ainda o morto muito louco pra próximo do Eva dele, e ela é atingida um pouco antes deles entrarem numa porta blindada que vai dar acesso a um elevador pro Shinji descer até o Eva dele.
Ela é atingida. O moleque ainda tá extremamente relutante, mas a Misato, ela sabe apertar os botões dele, tá ligado. Ela beija o guri, porque sabe que ele é um mongol motivado pelo tesão e pelos hormônios, e ela tenta mais uma vez falar pra ele, falar: mano, faz alguma coisa, por favor. E coloca ele dentro do elevador. E morre logo em seguida.
E o pior de tudo, tipo, a morte da Misato… É a personagem que eu mais gosto na animação. Se eu for fazer um ranking, é tipo, sei lá: Misato, Asuka, resto. E a morte dela é muito, muito inútil. A morte da Misato é por causa do Shinji. Porque o Shinji, ele não queria colaborar, porque o Shinji, ele não tava, sabe… Tem até aquele momento em que eles vão executar o Shinji e a Misato chega, tipo, com sangue no zóio, mata geral e, tipo, foda-se.
Então ainda tem esse momento de mostrar o quanto a Misato é foda. Mas o Shinji, pelo fato da maneira com que ele tá sendo retratado na animação, ele vai destruindo tudo ao redor dele. E a Misato, ela morre assim: ela cai, ela agoniza no chão, sangrando pra caralho, e depois explodem o lugar que ela tá. Tipo, é ridículo nesse ponto. É…
Depois a gente vai pra uma cena em que a Ritsuko, ela tava esperando o Ikari e a Rei. Eu nem comentei sobre o Ikari e a Rei, pra falar a verdade: a Rei tava nadando no suco de clone dela lá embaixo, aí o Ikari chega e fala: ó, chegou o momento - aquela cena que a gente teve no último episódio, chegou o momento, vamos aí. E eles vão pro Adão. O anjo - que eu não sei exatamente mais o que é o Adão - tá crucificado, a Ritsuko tá esperando eles.
Obviamente que a Ritsuko ainda tá muito mal emocionalmente, porque ela foi usada pelo Ikari. Então o objetivo dela é simplesmente destruir tudo e matar geral. E, pelo menos nesse caso, eu estou com a Ritsuko, no sentido de: a motivação dela faz sentido pra mim. Não tem problema nenhum ser egoísta pelo fato dela ter sido usada e tudo mais. Eu acredito que esse sentimento de foda-se geral, ele é justificável. Só que, mais uma vez, mais um personagem que eu gosto bastante que tem um fim merda. Ela tenta enviar uma mensagem de destruição pro MAGI, mas aparentemente a mãe dela havia colocado uma trava no código, da maneira com que o MAGI, ele é desenvolvido, que impediu essa ativação dela. E nisso o Ikari dá um tiro nela. E mais um personagem que simplesmente morre de uma maneira imbecil.
A gente volta pra Asuka:
ela tá arrebentando todo mundo lá em cima. Só que eles cortam o cabo de energia dela, e ela tá lutando, mano, contra um grupo de nove Eva, assim, tipo, meio, sei lá, Eva barra anjo, sei lá que merda que é essa série aí, série Eva. E, mano, ela tá arrebentando geral. Ela, tipo, mata um, aí pega a espada e mata o outro. A Asuka tá tendo um momento de glória dela, tá ligado? Porque ela tá tancando. É ela que tá resolvendo o rolê, tá ligado? É ela. Só que a energia dela acaba. A lança do destino vem, sabe-se lá de onde - no caso, da órbita da Lua - e perfura lá no olho. E, quando a gente vê, na real ela não destruiu nada: todos os robô barra anjo barra Eva barra sei lá o que, eles levantam, se juntam e começam a despedaçar o EVA-02. Eles matam a Asuka de um jeito horroroso,
e o pessoal da torre de comando tá pedindo pelo amor de Deus pro Shinji fazer alguma coisa, e ele tá lá de bolinha na frente do Eva. Até que o Eva simplesmente fala foda-se - a Yui, ela não aguenta mais esse filho inútil do filme -, o Eva começa a se mover sozinho, eu acredito que deve ter enfiado o moleque lá dentro na marra, o EVA-01 sai, o moleque vê a Asuka morta, e ele pira. Bicho, tipo, você esperava o que? Filho de uma puta. A galera esgoelando, pedindo pelo amor de Deus pra você fazer alguma coisa, e você não fez nada. A galera falando: ah, mataram a Asuka. Só quando você viu que caiu a ficha, desgraçado. E aí corta o filme e falam: continua.
E é assim que a gente tá agora, cara. De novo, assim, tipo,
eu nunca vi uma obra transpirar tanto ódio na minha vida. Nunca, nunca, nunca, nunca. Então, sei lá, cara. Claro que ainda temos metade do filme pra ver, tem aí mais 45 minutos pela frente. Mas eu sinceramente não entendo o porquê dele existir, pelo menos nesse momento, agora. Nada do que ele trouxe me faz pensar que faz sentido ele existir. Pra próxima metade, eu espero que pelo menos ele me ofereça alguma informação, tá ligado? Porque, sei lá, até esse momento, eu pelo menos gostaria de ter terminado Evangelion da maneira com que eu tinha anteriormente. Eu tava muito mais satisfeito.
É isso. Eu, sinceramente, espero que vocês não tenham gostado. Se vocês quiserem me dar um feedback sobre o podcast, em todas as redes sociais, eu sou o Caio Corraini. Um grande abraço e tchau, seus lindos.
Tá aí, meia hora de desânimo pra vocês.
Esse podcast foi produzido pela Maremoto.